5.001
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Nome Artístico
Tom Jobim
Nome verdadeiro
Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim
Data de nascimento
25/1/1927
Local de nascimento
Rio de Janeiro, RJ
Data de morte
8/12/1994
Local de morte
Nova York, EUA
Dados biográficos

Compositor. Arranjador. Instrumentista.  Filho de Jorge de Oliveira Jobim e de Nilza Brasileiro de Almeida. Nascido na Tijuca, mudou-se para Ipanema em 1931. Lá viveu com os avós maternos, Mimi e Azor, os pais e sua única irmã, Helena Jobim. Depois da morte prematura do pai, sua mãe casou-se com Celso Frota Pessoa, que lhe deu muito incentivo para a vida musical, chegando a lhe presentear com um piano. Em 1940, sua mãe fundou o Colégio Brasileiro de Almeida.  Iniciou seus estudos de música em 1941, com aulas de piano com o professor Hans Joachim Koellreuter. Estudou, ainda, com Lúcia Branco, Tomás Terán, Leo Peracchi e Alceu Bocchino. Cursou a Faculdade de Arquitetura, chegando a trabalhar em um escritório, por um curto período.  Em 1949, casou-se com Thereza Hermanny e, no ano seguinte, nasceu seu primeiro filho, Paulo Jobim, que se tornaria músico como o pai.  Em 1953, mudou-se para o apartamento 201 da Rua Nascimento Silva, 107, em Ipanema, endereço que viria a ser tema da música “Carta ao Tom 74”, de Toquinho e Vinicius de Moraes.  Em 1957, nasceu Elizabeth Jobim, sua primeira filha, que se tornaria artista plástica e participaria da Banda Nova, grupo que o acompanhou nos últimos anos de sua carreira, atuando no coro feminino característico de seus últimos trabalhos.  Em 1962, mudou-se, com a família, para a casa da Rua Barão da Torre, em Ipanema. Seu primeiro neto, Daniel Jobim, nasceu em 1973. Tornou-se músico e, após a morte do avô, formou, ao lado do pai, Paulo Jobim, e de Jaques e Paula Morelenbaum, o quarteto Jobim-Morelenbaum. Em 1965, ao regressar dos Estados Unidos da América, disse, em enrevistra exclusiva ao jornal O Globo, que mais do que nunca a música popular reflete a perplexidade do homem diante dos problemas mundiais. Revelou, ainda, que, se o melhor lugar para vender música são os Estados Unidos, o melhor para compor é o Rio, onde há papo com os amigos, ambiente para o violão e praia.    “O mercado norte americano é um consumidor fabuloso. Há lugar para a música inglesa, francesa, italiana, de qualquer lugar do mundo. E o interesse pela música popular brasileira aumenta dia a dia”.   Em 1976, nasceu Dora, irmã de Daniel. Foi neste ano que Tom conheceu a fotógrafa Ana Beatriz Lontra, então com 19 anos, com quem saiu em lua-de-mel, em 1978, vindo a se casar, oficialmente, somente em 1986. Ana lhe deu mais dois filhos: João Francisco, em 1979, e Maria Luiza Helena, em 1987. Ana Lontra também participou do coro feminino da Banda Nova, acompanhando o marido em shows e gravações, e lançou, em 1988, um livro de fotos sobre o maestro intitulado “Ensaio Poético”.  Morreu dia 8 de dezembro de 1994, aos 67 anos de idade, em Nova York, no Hospital Mount Sinai.  Em 1998, morreu, aos 18 anos, João Francisco, seu primeiro filho com Ana Jobim, em conseqüência de um acidente de carro no Rio de Janeiro.   Em 2014, em comemoração aos 20 anos de sua morte, foi inaugurada uma estátua sua em tamanho real na orla da praia de Ipanema, próximo ao Arpoador, no Rio de Janeiro. A escultora Christina Motta afirmou que se baseou em uma antiga foto de Tom com o amigo Vinicius de Moraes para fazer a estátua, que demorou 4 meses para ficar pronta e foi encomendada pela Prefeitura do Rio. O evento contou com a participação do Sexteto Terra Brasilis, convidado pela família do músico.

Dados artísticos

No início de sua carreira, trabalhou como pianista em casas noturnas cariocas, como Drink, Bambu Bar, Arpège, Sacha’s, Monte Carlo, Night and Day, Casablanca, Tasca e Alcazar. Muitas vezes revezava com Newton Mendonça de quem se tornou grande amigo e com quem iniciou uma bem sucedida parceria musical, que gerou canções como “Desafinado” e “Samba de uma nota só”, entre outras.

Em 1952 foi contratado pela Continental Discos, com a função de fazer transcrições de músicas para registro. Decidido a trocar a vida boêmia e noturna pela diurna, declarou: “Resolvi mudar de vida, de repente. Para ser bicho diurno, arranjei emprego na Continental Discos. Levava a minha pastinha, com algumas partituras. Alguém cantava uma música, batendo na caixa de fósforo, e eu punha a melodia no papel” (JOBIM, Helena p.85).

O primeiro registro fonográfico de uma composição de sua autoria ocorreu em 1953, quando sua canção “Incerteza” (parceria com Newton Mendonça) foi lançada pela gravadora Sinter, no disco de 78 rpm de Mauricy Moura. Nesse mesmo ano, Ernâni Filho gravou, também pela Sinter, “Pensando em você” e “Faz uma semana” (c/ Juca B. Stockler). Em seguida, atuou como arranjador, auxiliado, no início, pelo maestro Radamés Gnattali.

Seus primeiros arranjos gravados pela Continental foram em discos de 78 rpm. O primeiro foi para a composição “Outra vez”, também de sua autoria, gravada por Dick Farney, em 1954. Fez arranjo, ainda, para músicas gravadas por Dóris Monteiro, Nora Ney, Orlando Silva e Dalva de Oliveira, entre vários outros. Seu primeiro sucesso foi “Tereza da praia” (c/ Billy Blanco), gravada em 1954 por Dick Farney e Lúcio Alves. Também nesse ano, lançou, com Billy Blanco, o LP “Sinfonia do Rio de Janeiro”, pela Continental, com arranjos de Radamés Gnattali. Essa obra foi incluída, mais tarde, na trilha do filme “Esse Rio que eu amo”, de Carlos Hugo Christensen. Ainda em 1954, teve músicas gravadas por Nora Ney, Elizeth Cardoso e Lúcio Alves, entre outros. A partir de então, suas músicas vêm sendo gravadas, ano após ano, por centenas de artistas nacionais e estrangeiros. Com o prestígio cada vez maior, foi chamado para comandar, em São Paulo, o programa “Bom Tom”, no qual recebia convidados como Lúcio Alves e Silvinha Telles, entre outros.

Em 1956, foi apresentado a Vinicius de Moraes, que viria a se tornar seu parceiro mais importante. O encontro se deu através de Lúcio Rangel, no Bar Gouveia, em frente à Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. Nessa ocasião, foi convidado por Vinicius a musicar a peça “Orfeu da Conceição”. O espetáculo estreou no dia 25 de setembro de 1956, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e, no mesmo ano, foi lançado o LP da peça. Ainda em 1956, começou a trabalhar na gravadora Odeon, como diretor artístico. Além de Vinicius, teve outros parceiros importantes. Com Dolores Duran compôs “Se é por falta de adeus”, “Estrada do Sol” e “Por causa de você”, um repertório pequeno, mas bastante expressivo na MPB.

Em 1957, foi lançado, pela Odeon, o LP “Carícia”, de Sylvia Telles, com o samba-canção “Foi a Noite”, que compôs com Newton Mendonça. Nesse ano, recebeu, da prefeitura do Distrito Federal, o prêmio de Melhor Compositor.

Compôs, com Vinicius de Moraes, a canção “Chega de saudade”, que marcou o início da bossa nova e que foi lançada por Elizeth Cardoso, em 1958, no emblemático LP “Canção do amor demais”, para o qual assinou os arranjos e a direção musical. Nesse disco, João Gilberto aparece pela primeira vez em gravação, tocando, no violão, a batida que caracterizaria a bossa nova – nas faixas “Chega de saudade” e “Outra vez”. Também nesse ano, compôs a trilha sonora para o filme de Haroldo Costa “Pista de Grama”, no qual apareceu tocando piano ao lado de João Gilberto (ao violão) e Elizeth Cardoso, interpretando a música “Eu não existo sem você”, de sua parceria com Vinícius. Ainda em 1958, Sylvia Telles gravou o LP “Amor de gente moça”, contendo nove composições inéditas de sua autoria, e a soprano Lenita Bruno lançou o LP “Por toda a minha vida”, contendo canções de sua parceria com Vinicius de Moraes. Também nesse ano, recebeu diversos prêmios como compositor, entre eles o “Microfone de Ouro”, da Radiolândia.

Compôs, em 1960, com Vinicius de Moraes, a pedido do então presidente Juscelino Kubitscheck, “Brasília, Sinfonia da Alvorada” e, no ano seguinte, a trilha sonora para o filme “Porto das Caixas”, de Paulo César Saraceni.

Ainda com Vinicius de Moraes, compôs, em 1962, uma das músicas mais gravadas em todo o mundo: “Garota de Ipanema”. Nesse mesmo ano, realizou show no restaurante “Au Bon Gourmet”, em Copacabana (RJ), ao lado de Vinicius, João Gilberto, Os Cariocas e dos músicos Otávio Bailly (baixo) e Milton Banana (bateria). Nesse show, suas músicas “Só danço samba” e “Garota de Ipanema”, ambas com Vinicius de Moraes, e “Samba do avião”, entre outras, foram ouvidas pela primeira vez pelo público. Recebeu prêmio conferido por The National Academy of Recordings Arts and Sciences, na categoria Best Background Arrangement, pelo disco “João Gilberto”. Ainda em 1962, viajou pela primeira vez aos Estados Unidos, onde participou, ao lado de outros artistas brasileiros, do Show da Bossa Nova, apresentado no Carnegie Hall de Nova York.

Lançou, nos Estados Unidos, os LPs “The composer of Desafinado plays” (Verve/1963), com arranjos de Claus Oggerman, e “The Wonderful World of Antonio Carlos Jobim” (Warner Bros/1964). Seu sucesso nos Estados Unidos foi tão grande que, ainda no início da década de 1960, teve uma versão instrumental de “Desafinado” gravada por Stan Getz e Charles Byrd, que chegou a vender um milhão de cópias.

Em 1964, foi para Los Angeles encontrar-se com Ray Gilbert, que faria as versões de suas músicas para o inglês.  Em visita ao Rio de Janeiro, o cantor de bossa nova norte-americano Paul Winter fez uma interessante revelação. Por conta do sucesso de suas músicas, Tom Jobim vinha sendo constantemente assediado por Frank Sinatra, que tentava convencê-lo a permitir a reedição de suas composições nos EUA.    No ano seguinte, lançou os LPs “Antônio Carlos Jobim” e “A certain Mr. Jobim”, pela Warner Bros, ambos com arranjos de Claus Ogerman.
Em 1967 gravou com Frank Sinatra o LP “Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim”. Ainda nesse ano, compôs a trilha sonora para o filme “Garota de Ipanema”, de Leon Hirszman. Também em 1967 recebeu indicação para o Grammy.

Em 1968 venceu o III Festival Internacional da Canção (FIC), realizado no Rio de Janeiro, com a música “Sabiá” (c/ Chico Buarque), tirando o primeiro lugar na fase nacional e na fase internacional (sob vaias do público, que torcia pela canção “Pra não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré). Ainda nesse ano, logo depois de chegar de uma bem sucedida viagem aos Estados Unidos, gravou depoimento para o Museu da Imagem e do Som, coordenado pelo então diretor Ricardo Cravo Albin, auxiliado por Vinicius de Moraes, Dori Caymmi, Chico Buarque e Oscar Niemeyer.

Em 1969, compôs mais uma trilha para o cinema, desta vez para o filme “Os Aventureiros”. A trilha foi gravada em Londres, com arranjos e regência de Eumir Deodato. Em seguida, assinou a trilha sonora dos filmes “Tempo de mar”, dirigido por Pedro de Moraes, filho de Vinicius de Moraes, e “A casa assassinada”, de Paulo César Saraceni.

Em 1970, Jobim lançou o LP “Stone Flower”, com arranjos de Eumir Deodato, que também foi o arranjador do LP de Frank Sinatra, “Sinatra & Cia”, lançado no ano seguinte, que continha cinco músicas de sua autoria.

Uma das canções mais representativas de sua trajetória como compositor é “Águas de março”, cuja primeira gravação saiu em um compacto encartado no semanário “O Pasquim”, em 1972. A música contaria depois com a célebre gravação que fez em dueto com Elis Regina, no disco “Elis & Tom”, gravado em Los Angeles e lançado em 1974.

Recebeu, por três vezes, o prêmio da BMI – Broadcast Music Inc., como Great National Popularity, com “The Girl From Ipanema” (versão de “Garota de Ipanema”), em 1970, “Meditation” (versão de “Meditação”), em 1974, e “Desafinado”, em 1977.

Gravou, com Miúcha, em 1978, o LP “Miúcha & Antônio Carlos Jobim”.

Sua composição “Luiza” foi tema de abertura da novela “Brilhante” (Rede Globo) em 1981.

Ainda na década de 1980, compôs a trilha sonora dos filmes “Eu te amo”, de Arnaldo Jabor, e “Gabriela”, dirigido por Bruno Barreto. Com Chico Buarque, compôs, ainda, a trilha do filme “Para viver um grande amor”, de Miguel Faria. Recebeu o prêmio Shell na categoria Melhor Compositor do ano de 1982, na festa realizada na Sala Cecília Meireles (RJ).

Em 1984, foi convidado pelo diretor Marco Altberg para fazer a trilha sonora do filme “Fonte da Saudade”, baseado no romance “Trilogia do Assombro”, de Helena Jobim. Com esta trilha, ganhou o Kikito de Melhor Música no Festival de Gramado. Nesse mesmo ano, fez a trilha para o filme “O tempo e o vento”, baseado no romance homônimo de Érico Veríssimo. Ainda em 1984, formou a Banda Nova, grupo que o acompanharia em shows e gravações até o fim de sua vida. Ao lado de Paulo Jobim (violão), Danilo Caymmi (flauta e voz), Jaques Morelenbaum (violoncelo), Tião Neto (baixo), Paulo Braga (bateria) e do coro formado por Ana Jobim, Elizabeth Jobim, Paula Morelenbaum, Maucha Adnet e Simone Caymmi, realizou show no Carnegie Hall, em Nova York.

Em 1985, junto com a Banda, apresentou-se, com João Gilberto, na abertura do Festival de Montreux, na Suíça. Nesse ano, ganhou o título de “Grand Commandeur da Ordre des Arts et des Lettres”, concedido pelo governo francês, através de seu Ministério da Cultura.

Em 1986, recebeu o prêmio “Millionaired Songs”, conferido pela BMI aos autores de canções que foram ao ar mais de um milhão de vezes. Nesse mesmo ano, compôs a trilha sonora para o filme “Brasa adormecida”, dirigido por Djalma Limonji Batista. Ainda em 1986, compôs “Anos dourados”, que foi tema de abertura da minissérie homônima exibida pela Rede Globo e que, posteriormente, ganhou letra de Chico Buarque. Também nesse ano, lançou com a Banda Nova, o LP “Passarim”, pelo qual recebeu o primeiro Disco de Ouro de sua carreira e os Prêmios Sharp de Melhor Disco MPB e Melhor Música do ano.

Em 1987, participou do disco “Há sempre um nome de mulher”, álbum duplo dedicado à campanha do aleitamento materno e do qual se venderam 600.000 cópias apenas nas agências do Banco do Brasil. A gravação foi realizada em sua própria casa, tocando apenas ao piano a canção “Luiza”, registro considerado um dos seus melhores momentos como cantor. No encarte do disco, o produtor Ricardo Cravo Albin escreveu: “Tom é hoje uma coleção completa de boa parte do que ocorreu com a MPB de 1956 para cá”.

Em 1990, tornou-se membro da Academia Nacional de Música Popular Americana. Foi ainda nomeado reitor e, depois, presidente do Conselho Diretor da Universidade Livre de Música, situada em São Paulo, e Doutor Honoris-causa pela UERJ. Mais tarde, recebeu o mesmo título da Universidade de Lisboa.

Foi homenageado pela escola de samba Estação Primeira de Mangueira (RJ), em 1992, com o samba-enredo “Se todos fossem iguais a você”, título da canção que fez em parceria com Vinicius de Moraes.

Gravou inúmeros programas para as TVs brasileira e americana, entre os quais o especial com Milton Nascimento, exibido, em 1993, pela TV Bandeirantes.

Em 1994, realizou mais uma apresentação no Carnegie Hall, desta vez ao lado do guitarrista Pat Metheny e do pianista Herbie Hancock, e lançou o último trabalho de sua carreira: o CD “Antônio Brasileiro”, pelo qual recebeu os Prêmios Sharp de Melhor Disco MPB e Melhor Música-samba, com “Piano na Mangueira”, composta em parceria com Chico Buarque. O CD foi, também, contemplado com o Prêmio Grammy, na categoria Best Latin Jazz Performance. Ainda em 1994, a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro concedeu-lhe a Medalha Pedro Ernesto. Morreu no dia 8 de dezembro desse ano.

Em 1996, Helena Jobim lançou o livro “Um homem iluminado”, uma biografia do irmão. No ano seguinte, Sérgio Cabral publicou “Antonio Carlos Jobim – uma biografia”. O selo Revivendo, de Curitiba (PR), lançou o CD “Meus primeiros passos e compassos”, contendo as primeiras gravações de suas músicas.

Em 2000, foi lançada a caixa “Raros Compassos” (Revivendo), contendo três CDs com músicas do início de sua carreira, interpretadas por vários artistas. Nesse mesmo ano, foi lançado o CD “Tom Canta Vinicius”, com a gravação ao vivo do show realizado no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ), em janeiro de 1990. A cantora Gal Costa lançou, ainda, um CD interpretando suas composições, projeto que idealizou quando o maestro ainda vivia.

Diversas homenagens póstumas foram realizadas, como a polêmica mudança do nome da Avenida Vieira Souto, situada em Ipanema (RJ), para Avenida Tom Jobim. Com isso se criaria a esquina Tom Jobim com Vinicius de Moraes, antiga Rua Montenegro, onde situava-se o Bar do Veloso, hoje Garota de Ipanema, muito freqüentado por Tom e Vinicius e onde nasceu a inspiração para compor “Garota de Ipanema”. As placas chegaram a ser trocadas, mas a família Vieira Souto apelou para a justiça e a troca foi desfeita. Mais tarde, o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro passou a se chamar Aeroporto Internacional Maestro Antônio Carlos Jobim, por pressão junto ao Congresso Nacional de uma comissão de notáveis, formada por Chico Buarque, Oscar Niemeyer, João Ubaldo Ribeiro, Antonio Candido, Antonio Houaiss e Edu Lobo, criada e pessoalmente coordenada pelo crítico Ricardo Cravo Albin. Foi criado o Parque Tom Jobim, na Lagoa Rodrigo de Freitas e lançada a caixa “Tom Jobim – inédito”, contendo dois CDs.

Em 2000, foi lançada a edição de luxo do “Cancioneiro Jobim”, contendo partituras de 42 de suas composições, textos biográficos, fotos e reproduções de manuscritos. Esgotada a primeira edição, a publicação ganhou novo formato, dividido em dois volumes, um contendo texto biográfico e imagens e o outro contendo as partituras.

Em 2001, foi lançado o “Cancioneiro Jobim – obras completas”, reunindo partituras e letras de todas as músicas do maestro divididas em 5 volumes, com ilustração de Elizabeth Jobim. Nesse mesmo ano, foi inaugurado, com a exposição “Nas Trilhas do Tom”, o Instituto Antonio Carlos Jobim, presidido por Paulo Jobim e dirigido por Ana Lontra Jobim, Elizabeth Jobim e Wanda Mangia Klabin, tornando acessível a músicos e pesquisadores a obra e o acervo particular do compositor.

Em 2003, foram lançados o CD e o DVD “Jobim Sinfônico”, contendo suas peças orquestrais. O projeto foi idealizado e produzido por Mario Adnet e Paulo Jobim, registrando o espetáculo homônimo gravado em 2002, na Sala São Paulo (SP), com a Orquestra Sinfônica de São Paulo, sob a regência de Roberto Minczuk, assistente da Filarmônica de Nova York, e a participação de Milton Nascimento e 80 músicos. Ainda em 2003, chegou às livrarias o “Cancioneiro Vinicius de Moraes: Orfeu” (Jobim Music), songbook do espetáculo “Orfeu da Conceição”, encenado em 1956 no Teatro Municipal, trazendo 14 partituras das canções compostas com Vinicius para o musical, além de desenhos de Carlos Leão e Carlos Scliar, cartazes, críticas, capas de discos, textos de Sérgio Augusto, Susana de Moraes, Paulo Jobim e Cacá Diégues, uma edição assinada por Maria Lúcia Rangel dos textos do poeta sobre a criação da peça e a correspondência mantida com Vinicius sobre a primeira adaptação da obra para o cinema, realizada por Marcel Camus, em 1959, com o título de “Orfeu negro”.

