
Compositor. Cantor. Instrumentista.
Nasceu no bairro do Garcia, Salvador, na Bahia.
Neto de músicos, o avô tocava saxofone e a avó cantava e escrevia. Dos seis irmãos, quatro tocavam instrumentos: a irmã Graça pianista, o irmão Luis Eduardo multiinstrumentista (violão, bandolim e baixo), e o irmão mais novo, Renan, cantor profissional. Foi em casa que aprendeu a tocar violão.
Freqüentou desde cedo a Escola de Samba Juventude do Garcia, que tinha as cores azul e branco e a águia em seu estandarte, em homenagem à Portela.
Participou de vários festivais e tocou em diversos bares em sua cidade natal.
Formado em jornalismo pela UFBA.
Estudou canto no Seminário de Música da Bahia, com a professora Maria Manso, dicção com Benvindo Siqueira e teatro com Leonel Nunes, no “Curso Livre do Teatro Castro Alves”.
Em 1983 mudou-se para o Rio de Janeiro.
Trabalhou como guia turístico, dublador na VTI e professor de violão.
No ano de 1985, formou a banda Jogo de Cintura, que se apresentava na noite carioca e em festivais pelo interior dos estados do Rio, Minas e São Paulo.
Participou de vários espetáculos teatrais, como “As aventuras de João Grilo”, “Cândido otimista” e “Lagosta Lagoré”.
No Rio de Janeiro, tocou em várias casas noturnas, como Beco da Pimenta, Mistura fina e Rio Othon Palace.
Em 1994, participou da turnê brasileira do grupo “Double You”, apresentando-se no Olimpia, em São Paulo, e Metropolitan, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, fez temporada no Vinícius Piano Bar com o show “Ricco canta Jobim”. Naquele ano, lançou o primeiro disco, o CD “Tudo é música”.
Em 1997, gravou o CD “Menino buliçoso”. No mesmo ano, a banda baiana Cheiro de Amor gravou “Dança do coco” (c/ Renan Ribeiro e Franco Cava).
Em 1998, lançou pelo Selo Imagem o CD “Só bossa”, e a cantora baiana Cátia Guima gravou “Vento forte” (c/ Renan Ribeiro).
No ano 2000, participou do CD “Conexão carioca 2”, produzido por Euclides Amaral, ao lado de Marko Andrade, Renato Piau, Elza Maria, Rubens Cardoso e Lúcio Sherman. Nesse disco, com apresentação de Ricardo Cravo Albin, interpretou “Chame o elevador” (c/ Sabine Káteb), faixa que conta com arranjo e violão de Luiz Brasil e a participação especial de Jussara Silveira. No mesmo ano, viajou para a Alemanha em temporada de alguns meses. Ao voltar para o Brasil, assinou contrato com uma companhia de turismo como músico de um transatlântico da rota Rio/Miami.
No ano de 2002, apresentou-se no Vinicius Piano Bar, em Ipanema, no Rio de Janeiro.
No ano de 2017 lançou o CD “#Latinoamericano”, produzido pelo baterista Roberto Alemão Marques, no qual interpretou de sua autoria as faixas “Teimosia”, com a participação especial de Marcos Ariel no piano; “Todo baixinho é um bamba”, com a participação especial de Marcos Ariel tocando flauta; “Isso sempre dá samba”; “Dont buy things that you dont need”; “Hoje eu acordei americana”, com a participação especial de Victor Biglione na guitarra; “Media luna”, com a participação especial de Victor Biglione; “O verbo no passado”, com participação especial de Marcos Ariel; “Solidão Copacabana”, com participação especial de Marcos Ariel tocando flauta; “Bossa-nova blue”, com participação especial de Marcos Ariel ao piano; “Zé Beleza”, com participação especial de Marcos Ariel; “Quem samba se esquece da dor”, além de “A ordem no terreiro”. O disco contou com atuação do baixista Rômulo Duarte em todas as faixas, do baterista Roberto Alemão (também no coro e nas percussões) e do próprio Ricco Duarte ao violão, no Ukulelê e no trombone de boca.
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.