
Compositor.
Desde jovem, interessou-se por música e poesia. Começou a frequentar as rodas boêmias em bairros de Recife, como Casa Amarela, Casa Forte, Soledade, Boa Vista e São José. Iniciou a carreira artística como cantor na Rádio Clube de Pernambuco, onde conheceu compositores como Zumba, Levino Ferreira, Nelson Ferreira, Lourival Oliveira e Antônio Maria, entre outros. Compôs sambas, baiões, sambas-canções, frevos-canções e frevos-de-bloco. Em 1953, teve sua primeira composição gravada, o samba “Boêmio de raça”, na voz de Orlando Silva, na Copacabana. No mesmo ano, Luiz Gonzaga gravou na RCA Victor, o baião “Saudade de Pernambuco”, com Salvador Micelli. Em 1956, o baião “Saudade de Pernambuco” foi incluído no LP “A História do Nordeste na voz de Luiz Gonzaga”, lançado pela RCA Victor. Em 1963, o frevo-canção “Deusa do amor”, foi gravado por Edmundo Damatta, pela gravadora Mocambo. No mesmo ano, o bolero “Escândalo”, com Nóbrega de Almeida, foi gravado na Mocambo, pela cantora Gracinda Miranda. Em 1974, o frevo “Cobrinha no gramado” foi gravado por Gildo Moreno, no LP “Frevo ao vivo”, gravado ao vivo no Teatro Santa Isabel, em Recife, e lançado pelo selo Marcus Pereira. Em 1979, o samba-canção “Covarde” foi gravado por César Bismarck, em LP da RCA Candem. Em 1980, o baião “Saudade de Pernambuco” foi gravado por Raimundo Maurício, no LP “Forró do bom”, lançado pelo selo Jangada, da EMI/Odeon, em homenagem a Luiz Gonzaga. Com músicas gravadas por nomes como Luiz Gonzaga e Orlando Silva, entre outros, deixou seu nome marcado na história da música popular, com o baião “Saudade de Pernambuco”.