Em 2004, o crítico Ricardo Cravo Albin propôs à Associação Comercial do Rio de Janeiro que se promovesse junto ao Aeroporto Maestro Antônio Carlos Jobim um memorial a ele dedicado, por ocasião dos 10 anos de seu falecimento.

Entre os artistas estrangeiros que gravaram suas canções estão Frank Sinatra, Miles Davis, Stan Getz, Quincy Jones, Dizzie Gillespie, Charlie Byrd, Sara Vaughan, Clare Fischer, Ella Fitzgerald, Louis Armstrong, Oscar Peterson, Joe Pass e Sting, entre outros.

Em 2004, foi lançado o CD “Antonio Carlos Jobim em Minas ao vivo Piano e Voz”, registro do recital apresentado pelo compositor, em 1981, no Palácio das Artes (BH).

No ano seguinte, “The Girl from Ipanema” histórica gravação de Astrud Gilberto, ao lado de João Gilberto, Stan Getz e do próprio compositor, realizada em 1963, foi escolhida como uma das 50 grandes obras musicais da Humanidade pela Biblioteca do Congresso Americano. Também em 2005, a Jobim Biscoito Fino relançou o álbum duplo “Tom Jobim Inédito”. O disco, gravado em 1987 para a Odebrecht, com produção de Jairo Severiano e Vera Alencar, teve distribuição comercial em tiragem limitada, no final de 1995.

Em 2006, foi lançado, também pela Jobim Biscoito Fino, o DVD “Tom Jobim ao vivo em Montreal”, registro do show gravado em 1986, no Festival Internacional de Jazz daquela cidade. Ao lado do compositor, os músicos Jaques Morelenbaum (violoncelo), Paulo Jobim (violão), Danilo Caymmi (flauta), Tião Neto (baixo) e Paulo Braga (bateria), e do vocal de Paula Morelenbaum, Maucha Adnet, Simone Caymmi, Ana Jobim e Elizabeth Jobim. O DVD traz ainda uma entrevista concedida pelo compositor em sua casa, no bairro do Jardim Botânico (RJ), em 1981, ao jornalista Roberto D’Ávila.

Em 2007, a gravadora Biscoito Fino lançou o CD “Tom Jobim ao Vivo em Montreal”, contendo o áudio do DVD homônimo, lançado no ano anterior. No repertório, suas canções “Água de beber”, “Chega de saudade”, “A felicidade” e “Garota de Ipanema”, todas com Vinicius de Moraes, “Samba de uma nota só” (c/ Newton Mendonça), “Two kites”, “Wave”, “Borzeguim”, “Falando de amor”, “Gabriela”, “Samba do avião” e “Waters of March”.

Em 2007 foi lançado o DVD “A casa do Tom – Mundo, Monde, Mondo”, filme de Ana Jobim que conta a história de amor do compositor com a música, a família e a natureza. Narrado pela própria Ana Jobim, o documentário inclui falas, fotos, filmes caseiros e filmes profissionais, poemas, uma longa entrevista e uma trilha sonora composta de 24 músicas.

Em 2010, foi relançado o CD “Minha alma canta”, com interpretações suas de músicas de outros compositores, gravadas ao lado de amigos como Edu Lobo, Chico Buarque e Gal Costa para alguns dos songbooks produzidos por Almir Chediak. Nesse mesmo ano, a remontagem do musical “Orfeu da Conceição”, com trilha sonora de sua parceria com Vinicius de Moraes, estreou turnê nacional no Canecão (RJ), com direção geral de Aderbal Freire-Filho e direção musical de Jaques Morelenbaum e Jaime Alem, com elenco formado por Érico Brás, Wladimir Pinheiro, Jéssica Barbosa e Isabel Fillardis, coreografia de Carlinhos de Jesus e figurino de Kika Lopes.

Em 2011, o musical “Passarim – As peripécias de um sabiá apaixonado por Luiza”, com direção e roteiro de Rony Guilherme, estreou no Teatro das Artes (RJ), com canções de sua autoria, entre as quais “Eu sei que vou te amar” (c/ Vinicius de Moraes), “Imagina” (c/ Chico Buarque) “Brasil nativo”, “Borzeguim”, “Passarim” e “Wave”. Nesse mesmo ano, numa parceria do Instituto Cultural Cravo Albin com o selo Discobertas, foi lançado o box “100 Anos de Música Popular Brasileira”, contendo quatro CDs duplos, com áudio restaurado por Marcelo Fróes da coleção  de oito LPs da série homônima produzida por Ricardo Cravo Albin, em 1975, com gravações raras dos programas radiofônicos “MPB 100 ao vivo” realizadas no auditório da Rádio MEC, em 1974 e 1975. O compositor participou do volume 5 da caixa, com suas canções “Se é por falta de adeus” (c/ Dolores Duran), na voz de Dóris Monteiro, “Foi a noite” (c/ Marino Pinto), na voz de Lúcio Alves, “Desafinado” (c/ Newton Mendonça), na voz de Alaíde Costa, e ainda com  as seguintes canções em parceria com Vinicius de Moraes: “Se todos fossem iguais a você”, “Eu sei que vou te amar” e “A felicidade”, todas na voz de Lúcio Alves, “Eu não existo sem você”, na voz de Alaíde Costa, e “Garota de Ipanema”, interpretada em dueto por Johnny Alf e Alaíde Costa.

Em 2012, estreou no Brasil o documentário “A música segundo Tom Jobim”, de Nelson Pereira dos Santos e Dora Jobim, com roteiro de Nelson Pereira dos Santos e Miúcha, após passar pelos festivais de Nova York, Copenhague, Santa Maria Feira (em Portugal) e ainda pelo Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, considerado como o mais importante festival mundial do gênero. Nesse mesmo ano, foi lançado o livro “Histórias de canções – Tom Jobim”, de Wagner Homem e Luiz Roberto Oliveira (Leya Brasil). Pelo conjunto de sua obra, foi homenageado com o “Lifetime Achievement Award” do  Grammy 2012, premiação pela primeira vez conferida a um artista brasileiro.

Em 2013, entrou no circuito cinematográfico o documentário “A Luz do Tom”, de Nelson Pereira dos Santos, no qual o compositor tem sua vida narrada por vozes femininas. Nesse mesmo ano, foi o homenageado da 24ª edição do Prêmio da Música Brasileira. O evento contou com a participação de vários artistas, entre os quais Gal Costa, João Bosco, Ney Matogrosso e Leny Andrade, que interpretaram canções de sua autoria.   Em 2016, foi relembrado durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Sua composição “Garota de Ipanema” foi executada ao piano por seu neto Daniel Jobim enquanto a modelo Gisele Bündchen cruzava, no palco, uma passarela de 128 metros, representando a graça e a beleza da mulher brasileira.    No mesmo ano, teve três músicas de sua autoria incluídas no livro de Nelson Motta “101 canções que tocaram o Brasil”: “Eu sei que vou te amar”, em parceria com Vinicius de Moraes, “Desafinado”, composta com Newton Mendonça, e “Águas de março”.

Discografias
2010 Biscoito Fino CD Minha alma canta

Compilação

2010 Minha alma canta (Tom Jobim) – compilação – Biscoito Fino – CD
2007 Biscoito Fino DVD A casa do Tom – Mundo, Monde, Mondo.
2007 Biscoito Fino DVD A casa do Tom – Mundo, Monde, Mondo.

Filme de Ana Jobim.

2007 Biscoito Fino CD Tom Jobim ao vivo em Montreal
2007 Biscoito Fino CD Tom Jobim ao vivo em Montreal (Tom Jobim)

Gravado ao vivo no Festival de Jazz de Montreal em 1986.

2006 Biscoito Fino DVD Tom Jobim ao vivo em Montreal
2006 Jobim Biscoito Fino DVD Tom Jobim ao vivo em Montreal (Tom Jobim)

Gravado ao vivo no Festival de Jazz de Montreal em 1986.

2005 Biscoito Fino CD Tom Jobim Inédito
2005 Jobim Biscoito Fino CD Tom Jobim Inédito (Tom Jobim).

Gravado em 1987.

2003 Biscoito Fino CD Jobim Sinfônico

Tributo, vários artistas.

2003 Biscoito Fino Jobim Sinfônico (Vários artistas) - tributo
2000 Jobim Music CD Tom canta Vinicius
2000 Jobim Music CD Tom canta Vinicius (Tom Jobim).

Gravado ao vivo no Centro Cultural Banco do Brasil (RJ), em janeiro de 1990.

1995 Warner CD Antonio Carlos Jobim: composer

Compilação

1995 Warner CD Antonio Carlos Jobim: composer - compilação (Tom Jobim)
1994 Globo/Columbia CD Antônio Brasileiro
1994 Globo/Columbia CD Antônio Brasileiro (Tom Jobim)
1994 Lumiar CD Songbook Ary Barroso

Participação, vários artistas.

1994 Lumiar CD Songbook Ary Barroso (Vários artistas) - participação
1993 Lumiar CD Songbook Carlos Lyra

Participação, vários artistas.

1993 Verver CD Carnegie Hall salutes the Jazz Masters

Participação, vários artistas.

1993 Verve CD Carnegie Hall salutes the Jazz Masters (Vários) - participação
1993 Lumiar CD Songbook Carlos Lyra (Vários artistas) - participação

(Participação:)

1993 Lumiar CD Songbook Dorival Caymmi

Participação, vários artistas.

1993 Lumiar CD Songbook Dorival Caymmi (Vários artistas) - participação
1993 Lumiar CD Songbook Vinícius de Moraes

Participação, vários artistas.

1993 Lumiar CD Songbook Vinícius de Moraes (Vários artistas) - participação
1992 RCA CD Gal Costa (Gal Costa)

Participação.

1992 RCA CD Gal Costa (Gal Costa) - participação
1991 Som Livre LP O dono do mundo

Participação, vários artistas.

1991 Som Livre LP O dono do mundo - Trilha sonora da novela (Vários artistas) - participação
1991 Lumiar LP Songbook Noel Rosa

Participação, vários artistas.

1991 Lumiar LP Songbook Noel Rosa (Vários artistas) - participação
1988 Verve/PolyGram CD Rio Revisited

Tom Jobim e Gal Costa

1988 Verve/PolyGram CD Rio Revisited (Tom Jobim e Gal Costa)
1987 Sabiá LP A.C.Jobim

CBPO

1987 Sabiá LP A.C.Jobim (CBPO) (Tom Jobim)
1987 Verve/PolyGram LP Passarim
1987 Verve/PolyGram LP Passarim (Tom Jobim)
1987 BMG CD Tom Jobim inédito
1987 BMG CD Tom Jobim inédito (Tom Jobim)
1986 Som Livre LP Anos dourados - Trilha sonora da minissérie (Vários artistas) - participação
1986 Som Livre LP Anos dourados - Trilha sonora de minissérie

Participação, vários artistas

1986 Continentam LP Estrela da vida inteira (Olívia Hime)

Participação

1986 Continental LP Estrela da vida inteira (Olívia Hime) - participação
1985 Som Livre LP A Música em Pessoa - participação
1985 Som Livre LP A música em pessoa

Participação

1985 Som Livre LP O Tempo e o Vento - Trilha sonora da minissérie (Vários artistas) - participação
1985 Som Livre O tempo e o vento - Trilha sonora de minissérie

Participação, vários artistas

1983 Relevo/Continental LP Tom Jobim e Billy Blanco
1983 RCA LP Gabriela - Trilha sonora do filme

Participação, vários artistas. Trilha sonora original de Tom Jobim.

1983 RCA LP Gabriela - Trilha sonora do filme (Vários artistas) - participação. Trilha sonora original de Tom Jobim.
1983 Relevo/Continental LP Tom Jobim e Billy Blanco (Tom Jobim e Billy Blanco)
1981 Philips LP Antonio Carlos Jobim - Homem de Aquarius
1981 Philips LP Antonio Carlos Jobim - Homem de Aquarius (Tom Jobim)
1981 Som Livre LP Brilhante - Trilha sonora da novela

Participação

1981 Som Livre LP Brilhante - Trilha sonora da novela - participação
1981 Philips LP Edu e Tom

Edu Lobo e Tom Jobim

1981 Philips LP Edu e Tom (Edu Lobo e Tom Jobim)
1981 PolyGram LP Ella abraça Tom - Ella Fitzgerald sings the Antonio Carlos Jobim Song Book (Ella Fitzgerald) - tributo
1981 PolyGram LP Ella abraça Tom - Ella Fitzgerald sings the Antonio Carlos Jobim Song Book (Ella Fitzgerald).

Tributo.

1980 Warner Bros LP Terra Brasilis
1980 Warner Bros LP Terra Brasilis (Tom Jobim)
1979 RCA LP Miucha e Tom Jobim
1979 RCA LP Miucha e Tom Jobim (Miucha e Tom Jobim)
1979 WEA Brasil LP Sinatra - Jobim sessions

Frank Sinatra e Tom Jobim

1979 WEA Brasil LP Sinatra-Jobim sessions (Frank Sinatra e Tom Jobim)
1977 RCA LP Miucha e Antonio Carlos Jobim
1977 RCA LP Miucha e Antonio Carlos Jobim (Miucha e Tom Jobim)
1977 RCA LP O Som Brasileiro de Sarah Vaughan (Sarah Vaughan)

Participação

1977 RCA LP O Som Brasileiro de Sarah Vaughan (Sarah Vaughan) - participação
1977 Som Livre Tom, Vinícius, Toquinho, Miúcha - gravado ao vivo no Canecão
1977 Som Livre LP Tom, Vinícius, Toquinho, Miúcha - gravado ao vivo no Canecão (Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Toquinho e Miucha)
1976 Warner Bros LP Urubu
1976 Warner Bros LP Urubu (Tom Jobim)
1974 Philips LP Elis & Tom

Elis Regina e Tom Jobim

1974 Philips LP Elis & Tom (Elis Regina e Tom Jobim)
1973 MCA LP Matita Perê
1973 MCA LP Matita Perê (Tom Jobim)
1971 Reprise LP Sinatra & Company

Frank Sinatra, Antonio Carlos Jobim, Don Costa e Eumir Deodato

1971 Philips LP Construção (Chico Buarque)

Participação

1971 Philips LP Construção (Chico Buarque) - participação
1971 Reprise LP Sinatra & Company (Frank Sinatra, Antonio Carlos Jobim, Don Costa e Eumir Deodato)
1970 CTI LP Stone Flower
1970 CTI LP Stone Flower (Tom Jobim)
1970 A&M LP Tide
1970 A & M LP Tide (Tom Jobim)
1967 Reprise LP Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim (Frank Sinatra e Tom Jobim)
1967 A&M LP Wave
1967 A&M LP Wave (Tom Jobim)
1965 Warner Bros LP A Certain Mr. Jobim
1965 Warner Bros LP A Certain Mr. Jobim (Tom Jobim)
1965 Warner Bros LP Antônio Carlos Jobim
1965 Warner Bros LP Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim)
1965 Elenco LP Caymmi visita Tom (Dorival Caymmi e Tom Jobim)
1965 Elenco LP The Astrud Gilberto Album (Astrud Gilberto)

Participação

1965 Elenco LP The Astrud Gilberto Album (Astrud Gilberto) - participação
1964 Elenco. LP Bossa Nova York (Sergio Mendes)

Participação.

1964 Elenco LP Bossa Nova York (Sergio Mendes) - participação
1964 Warner Bros LP The Wonderful World of Antônio Carlos Jobim
1964 Warner Bros LP The Wonderful World of Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim)
1963 Verve LP Getz/Gilberto (Stan Getz, João Gilberto e Antonio Carlos Jobim)
1963 Verve LP The Composer of Desafinado Plays
1963 Verve LP The Composer of Desafinado Plays (Tom Jobim)
1961 EMI-Odeon LP João Gilberto (João Gilberto)

Participação como arranjador

1961 Elenco LP Antônio Carlos Jobim
1961 Elenco LP Antônio Carlos Jobim (Tom Jobim)
1961 Columbia LP Brasília, Sinfonia da Alvorada
1961 Columbia LP Brasília, Sinfonia da Alvorada (Tom Jobim)
1961 EMI-Odeon LP João Gilberto (João Gilberto) - participação como arranjador
1960 Odeon LP O amor, o sorriso e a flor (João Gilberto)

Participação como arranjador

1960 Odeon LP O amor, o sorriso e a flor (João Gilberto) - participação como arranjador
1959 Odeon LP Chega de Saudade (João Gilberto)

Participação como arranjador

1959 Odeon LP Chega de Saudade (João Gilberto) - participação como arranjador
1958 Festa LP Canção do amor demais (Elizeth Cardoso)

Participação como compositor, arranjador e pianista

1958 Festa LP Canção do amor demais (Elizeth Cardoso) - participação como compositor, arranjador e pianista
1957 Odeon LP Carícia (Sylvia Telles)

Participação como arranjador

1957 Odeon LP Carícia (Sylvia Telles) - participação como arranjador
1956 Odeon LP Orfeu da Conceição - Trilha sonora da peça teatral - participação: composição, orquestrações e regência
1956 Odeon LP Orfeu da Conceição: Trilha sonora da peça teatral.

