
Músico. Pianista. Arranjador.
Ao oito anos de idade começou sua formação musical com a professora Lydia Poldorowsky, da Escola Nacional de Música.
Após sua formação clássica, dedicou-se à música popular, integrando diversos grupos e tocando em festivais e shows.
Estudou com Tomás Improta (harmonia, jazz, música popular), na Escola de Música Cenário. Logo depois, conivadado pelo professor, lecionou música na Escola de Música Cenário, tendo trabalhando também como professor na Escola Rio Música.
Inicialmente integrou, em 1977, ao lado de Victor Biglione (guitarra), Omar Cavalheiro (baixo) e André Tandeta (bateria) o grupo O Fruto, com o qual gravou um LP. A mesma banda acompanhava o cantor Ronaldo Resedá.
Atuou na noite carioca apresentando-se em espaços como Vogue e Café de Paris.
Em 1979, como pianista, participou da peça infantil “Rendez-Vouz”, estrelada por Eva Todor.
No ano de 1985 participou como músico da peça “A Vedete do Subúrbio”.
Compôs várias trilhas sonoras para peças, entre elas, “A Volta do prometido”, “O Operário, o boi e o automóvel” e “Jogos de 3X3”, esta última de autoria de João Siqueira, além da peça “Bomba atômica”, de autoria de Pernambuco de Oliveira.
De 1986 a 1992 fez parte do conjunto Nó Brasileiro ao lado de Antenor Luz Filho (violão) e Marcos Bachour (baixo). Com o grupo, que contou com a atuação de Cleto e Murilo, na bateria, e de algumas cantoras como Cris Delanno, lançou, em 1990, o LP “Nó brasileiro”.
No início da década de 1990, trabalhou em casas noturnas e, em 1992, fez apresentações no Restaurante Amazonas, em Londres.
Entre 190 e 1992 participou da banda de reggae de Naby Clifford (natural de Gana), com a qual fez temporada no Circo Voador e se apresentou em diversas cidades do Brasil.
De 1993 a 1995, a partir de pesquisas nos arquivos de música da Biblioteca Nacional, realizou o projeto “Piano Pixinguinha”, descobrindo partituras para piano escritas pelo próprio compositor, até então inéditas.
Em 1995, apresentando-se em recital no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, fez amizade com Sérgio Cabral. O jornalista ficou surpreso e feliz ao saber que o jovem pianista era depositário de arranjos de Pixinguinha para piano (para suas próprias músicas) e que ainda possuía duas músicas inéditas do mestre da MPB, “Vagando” (c/ Benedito Lacerda) e “Modinha brasileira”. