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Dados Históricos e Descrição

Forma reduzida da expressão instrumento musical, designativa de qualquer objeto utilizado para produzir sons musicais. Tais objetos podem ser grupados em duas classes: a) a dos objetos construídos com essa finalidade; b) a dos objetos destinados a outras finalidades, mas utilizados pelos músicos para produzir sons musicais. Entre os primeiros incluem-se os chocalhos, os tambores, os violões, as flautas e outros. Entre os segundos, na música popular brasileira, as caixas de fósforo, os pratos e facas, as molas de metal atritadas para soarem como reco-recos e outros. A organologia, ciência que descreve e analisa os instrumentos musicais, aceita a classificação deles em quatro categorias, estabelecidas segundo o mesmo critério: a identidade do processo de produção do som. Assim, os instrumentos são:
1) Idiofones, quando o som é produzido pelo próprio corpo do objeto: chocalhos, agogôs, ferrinhos, triângulos, reco-recos:
2) Membranofones, quando o som é produzido por uma membrana: atabaques, tambores, cuícas, timbales etc.;
3) Aerofones, quando o som é produzido por uma corrente de ar: flautas, clarinetas, trompetes, trombones;
4) Cordofones, quando o som é produzido pela vibração de uma corda, metálica, de fibra vegetal ou de origem animal: pianos, violões, cavaquinhos, banjos e outros.
Essa classificação, criada em 1914 por Hornbostel e Sachs, veio substituir a tradicional (cordas, madeiras, metais e percussão), tornada insatisfatória com o conhecimento dos instrumentos de outras culturas que não a européia e por ser tecnicamente imperfeita. Sachs dizia que classificar os instrumentos dessa maneira era o mesmo que dividir os norte-americanos em californianos, banqueiros e católicos. Em 1971, Hood acrescentou uma nova categoria às de Hornbostel e Sachs, os eletrofones.