
Cantor. Compositor.
Barítono famoso por suas apresentações no Teatro Municipal e que também enveredou pela música popular.
Iniciou a carreira artística na segunda metade da década de 1920. Estreou em disco pela Odeon em 1926 cantando de Freire Júnior a toada-fado “Gostar de alguém”. Em seguida, gravou as canções “Um passeio à luz do luar”, de Freire Júnior; “A casinha (Casinha na colina)”, de motivo popular; “Noite de núpcias”, de Hekel Tavares e “Ai xixi”, de Pedro de Sá Pereira.
Em 1928, gravou com acompanhamento da Orquestra Rio Artists o reconto “La calesera”, de Francisco Alonso, e o tango “Caminheiro”, de E . de Bianco. Em 1930, foi contratado pela Victor e lançou com acompanhamento da Orquestra Victor de Salão as canções “Gostar de uma mulher”, de Bernardo Ferreira e A . Barbosa e “A vizinha da água furtada”, de P. Coelho e M. Siqueira. Em seguida, com a Orquestra Victor Brasileria de Concertos gravou “O Guarani (Canção dos aventureiros)”, de Carlos Gomes e “Paganini (Se uma boca eu beijar)”, de Franz Lehar com adaptação sua. Ainda no mesmo ano, gravou com acompanhamento de orquestra as canções “Fonte abandonada”, de Pixinguinha e C ândido das Neves, e “Cafezal em flor”, de Pixinguinha e Eugênio Fonseca. Ainda em 1930, ingressou na Parlophon e gravou com acompanhamento da Orquestra Guanabara a valsa “Pelo teu pecado”, de Joubert de Carvalho e com acompanhamento do grupo Muchachos Del Plata da Argentina o tango “Sulamita”, de Mário Lopes de Castro. Em seguida, gravou com a Orquestra Guanabara os hinos “Brasil unido”, de Plínio Brito e Domingos Magarinos; “24 de outubro”, de sua autoria e Mário Lopes de Castro e “Vai soldado”, de Luiz Melaço e Antônio de Lima Júnior e a marcha “O soldado brasileiro”, de Plínio Brito e Domingos Magarinos. Também nesse ano, gravou dois discos na Brunswick com as canções “Canção discreta” e “Meu amô foi simbora”, de Henrique Vogeler; a toada-canção “Eu tenho fé”, parceria sua com Henrique Vogeler e a toada “É na viola que chora”, de sua autoria.
Em 1931, gravou com acompanhamento de orquestra as canções “Vagabundo”, de Bernardino Vivas e Joracy Camargo e “Minha favela”, de Pedro de Sá Ferreira e Marques Porto e “Lo Schiavo – Ária do Iberê (I)” e “Lo Schiavo – Ária do Iberê (II)”. Nesse ano, gravou as canções “Na malandragem eu nasci”, de Augusto Vasseur e Luiz Peixoto e “Naquele altar”, de Aldo Taranto. Gravou em 1932 com acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira as canções “Frô de ipê”, de Bonfiglio de Oliveira e Nelson de Abreu e “Como é lindo o teu olhar”, de André Filho. No ano seguinte, gravou com acompanhamento do grupo do Canhoto de Rogério Guimarães a canção “Flor que ninguém colheu”, de Joubert de Carvalho e com o grupo Diabos do Céu a valsa “Felicidade”, de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano.
Em 1950, após dezessete anos longe das gravações, lançou pela Victor um último disco com as canções “Ave Maria” I e I, de Alfredo dAlbuquerque. Gravou 21 discos com 20 músicas pelas gravadoras Odeon, Brunswick, Parlophon e Victor.
AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
VASCONCELOS, Ari. Panorama da música popular brasileira – volume 1. Rio de Janeiro: Martins, 1965.