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Nome Artístico
Sebastião Viana
Nome verdadeiro
Sebastião Viana
Data de nascimento
27/2/1915
Local de nascimento
Rio Branco, MG
Data de morte
18/4/2009
Local de morte
Belo Horizonte, MG
Dados biográficos

Arranjador. Maestro. Instrumentista. Flautista. Compositor. Sua iniciação musical foi feita com o músico, violonista e compositor Hostílio Soares, com quem, à maneira dos antigos mestres helênicos, aprendeu também yoga, noções de teosofia, filosofia e ginástica. Passou a infância com a família em um sítio, tendo as atribuições de entregar leite na cidade além de vender ovos e verduras. Mesmo assim, sempre estava com uma flautinha de bambu na mão. Com a família formava uma autêntica “orquestra familiar” pois sua irmã Maria tocava violoncelo, os irmãos Pipi e Zezé tocavam violino, Walter era trombonista, enquanto ele, na época, apelidado de Dico, tocava flauta. Mudou-se para Belo Horizonte em 1933 e logo depois matriculou-se  no Conservatório Mineiro de Música. Em seguida, estudou na Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais, como aluno do curso de flauta. Estudou também harmonia, composição e regência. Fez concurso público e foi aprovado como Mestre, transferindo-se em seguida para a cidade de Juiz de Fora, onde foi lecionar no Colégio São José e na Academia de Comércio. Tempos depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro cidade na qual se diplomou  pelo Conservatório Nacional de Canto Orfeônico.

Dados artísticos

Começou a carreira artística em 1933, quando mudou-se para Belo Horizonte e ingressou na banda da Polícia Militar. No período em que atuou em Juiz de Fora  criou uma jazz-band que foi sucesso na cidade e regiões vizinhas. Em 1942, já no Rio de Janeiro, teve a marcha “Segue À Madureira”, com Otacilio Viana, gravada na Victor pelo cantor Nilton Paz. Em 1946, o maestro Villa-Lobos o escolheu para ser seu assistente, e também revisor das obras de Villa-Lobos, cargo que ocupou até 1950. Por essa época, foi professor de música de Luiz Gonzaga, que impressionada com seus dotes de acordeonista chegou a convidá-lo a fazerem uma parceria. Tocou em locais como a boate Night and Day e no Teatro Municipal onde executava músicas que iam de Bach a Noel Rosa. Ainda em 1950, recebeu convite para dirigir o serviço de música da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte, o que o fez retornar à capital mineira, onde organizou a orquestra sinfônica e a banda de música da corporação. Durante 10 anos atuou como regente da Sociedade Mineira de Concertos Sinfônicos. Foi diretor da Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais durante dois anos. Foi considerado em sua juventude um grande mestre da flauta, porém não deixou gravações desta época. Foi também compossitor de tangos, boleros e canções, além de ser maestro das grandes temporadas líricas de Belo Horizonte. Dividindo-se entre a carreira universitária e a carreira militar. Sendo oficial da Polícia Militar de Minas Gerais, fundou no começo dos anos 1960 a maior orquestra sinfônica militar da América do Sul. Nesta orquestra criou uma escola de formação musical que revelou inúmeros músicos que iriam ocupar lugar de destaque em orquestras no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 1999, aos 84 anos de idade, gravou seu primeiro CD, intitulado “Tudo foi um sonho”, com uma antologia de chorinhos e tangos de sua autoria. Os intérpretes foram de sua família, entre eles, o instrumentista Marcus Viana, o flautista Expedito Viana, o trompetista Tito Viana e o violinista Andersen Viana, além dele mesmo na voz, flautas, piano, teclados e acordeon, (além de compor todas as músicas e fazer os arranjos), Maria do Carmo Vianna, no violoncelo, Tarcísio Vianna, no Violino, Edvaldo Santos Silva, no trombone, João Carlos Viana,  no trumpete, e Rosane Viana, voz. Deste CD constaram as músicas “Tudo foi um Sonho” e “Sueño Bajo Bajo La Luna”, com Wanderlick Silva, “Meu Luar” e “Teu Lindo Olhar”, com Luiz Bouchardet, e 

“Desilusão”, com José Vianna, além de “Amigo Fiel”, “Adeus Meus Amor”, “Canção”, “Saudoso Luar”, “Núpcias”, “Flor do Sertão”, “Desafiando Muita Gente”, “Eu, a Flauta e Você”, “Noite Prateada”, “Marcha Nº 2”,  e “Yo Te Brindo Mi Perdon”. Também foi feita uma gravação apenas instrumental de “Tudo Foi Um Sonho”. Em 2000, parte desse CD foi utilizada na trilha sonora da minissérie “Aquarela do Brasil”, apresentada pela TV Globo. Em 2004, lançou o CD “Patápio Silva – Sebastião Viana”, da série “Mestres Brasileiros – Vol 5 – Patápio Silva”, no qual tocou Flauta, 

Hely Drummond tocou Piano e Marcus Viana tocou Violino em participação especial. Fizeram parte deste CD as seguintes composições de Patápio Silva: a polca “Zinha”, o romance fantasia “Sonho”, o romance elegíaco “Evocação”, a mazurka “Margarida”, a romanza “Serenata D’amore”, e as valsas “Amor Perdido”, “Oriental”, “Joanita”, “Idyllio”, “Volúvel”, e a clássica “Primeiro Amor”. Em 2006, tocando flauta com Hely Drummond no piano, gravou o CD “Joaquim Callado – Sebastião Viana”, dentro da série “Mestres Brasileiros – Vol. 6 – Joaquim Callado”, com as composições “Flor Amorosa”, “Com é Bom Saber”, “Salomé”, “Querida por todos”, “Saudosa (polca de Serenata)”, “Linguagem do Coração”, “Pensa só que você verá”, “Iman”, “Cruzes minha prima”, “Marocas”, “Valsa”, “Melancólica” e “Lundu Característico”.

Discografias
2006 CD Joaquim Callado - Sebastião Viana - Mestres Brasileiros - Vol. 6 - Joaquim Callado
2004 CD Patápio Silva - Sebastião Viana - Mestres Brasileiros - Vol 5 - Patápio Silva
1999 CD Tudo foi um sonho
Obras
Adeus Meus Amor
Amigo Fiel
Canção
Desafiando Muita Gente
Desilusão - com José Vianna
Eu, a Flauta e Você
Flor do Sertão
Marcha Nº 2
Meu Luar - com Luiz Bouchardet
Noite Prateada
Núpcias
Saudoso Luar
Sueño Bajo Bajo La Luna - com Wanderlick Silva
Teu Lindo Olhar - com Luiz Bouchardet
Tudo foi um Sonho
Yo Te Brindo Mi Perdon