Compositor. Cantor. Radialista. Advogado. Jornalista.
Foi diretor da Sbacem.
Considerado um compositor essencialmente carnavalesco embora tenha tansitado pelo chamado repertório romântico. Em 1943, iniciou a carreira artística cantando em cinemas, igrejas e clubes imitando Orlando Silva. Sua primeira apresentação radiofõnica foi no “Programa Acadêmico”, na Rádio Philips do Brasil. Apresentou-se também nas rádios Nacional, Tamoio, Tupi e Transmissora. Apresentou por 16 anos o “Programa Waldir Machado” na Rádio Mauá. Como compositor, fez principalmente marchas e boleros. Teve composições gravadas entre outros por J. B. de Carvalho, Linda Batista, Bill Farr, Orlando Dias e Osvaldo Borba. Amigo do sambista Paulo da Portela, foi por ele incentivado por ele a gravar as composições que fazia. Em 1945, gravou de sua autoria o samba “Molha o pano”, e a marcha “Me veste”, que foram suas primeiras co posições gravadas. Em 1946 e 1949 resolveu abandonar a carreira artística pois não estava obtendo muito sucesso com suas composições passando a dedicar-se à publicidade.
Em 1952 Dircinha Batista gravou na Odeon o samba “Fugindo de mim” parceria com Arnaldo Passos e Geraldo Pereira, que acabou sendo seu primeiro sucesso como compositor. Em 1953, J. B. de Carvalho gravou na Todamérica o ponto de macumba “São Benedito”, parceria com J. B. de Carvalho e Rossini Pacheco. Em 1954, Diamantino Gomes gravou na Odeon o samba “Não sabe o que diz”, parceria com José Gonçalves. No mesmo ano a dupla Zé e Zilda gravou a rancheira “São João do Rancho Fundo”, parceria com José Gonçalves. No mesmo ano, fez grande sucesso com a marcha “Saca rolha”, parceria com Zé da Zilda e Zilda do Zé e gravada na Odeon pelo casal Zé e Zilda, que se tornou um clássico do repertório carnavalesco. Em 1955, seu samba “Agonia de amor”, com Adelino Moreira, gravado por Roberto Paiva, foi classificado em segundo lugar no quesito melodias do concurso das músicas carnavalescas mais populares do ano patrocinado pelo Departamento de Turismo e Certames da Prefeitura do Distrito Federal e organizado pelo Sindicato dos Compositores realizado noi Teatro João Caetano. Em 1957, Afrânio Rodrigues gravou na Polydor a marcha “Sou o maior” e Heleninha Costa na Copacabana o samba “Revelarei”, com Claudionor Santos. No mesmo ano, obteve sucesso com a marcha “Dinheiro de borracha”, parceria com Djalma Machado e Antônio Nunes. Em 1958, Diana Montez gravou na Polydor o bolero “Espera um pouco mais”. No mesmo ano, Bill Farr gravou a marcha “Cara bonita”, pela Continental. No início dos anos 1960 teve diversas de suas composições gravadas por Orlando Dias na Odeon, a quem dedicou mais de 40 composições. Em 1960 foram os boleros “Quem ama perdoa”, “Perdoa-me pelo bem que te quero” e “Que me importa”, gravada também no mesmo ano pelas Primas Miranda, Lusinho, Zezinha e Limeira. Em 1961 foram os boleros “Eu te quero tanto”, “O maior amor do mundo” e “Se tu soubesses”, este último em parceria com David Montenegro. Ainda em 1961, teve as músicas “Perdoa-me pelo bem que te quero”; “Espera um pouco mais”; “Que me importa”; “Eu te quero tanto”; “Se eu pudesse” e “Quem ama perdoa” gravadas pela pianista Carolina Cardoso de Menezes no LP “Caroilina e o sucesso” da Odeon. Em 1962 o samba-canção “Será que tu não entendes os meus olhos” e o bolero “Se a vida fosse um sonho bom”. No mesmo ano gravou pela Philips os boleros “Feliz contigo” e “Em teus braços minha cruz”, ambos de sua autoria. Em 1963 o bolero “Quisera envolver-me em teus braços” foi gravado por Orlando Dias. Seu maior sucesso foi a marcha carnavalesca “Saca rolha”, parceria com Zé da Zilda e Zilda do Zé. Em seu programa de rádio foi responsável pelo lançamento do cantor Anísio Silva e da cantora Diana Montez. Teve composições gravadas também por Chitãozinho e Xororó, Elimar Santos e Bruno e Marrone. Em 2003, lançou o CD “Waldir Machado revive seus sucessos através dos tempos”, no qual interpretou sucessos como “Tenho ciúme de tudo”, “Tu hás de pensar em mim” e “Nunca mais”, além da inédita “Quem ama não trai”.
AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo. Volume 1. São Paulo: 34, 1997.