Compositor. Cantor. Arranjador. Músico multi-instrumentista (violão, guitarra, baixo, cavaquinho, sax, flauta, clarinete, ukulelê, percussão e teclado).
Começou a compor aos 15 anos influenciado pelo ambiente musical de sua casa, onde ouvia Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Chico Buarque.
Seu pai, Alfredo Crispim Novaes, foi sanfoneiro em Jequié (Bahia).
Aos cinco anos foi morar com a família em Ramos, subúrbio carioca do Rio de Janeiro.
Na década de 1970, formou com amigos da rua em que morava um grupo musical que se apresentava em festivais estudantis.
Aprofundou seus estudos no violão, tornando-se mais tarde professor neste instrumento.
Estudou música na Uni-Rio.
Atuando como músico da noite apresentou-se em diversos bares e shoppings do Rio de Janeiro e nas principais cidades litorâneas do Estado.
Em 1978 participou do grupo A Canoa Cigana, ao lado de Marko Andrade, Terezinha Coelho e Jayme Pontes, entre outros. Neste mesmo ano, o grupo apresentou-se no “Festival de Novos Talentos Olimpop”, da TV Tupi, classificando a música “Gosto moreno”, em parceria com Jayme Pontes. No ano seguinte, em 1979, compôs em parceria com Euclides Amaral e Jayme Pontes “Laços”, bolero que fez parte da peça “Retrato de Mulheres”, de Márcia Elisa e Jorge Guedes. A peça percorreu vários teatros do Rio de Janeiro e São Paulo, sendo a parte musical executada pelo grupo A Canoa Cigana.
No ano de 1982, compôs a trilha sonora da peça “Chama o Ladrão”, criação coletiva do grupo Vamos à Luta, com direção de Celina Sodré, trilha sonora na qual também foi incluída “Canto do homem cotidiano” (c/ Euclides Amaral). A peça fez temporada em teatros do Rio de Janeiro. No ano seguinte, em 1983, formou a Banda do Trilho e com este grupo apresentou a música “Forró interestelar” (c/ Jayme Pontes e Euclides Amaral) no programa “Forró” do cantor Rouxinol, transmitido pela TV Educativa do Rio de Janeiro.
No ano de 1984, juntamente com a Banda do Trilho, apresentou-se no Teatro Armando Gonzaga, em Marechal Hermes.
Entre 1984 e 1990, fez diversos shows individuais em teatros e tocou em várias casas noturnas e circuito universitário do Estado do Rio de Janeiro.
Entre os anos de 1990 e 1993 acompanhou a atriz e instrumentista Dilú Melo em vários shows e na peça “As velhinhas invictas”, fazendo temporada nos teatros Brigitte Blair e Galeria.
No ano de 1996, lançou o primeiro CD solo, “Dança das cores”, pelo Selo Arara Produções Artísticas. O disco contou com as participações especiais do trombonista Sylvio Barbosa na faixa “Caçador de luas”; do baterista Téo Lima em “Artimanhas” (c/ Olten e Euclides Amaral), da pianista Sheila Zagury e da cantora Ceiça interpretando “Ritmo exato”, parceria sua com o músico e também arranjador Joelson Lima. Neste mesmo CD constaram parcerias suas com os poetas Sergio Natureza (Descompassado sim) e Euclides Amaral (Sangue da cidade e Tatipirun), com Olten e Euclides Amaral nas faixas “Artimanhas” e “Dança das cores” e com o músico Moisés Costa (Meu sabiá e Coração de caqui). O disco foi bem aceito pela crítica especializada, recebendo elogios da Revista Backstage:
“Entre tantas belas canções, destaque para “Descompassado sim” (c/ Sergio Natureza) e para uma pequena obra-prima chamada “Tocaia” (c/ Olten). Há algum tempo a MPB não aparecia com uma novidade tão boa.”
Em 1999, a cantora Denise Krammer gravou “Choro de passarinho” (c/ Renato Piau e Euclides Amaral), no CD “Do nada”. Neste mesmo ano, ao lado de vários compositores e intérpretes participou do CD “Conexão carioca”, produzido por Euclides Amaral e Paulo Renato. No disco, com apresentação de Ricardo Cravo Albin, figurou com três composições: “Lua comparsa” (c/ Marko Andrade e Euclides Amaral), interpretada por Ceiça, “Choro de passarinho”, desta vez cantada por Elza Maria e, ainda, em sua interpretação, a composição “Gabriela”, dedicada à sua filha. No ano posterior, em 2000, o disco “Conexão carioca” foi relançado pelo Selo Guitarra Brasileira. Neste mesmo ano, de 2000, foi lançado o CD “Conexão carioca 2”, também com apresentação de Ricardo Cravo Albin e produzido por Euclides Amaral para o selo Guitarra Brasileira. Neste CD participou fazendo arranjos e executando diversos instrumentos em suas composições: “Por um triz” (c/ Bóris Garay, Olten e Euclides Amaral), cantada por Anna Pessoa; “Xingu” (c/ Olten), interpretada por Dioni Miranda; “Ritmo exato” (c/ Joelson Lima) na voz de Ceiça; e “Parapoucos” (c/ Euclides Amaral), interpretada pelo próprio Rubens Cardoso. Ainda neste mesmo ano, integrou ao lado de Sylvio Barbosa e Hélio Brechó, entre outros, a Orquestra Elite, da tradicional gafieira carioca. No ano seguinte, em 2001, Marko Andrade incluiu no disco “Aldeias urbanas”, lançado pelo selo Guitarra Brasileira, a composição “Lua comparsa”, na interpretação da cantora Ceiça.
Em 2002, juntamente com Carlos Dafé, Cláudio e Cristina Latini, Pecê Ribeiro, Lúcio Sherman, Marko Andrade e Eliane Faria, entre outros, participou do disco “Conexão carioca 3”, produzido por Euclides Amaral. No CD, com apresentação do poeta-letrista Sergio Natureza, interpretou “Coração de caqui” (c/ Moisés Costa) e ainda, em dueto com Euclides Amaral e com participação especial da cantora Ceiça, interpretou “Quero que você me leve”, parceria com Marko Andrade e Euclides Amaral.
No ano de 2003, fez arranjo para a faixa “Você nunca mais vai me ver” (Moisés Costa e Euclides Amaral) interpretada por Paulinho Miranda e incluída na coletânea “Quem são os novos da MPB?”, coletânea produzida por Lúcio Sherman e lançada pelo selo Puro Som, que trouxe ainda de sua autoria “Quero que você me leve”, interpretada em dueto com Euclides Amaral que participou da faixa declamando um poema. Ainda em 2003, o CD “Conexão carioca 3” foi relançado pelo selo Peixe Vivo, ganhando quatro faixas-bônus. No ano posterior, em 2004, em dueto com Sylvio Barbosa (trombone) fez temporada no Bar Mangue Seco, na Lapa, bairro do centro boêmio do Rio de Janeiro. No ano seguinte, em 2005, ao lado de Luiz Melodia, Tim Maia, Renato Piau, Armandinho, Perinho Santana e Fábio Rolón, entre outros, participou da coletânea “Balaio atemporal”, na qual foi incluída a sua interpretação para “Choro de passarinho”. Neste mesmo ano de 2005 o grupo Pindorama lançou o CD “Belazarte e outras estórias”, no qual foi incluída a faixa “Mamulengo”, parceria com o pianista (integrante do grupo) Flávio Paiva.
No ano de 2006 lançou o CD “As tribos”, no qual interpretou de sua autoria “Gabriela”, “Fábula”, “Xingu”, “Por um triz” e “Choro de passarinho”. O CD contou ainda com as participações especiais de Sylvio Barbosa (trombone) na faixa “Nego do Gagabirá”; Euclides Amaral declamando o poema “Quando o dia clareou”, na faixa “Lua comparsa”; Anna Pessoa na faixa “Cantiga de cego” (c/ Bóris Garay); Thaís Motta na homenagem à Salvador em “Cravo e canela” e as participações de Andrea Ferr, Anna Pessoa e Ceiça na faixa “Carta ao Dori” (c/ Paulo Renato). Também interpretou, neste mesmo disco, a faixa-título, em parceria com Bóris Garay. O disco foi lançado em temporada de um mês no Bar e Cachaçaria Mangue Seco, na Lapa. Nos shows recebeu diversos convidados, entre os quais Renato Piau, Anna Pessoa, Euclides Amaral, Thaís Motta, Sylvio Barbosa e a cantora Ceiça. Em seguida, em 2007, Luiz Melodia, no disco “Estação Melodia” lançado pela Biscoito Fino, gravou em dueto com Jane Reis “Choro de passarinho”.
Em 2008 sua composição “Choro de passarinho” foi regravada, por Luiz Melodia e Jane Reis, no DVD “Luiz Melodia MTV”.