Participação: composição, orquestrações e regência

1954 Continental LP Sinfonia do Rio de Janeiro (Tom Jobim e Billy Blanco)
Obras
A cachorrinha (c/ Vinícius de Moraes)
A chegada dos candangos (c/ Vinícius de Moraes)
A chuva caiu (c/ Luiz Bonfá)
A felicidade (c/ Vinícius de Moraes)
A montanha (c/ Billy Blanco)
A queda
A valsa
A violeira (c/ Chico Buarque)
Acho que sim (c/ Billy Blanco)
Adeus (c/ Robert Mazoier)
Ai quem me dera (c/ Marino Pinto)
Amor em paz
Amor sem adeus (c/ Luiz Bonfá)
Ana Luiza
Andam dizendo (c/ Vinícius de Moraes)
Andorinha
Anos dourados (c/ Chico Buarque)
Antigua
Arpoador (c/ Billy Blanco)
Arquitetura de morar
As praias desertas
Ataque dos jagunços
Aula de matemática (c/ Marino Pinto)
Bangzália (c/ Chico Buarque)
Bate-boca (c/ Chico Buarque)
Batidinha
Batucada
Bebel
Berceuze (c/ Robert Mazoier)
Blusa vermelha (Red blouse)
Bonita
Borzeguim
Boto (c/ Jararaca)
Brasília, sinfonia da alvorada (c/ Vinícius de Moraes)
Brazilian
Brigas Podes voltar (c/ Newton Mendonça)
Brigas nunca mais (c/ Vinícius de Moraes)
Cai a tarde
Cala meu amor
Caminho da mata
Caminho de pedra (c/ Vinícius de Moraes)
Caminhos cruzados (c/ Newton Mendonça)
Caminhos sem fim (c/ Vinícius de Moraes)
Canta, canta mais (c/ Vinícius de Moraes)
Canto da Bahia (c/ Robert Mazoier)
Canção da eterna despedida (c/ Vinícius de Moraes)
Canção de amor e paz (c/ Vinicius de Moraes)
Canção do amor demais (c/ Vinícius de Moraes)
Canção em modo menor (c/ Vinícius de Moraes)
Captain Bacardi
Caribe
Carta do Tom (c/ Chico Buarque, Toquinho e Vinícius de Moraes)
Casório
Cavaleiro monge (c/ Fernando Pessoa)
Chanson pour Michelle
Chansong
Chega de saudade (c/ Vinícius de Moraes)
Chegada dos retirantes
Children's game
Chora, coração (c/ Vinícius de Moraes)
Choro
Choro complicado
Choro em lá maior
Chovendo na roseira
Cidadão da Gávea (c/ Vinícius de Moraes)
Coffee delight
Coisas do dia Sete horas (c/ Billy Blanco)
Copacabana (c/ Billy Blanco)
Coral (c/ Vinícius de Moraes)
Corcovado
Correnteza
Crônica da casa assassinada
Dax rides
De você, eu gosto (c/ Aloysio de Oliveira)
Dedinho de prosa (Tiquinho de amor)
Demais (c/ Aloysio de Oliveira)
Derradeira primavera (c/ Vinícius de Moraes)
Desafinado (c/ Newton Mendonça)
Descendo o morro (c/ Billy Blanco)
Deus e o diabo na terra do sol
Dindi (c/ Aloysio de Oliveira)
Dinheiro em penca (c/ Cacaso)
Discussão (c/ Newton Mendonça)
Diálogo
Domingo azul do mar (c/ Newton Mendonça)
Domingo sincopado
Double rainbow (c/ Gene Lees)
E o amor já chegou (c/ Paulo Soledade)
El lobo (God and the Devil in the Land of the Sun)
Ela é carioca (c/ Vinícius de Moraes)
Engano (c/ Luiz Bonfá)
Entre a cruz e a caldeirinha
Espelho das águas
Esperança perdida (c/ Billy Blanco)
Esquecendo você
Estamos aí (c/ Chico Buarque)
Este seu olhar
Estrada branca (c/ Vinícius de Moraes)
Estrada do sol (c/ Dolores Duran)
Eu e o meu amor (c/ Vinícius de Moraes)
Eu não existo sem você (c/ Vinícius de Moraes)
Eu preciso de você (c/ Aloysio de Oliveira)
Eu quero (c/ Billy Blanco)
Eu sei que vou te amar (c/ Vinícius de Moraes)
Eu te amo (c/ Chico Buarque)
Exaltação ao amor (c/ Vinícius de Moraes)
Fala, meu amor (c/ Vinícius de Moraes)
Falando de amor
Favela (c/ Vinícius de Moraes)
Faz uma semana (c/ João Stockler)
Fim de romance (c/ Alcides de Sousa Fernandes)
Flor do mato
Foi a noite (c/ Newton Mendonça)
Foi você (c/ Alcides de Sousa Fernandes)
Forever green (c/ Paulo Jobim)
Fotografia
Frase perdida (c/ Marino Pinto)
Frevo (c/ Vinícius de Moraes)
Frevo de Orfeu (c/ Vinícius de Moraes)
Gabriela
Garota de Ipanema (c/ Vinícius de Moraes)
Garoto
Gracioso
Hino ao sol (c/ Billy Blanco)
I was just one more for you (c/ Billy Blanco e Ray Gilbert)
If you ever come to me (c/ Ray Gilbert)
Ilhéus (c/ Vinícius de Moraes)
Imagina (c/ Chico Buarque)
Impossível (c/ Alcides de Sousa Fernandes)
Incerteza (c/ Newton Mendonça)
Insensatez (c/ Vinícius de Moraes)
Inútil paisagem (c/ Aloysio de Oliveira)
Io so che ti amero (c/ Vinícius de Moraes e Sérgio Bardotti)
Isto eu não faço
Janelas abertas (c/ Vinícius de Moraes)
Jangada de vela
Lamento (c/ Vinícius de Moraes)
Lamento no morro (c/ Vinícius de Moraes)
Latin Manhattan
Latino (c/ Michael Frank)
Lenda (em memória de Jorge Jobim)
Longe é o céu
Luar e batucada (c/ Newton Mendonça)
Luciana (c/ Vinícius de Moraes)
Luísa
Lá no meu sertão tem um riacho
Lígia
Maria da Graça (c/ Vinícius de Moraes)
Maria orgulhosa
Maria é dia (c/ Paulo Jobim e Ronaldo Bastos)
Marina del Rey
Matei-me no trabalho (c/ Billy Blanco)
Matita perê (c/ Paulo César Pinheiro)
Meditação (c/ Newton Mendonça)
Meninos, eu vi (c/ Chico Buarque)
Meu amigo Radamés
Meu mundo é você (c/ Aloysio de Oliveira)
Milagre de Maria (c/ Robert Mazoier)
Milagre e palhaços
Modinha (c/ Vinícius de Moraes)
Mojave
Monólogo de Orfeu (c/ Vinícius de Moraes)
Moonlight Daiquiri
Morte de Orfeu Macumba (c/ Vinícius de Moraes)
Mulher sempre mulher (c/ Vinícius de Moraes)
Mágoa (c/ Marino Pinto)
Na hora do adeus (c/ Vinícius de Moraes)
Na solidão da noite
Nas horas mortas (c/ Billy Blanco)
No more blues (c/ Vinícius de Moraes e Jessei Hendricks)
Noites do Rio (c/ Billy Blanco)
Nuvens douradas
Não devo sonhar (c/ Helena Jobim)
Não fui só eu (c/ Paulo Soledade)
O amor só traz tristeza (c/ Vinícius de Moraes)
O barbicha branca (c/ Luiz Bonfá)
O dia que você vai gostar de mim
O fantasminha Pluft
O grande amor (c/ Vinícius de Moraes)
O homem (c/ Vinícius de Moraes)
O jardim abandonado
O mar (c/ Billy Blanco)
O morro (c/ Billy Blanco)
O morro não tem vez (c/ Vinícius de Moraes)
O nosso amor (c/ Vinícius de Moraes)
O pequeno príncipe
O planalto deserto (c/ Vinícius de Moraes)
O que tinha de ser (c/ Vinícius de Moraes)
O que vai ser de mim
O rio da minha aldeia (c/ Fernando Pessoa)
O samba de amanhã (c/ Billy Blanco)
O trabalho e a construção (c/ Vinícius de Moraes)
Oficina
Olha pro céu Longe é o céu
Olha, Maria Amparo (c/ Chico Buarque e Vinícius de Moraes)
Onde andará o amor? (c/ Vinícius de Moraes)
Orfeu da Conceição Overture (c/ Vinícius de Moraes)
Origens
Outra vez
Para não sofrer
Passarim
Pato preto
Paulo vôo livre A lenda dos homens-asa
Pelos caminhos da vida (c/ Vinícius de Moraes)
Pensando em você
Pensando na vida
Perdido nos teus olhos (c/ Newton Mendonça)
Piano na Mangueira (c/ Chico Buarque)
Pista de grama
Pois é Dedicação (c/ Chico Buarque)
Pollo game
Por causa de você (c/ Dolores Duran)
Por onde andará o amor (Quem numa tarde triste andou procurando)
Por toda a minha vida (c/ Vinícius de Moraes)
Porto das caixas
Pra fora
Pra mode chatear
Pra não sofrer
Praia branca (c/ Vinícius de Moraes)
Preciso de você
Promessas (c/ Newton Mendonça)
Pulando carniça
Pé grande Sonho desfeito (c/ Armando Cavalcanti e Paulo Soledade)
Quando o amor é amor
Quando é noite de luar (c/ Newton Mendonça)
Que é que vai ser de mim
Quebra-pedra (Stone Flower)
Querida
Radamés y Pelé
Rancho nas nuvens
Remember
Retrato em branco e preto (c/ Chico Buarque)
Rio de Janeiro (c/ Billy Blanco)
Rocknália
Rodrigo, meu capitão (c/ Ronaldo Bastos)
Sabiá (c/ Chico Buarque)
Samba Belo Horizonte (c/ Vinícius de Moraes)
Samba de Maria Luísa
Samba de uma nota só (c/ Newton Mendonça)
Samba do avião
Samba levanta poeira
Samba não é brinquedo (c/ Luiz Bonfá)
Samba pra Ary e Caymmi
Samba torto (c/ Aloysio de Oliveira)
Sambinha bossa nova
Saudade Vai, conta a ela toda a verdade
Saudade do Brasil
Se todos fossem iguais a você (c/ Vinícius de Moraes)
Se é por falta de adeus (c/ Dolores Duran)
Sem você (c/ Vinícius de Moraes)
Senhora Dona Bibiana (c/ Ronaldo Bastos)
Sinfonia do Rio de Janeiro (c/ Billy Blanco)
Sol, sal, céu (c/ Billy Blanco)
Solidão (c/ Alcides Fernandes)
Somewhere in the hills (c/ Ray Gilbert)
Soneto da separação (c/ Vinícius de Moraes)
Sonho desfeito (c/ Marino Pinto)
Spanish Varanda
Sucedeu assim (c/ Marino Pinto)
Sue Ann
Surfboard
São Paulo
Só danço samba (c/ Vinícius de Moraes)
Só em teus braços
Só saudade (c/ Newton Mendonça)
Só tinha de ser com você (c/ Aloysio de Oliveira)
Takatanga
Tema de amor de Gabriela
Tema jazz
Tema novo
Tema para Ana
Tempo de amar (c/ Paulo Soledade)
Tempo do mar
Teresa da praia (c/ Billy Blanco)
Teresa, meu amor
Teu castigo (c/ Newton Mendonça)
The Dreamer
This happy madness (c/ Vinícius de Moraes e Ray Gilbert)
Tide
Toda tristeza guardo comigo
Treck
Trem de ferro (c/ Manoel Bandeira)
Trem para Cordisburgo
Triste
Turma do funil (c/ Chico Buarque)
Two kites
Um certo Capitão Rodrigo (c/ Ronaldo Bastos)
Um nome de mulher (c/ Vinícius de Moraes)
Un altro addio (c/ Vinícius de Moraes e Sérgio Bardotti)
Valsa das rosas
Valsa do Porto das Caixas
Valsa do amor de nós dois (c/ Vinícius de Moraes)
Valsa romântica
Velho riacho
Vem viver ao meu lado (c/ Alcides de Sousa Fernandes)
Vida bela (c/ Vinícius de Moraes)
Vivo sonhando
Você pra mim foi um sonho (c/ Newton Mendonça)
Você vai ver (c/ Ana Jobim)
Wave Vou te contar
Zona Sul (c/ Billy Blanco)
Zíngaro
Água de beber (c/ Vinícius de Moraes)
Águas de março
Ângela
É preciso dizer adeus (c/ Vinícius de Moraes)
Shows
Canecão, Rio de Janeiro Show com Miúcha, Vinícius e Toquinho
Carnegie Hall com Pat Metheny e Herbie Hancock. Nova York.
Carnegie Hall, Nova York.
No Tom da Mangueira. Quadra da Mangueira, Rio de Janeiro.
Show com Miúcha, Vinícius e Toquinho. Canecão, Rio de Janeiro.
Show com a Banda Nova e João Gilberto. Festival de Montreux, Suíça.
Show da Bossa Nova. Carnegie Hall, Nova York.
Show na Rio Eco-92. Rio de Janeiro.
Show no restaurante "Au Bon Gourmet", Rio de Janeiro.
Tom Canta Vinícius. Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro.
Tom Jobim e a Banda Nova. Jerusalém.
Nova York Carnegie Hall
Nova York Carnegie Hall com Pat Metheny e Herbie Hancock
Quadra da Mangueira, Rio de Janeiro No Tom da Mangueira
Suiça Show com a Banda Nova e João Gilberto, Festival de Montreux
Carnegie Hall, Nova York. Show da Bossa Nova.
Rio de Janeiro Show na Rio Eco-92
Rio de Janeiro Show no restaurante "Au Bon Gourmet"
Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro Tom Canta Vinícius
Jerusalém Tom Jobim e a Banda Nova
Bibliografia Crítica

ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.

ALBIN, Ricardo Cravo. MPB: A História de um século. Rio de Janeiro: Funarte, 1997.

ALBIN, Ricardo Cravo. O livro de ouro da MPB – A História de nossa música popular de sua origem até hoje. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

AMARAL, Euclides. A Letra & a Poesia na MPB: Semelhanças & Diferenças. Rio de Janeiro: EAS Editora, 2019.

AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2009.

AMARAL, Euclides. O Guitarrista Victor Biglione & a MPB. Rio de Janeiro: Edições Baleia Azul, 2009. 2ª ed. Esteio Editora, 2011. 3ª ed. EAS Editora, 2014. 4ª ed. EAS Editora, 2020.

CABRAL, Sérgio. Antônio Carlos Jobim: uma biografia. Rio de Janeiro: Lumiar, 1997.

CASTRO, Ruy. Chega de saudade. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

COSTA, Cecília. Ricardo Cravo Albin: Uma vida em imagem e som. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2018.

HOMEM, Wagner e OLIVEIRA, Luiz Roberto. Histórias de canções – Tom Jobim. São Paulo. Leya Brasil, 2012.

JOBIM, Helena. Antônio Carlos Jobim: um homem iluminado. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.

JOBIM, Tom e Ana. Ensaio poético – passaredo. Rio de Janeiro: Record, 1988.

LISBOA, Luis Carlos. A vida de Tom Jobim. Rio de Janeiro: Rio Cultura/Faculdades Integradas Estácio de Sá, 1983.

SEVERIANO, Jairo e HOMEM DE MELLO, Zuza. A canção no tempo vol. 2. São Paulo: Editora 34, 1998.

Crítica

Antônio Carlos Jobim foi o compositor brasileiro mais famoso dentro e fora do Brasil na última metade do século XX. Inicialmente tocando como pianista em todos os inferninhos do Rio, foi a partir do começo dos anos 50 que Tom Jobim iniciou sua carreira como compositor.

Ainda na fase das parcerias com Marino Pinto, Billy Blanco e Dolores Duran, Tom Jobim fazia música com um velho amigo de juventude na praia de Ipanema, o também ótimo pianista Newton Mendonça, que morreria prematuramente no começo dos anos 60. Com Mendonça, Jobim lançaria dois clássicos da bossa-nova: “Chega de saudade” e “Samba de uma nota só”.

Logo depois de compor a “Sinfonia de Brasília” com Vinícius, começou o sucesso internacional de Tom Jobim. Não certamente pela Sinfonia, mas porque duas músicas suas haviam entrado em 1961 nas paradas de sucesso norte-americanas: “Desafinado” e “Samba de uma nota só”, que em pouco tempo venderam mais de um milhão de cópias. Começou-se então a falar nos Estados Unidos da bossa-nova, que logo seria uma coqueluche que se espalharia não só pelo território americano como também por todos os países do mundo. E com essa consagração da bossa-nova estava definitivamente consagrado o seu estruturador, Antônio Carlos Jobim.

Antônio Carlos Jobim é até hoje o nome mais respeitado, acatado e até venerado pelas novas gerações de músicos e compositores do Brasil. Embora com todo esse sucesso, Tom continuou afável e simples com as pessoas que o procuravam: sorriso franco, roupas e cabelos sempre descuidados, ele nunca escondeu sua paixão pela vida simples. E as coisas simples de que Tom se embebeu fizeram-no também um poeta, além do grande compositor que sempre foi. Seu último grande sucesso popular refletia a excelente poesia que também o habitou: são os versos de “Águas de março” para os quais Tom compôs uma de suas mais simples, despojadas e ao mesmo tempo mais adoráveis melodias.

Ricardo Cravo Albin