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Nome artístico
Moogie Canazio
Nome verdadeiro
Antônio Canazio
Data de nascimento
21/09/1955
Local de nascimento
Rio de Janeiro - RJ
Data de morte
21/04/2026
Local de morte
Los Angeles (EUA)
Dados biográficos

Produtor musical e engenheiro de áudio

Nascido no Rio de Janeiro, Antônio “Moogie” Canazio passou a infância e adolescência entre Vila Isabel e Copacabana. O interesse pela música foi despertado a partir das escutas musicais com os avós, sempre com o rádio ou a vitrola ligados.

Na adolescência, começou a tocar bateria com os colegas de escola. Com eles, integrou bandas de baile que tocavam por todo o Rio de Janeiro. Mais tarde passou a atuar como DJ.

A vontade de trabalhar com música o levou para Los Angeles, nos EUA.

Faleceu em Los Angeles, em 2026. Nas redes sociais do produtor, a esposa Marcia Canazio postou uma homenagem: “Moogie dedicou a vida à música. Ele construiu uma carreira extraordinária como engenheiro de gravação e mixagem, trabalhando com alguns dos maiores artistas do mundo e ganhando múltiplas honrarias no Grammy e no Grammy Latino. A música era sua paixão, seu propósito e seu legado”.

Dados Atividade Específica

Moogie Canazio chegou em Los Angeles no dia 17 de agosto de 1979, no final da onda da Disco Music. Era uma época de transição da indústria fonográfica, com muitos estúdios fechando. Fez trabalhos de meio período não relacionados à música até conseguir trabalhar em um estúdio que duplicava fitas de comerciais para distribuir pelas rádios dos EUA. Depois de algum tempo, conseguiu um estágio no Kendun Records, em Burbank, na California.

No Kendun Records, iniciou a trajetória que o levou a se estabelecer como engenheiro de áudio e produtor. Trabalhou como engenheiro assistente para produtores e engenheiros de som  como Bruce Swedien, John Stronach e Kent Duncan, até tornar-se engenheiro da equipe fixa do estúdio.

Em 1983, voltou ao Brasil onde trabalhou nos estúdios da Som Livre até 1988. Neste local atuou em produções de Rita Lee, Lincoln Olivetti, discos de programas da Rede Globo e Ivan Lins, entre outros.

No final da década de 80, retornou aos EUA e trabalhou como engenheiro de som no álbum Brasileiro (1992), de Sérgio Mendes. Por este álbum, foi indicado ao Grammy de Melhor Engenheiro de Som.

Na década de 1990, começou a parceria como produtor de Maria Bethania, com quem trabalhou em 19 álbuns até os anos 2010. Neste período ainda trabalhou com Caetano veloso, Sandy e Junior,  Ivete Sangalo, Luis Miguel, Manu Dibango, Zizi Possi e muitos outros artistas do Brasil e do exterior.

No decorrer das décadas de 1990 , 2000 e 2010 teve por volta de 40 indicações a prêmios Grammy e Grammy latino. Em 1991, ganhou o Grammy da categoria Melhor Álbum de World Music, com João Voz e Violão (1991). Entre os Grammy Latinos que ganhou, estão os de Álbum do Ano e Melhor Álbum de MPB do Grammy Latino de 2005 com Cantando Histórias, de Ivan Lins; Dentro do Mar tem Rio (2008), na categoria Melhor Engenheiro de Som, com Maria Bethania; Melhor Album de Rock em português, com Ian Ramil, em Derivacivilização (2016); e Melhor Album pop Contemporâneo em Português com O Tempo é Agora (2019), de AnaVitória. Também ganhou, como produtor, o Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum Latino com o Sincera (2019), da cantora argentina Claudia Brant.

Além de concorrer aos prêmios Grammy, atuou ativamente nos bastidores do prêmio desde 2008, quando foi nomeado para o Conselho de Curadores da Academia Latina de Gravação. Em 2011, foi eleito Vice-Presidente do Conselho de Curadores, cargo que ocupou até 2019.