No ano de 2012, ao lado de Edir Silva, Pecê Ribeiro, Sidney Mattos, Helô Helena, Renato Piau, Victor Biglione, Reppolho, Big Otaviano, Reizilan Cartola Neto, Lúcio Sherman, Carlos Dafé, Martha Loureiro e Cláudio Latini participou do CD “Quintal Brasil – Poemas, Letras & Convidados”, do poeta-letrista Euclides Amaral, no qual interpretou as faixas “Dança das cores” (c/ Olten Jorge e Euclides Amaral) e “Parapoucos” (c/ Euclides Amaral), faixa na qual o poeta regravou também o poema “Quando o dia clareou”. No disco foram incluídas de sua autoria “Choro de passarinho” (c/ Renato Piau e Euclides Amaral) interpretada por Elza Maria; “Lua comparsa” (c/ Marko Andrade e Euclides Amaral) regravada por Namay Mendes e ainda “Por um triz” (c/ Bóris Garay, Olten Jorge e Euclides Amaral), cantada por Anna Pessoa e na qual o poeta gravou o poema “Sobre o ciúme”, de Euclides Amaral.
No ano de 2015 a cantora e compositora francesa Virginie Henry lançou na França o CD “Sépia”, no qual interpretou as parcerias de ambos “Nega Fulô”, “Minha casa”, “Olinda” e “Aldeia de Sinhá” e “Espumarada”, além de “Sabor da solidão”, com Virginie Henry e Henrique Silva.
No ano de 2020, pelo Selo Arara Produções, lançou o CD “Radiola” com várias participações especiais e no qual interpretou as composições autorais “Baile em Jequié”; “Mamulengo” (c/ Flávio Paiva); “Nega Fulô” (c/ Virginie Henry); “Negritude total” (c/ Olten); “Aldeia de Sinhá” (c/ Virginie Henry), interpretada em dueto com Virginie Henry; “Forró interestelar” (c/ Jaime Pontes e Euclides Amaral), cantada em dueto com J. Damião; “Reza negra” (c/ Virginie Henry); “Parapoucos” (c/ Euclides Amaral), em dueto com a cantora Romi Brasil; “Quebra-gelo” (c/ Bóris Garay) e participação do parceiro no violão de sete cordas e ainda dividindo a interpretação no canto; “Bolinho de chuva”, com a participação especial do bandolinista Henry Lentino; “Zeppelin” (c/ Henrique Silva), interpretada em dueto com Gabriela Cardoso, e ainda, “Barato e meio” (c/ Olten Jorge e Euclides Amaral), além da regravação de “Lady Duran”, composição de Henrique Silva, na qual o autor cantou em dueto com o anfitrião. No disco, atuou como arranjador, diretor musical e executando diversos instrumentos tais como clarineta, sax alto, flauta, violão de seis, viola caipira, baixo, guitarra, ukulelê, ganzá, congas, chocalho e moringa de barro, também contou com as participações dos músicos Marcello Moreno (flauta transversa, flauta doce e arranjos de flauta); Sérgio Castanheira (baixo); Sérgio Pinheiro (piano e cordas); Julio Diniz (bateria); Tania Sechim (sanfona); Joe Lima (baixo); Valtinho (bateria); Nicolas Pegado (ganzá, congas, caxixi, pandeiro, zabumba, agogô e bumbo); Henry Lentino (bandolim); Sérgio Bonati (bongô); Henrique Silva (ganzá); Renato Girão (gaita); Pejota Souza (piano e cordas); J. Damião (voz, baixo acústico e fretless); Adauto Guerra (guitarra); Sylvio Barbosa (trombone); Claudinho Dias (trompete); Átila Souza (tantan, repenique e pandeiro); Diego Castino (cavaquinho); Bóris Garay (violão 7 cordas); Cláudio Vianna (pandeiro); Julio Souza (guitarra); Loopi Furtado (bateria); Marcio Lino (guitarra); Flávio Paiva (arranjo) e Gabriela Cardoso, Silvia Barbosa e Fabiano Ramos (coro). Ainda em 2020 foi lançado pelos selos Guitarra Brasileira e Tratore o EP “Luiz Melodia e Renato Piau Ao Vivo”, gravado em ocasiões de shows por diversos teatros de estados brasileiros, o disco foi integrado por sete faixas interpretadas por ambos, entre as quais “Choro de passarinho”, parceria sua com Renato Piau e Euclides Amaral. No ano seguinte, em 2021, Denise Krammer interpretou “Choro de passarinho” na coletânea digital “Feminino Tom, Vol. 2”, lançada pelo selo Guitarra Brasileira.
No ano de 2022 participou do CD “Perfil: Poemas, Letras & Convidados”, do poeta-letrista Euclides Amaral, no qual foram incluídas de sua autoria as faixas “Lua comparsa” (c/ Marko Andrade e Euclides Amaral), gravada por Ceiça; “Barato e meio” (c/ Euclides Amaral e Olten Jorge), cantada pelo próprio Rubens Cardoso; “Forró interestelar” (c/ Jaime Pontes e Euclides Amaral), gravada pelo grupo Mamulengo (integrante como arranjador, músico e cantor); “Artimanhas” (c/ Euclides Amaral e Olten Jorge), interpretada por André Henriques e Rubens Cardoso, com participação especial do baterista Téo Lima, além da faixa “Cheiro de amora” (Victor Biglione e Euclides Amaral), interpretada pelo Grupo Mamulengo e Victor Biglione. O disco foi lançando em todas as plataformas digitais vigentes na época. Neste mesmo ano de 2022, no EP “Feminino Tom, Vol. 3” (Selo Guitarra Brasileira) a cantora Danille Avelleda regravou “Choro de passarinho” (c/ Renato Piau e Euclides Amaral).
Em 2023 foi lançado o EP “Feminino Tom, Vol. 4” (Selo Guitarra Brasileira), sendo incluída a sua composição “Lua comparsa” (c/ Marko Andrade e Euclides Amaral) gravada pela cantora Ceiça.
No ano de 2024 fez show de lançamento do CD/EP “Radiola” no Bar Severyna, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio de Janeiro, no qual interpretou composições de seus discos anteriores, assim como algumas do novo disco, sendo acompanhado por uma banda composta por Joe Lima (baixo); Serginho Pinheiro (teclados) e Júlio Diniz (bateria e percussão), além do próprio Rubens Cardoso (direção musical, arranjos, violão, sopros e voz). O espetáculo contou com as participações especiais de J. Damião (voz e violão) e Tânia Secim (teclados), e ainda, com direção do poeta Euclides Amaral, que participou do espetáculo declamando poemas. Neste mesmo ano, de 2024, apresentou-se na casa de show Mandarim, no bairro da Lagoa, zona sul do Rio de Janeiro.
No ano de 2025 apresentou-se na Casa do Pandeiro, na Travessa do Ouvidor, no Centro do Rio de Janeiro. No espetáculo foi acompanhado por uma banda composta por Joe Lima (baixo), Sérgio Castanheira (trombone) e Bona Batera (bateria), contando com as participações especiais da cantora Ceiça Fonseca, e do poeta Euclides Amaral. Neste mesmo ano de 2025, apresentou-se no Bar Ernesto, no Largo da Lapa, no Centro do Rio de Janeiro, no lançamento do livro “Diário de Bordo: Artigos, Ensaios, Letras, Matérias, Poemas & Resenhas”, do poeta Euclides Amaral, no espetáculo com Euclides Amaral (poemas) e Rubens Cardoso (voz e violão), além de Rui de Carvalho em participação especial, com direção e apresentação do poeta Lúcio Celso Pinheiro.
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ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
AMARAL, Euclides. A Letra & a Poesia na MPB: Semelhanças & Diferenças. Rio de Janeiro: EAS Editora, 2019.
AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2010. 3ª ed. EAS Editora, 2014.
AMARAL, Euclides. Diário de Bordo: Artigos, Ensaios, Letras, Matérias, Poemas & Resenhas. Rio de Janeiro: EAS Editora, 2026.
AMARAL, Euclides. O Guitarrista Victor Biglione & a MPB. Rio de Janeiro: Edições Baleia Azul, 2009. 2ª ed. Esteio Editora, 2011. 3ª ed. EAS Editora, 2014. 4ª ed. EAS Editora, 2024.
AMARAL, Euclides. Poesia Resumida – Poemas & Letras (Antologia Poética). Rio de Janeiro: Edição Casa 10 Comunicação, 2013. 2ª ed. EAS Editora, 2014.
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MATUS, Moduan. Anos 90 – Poetas na Baixada – Coletânea do fanzine Desmaio Públiko. Nova Iguaçu, Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1997.
MATUS, Moduan. História de Nova Iguaçu – Iguassú – Recortes de uma cronologia ilustrada de 510 anos. Nova Iguaçu, Rio de Janeiro: Editora do Autor, 2018.
MATUS, Moduan. [Org.] A Plenos Pulmões – O Encontro de Poetas & Afins da Pandemia aos Dias Atuais – Coletânea do Sarau. Nova Iguaçu, Rio de Janeiro: Editora dos Autores, 2025.
PIAU, Renato. Songbook Renato Piau Guitarra Brasileira. Rio de Janeiro: Booklink Publicações Ltda, 2002.
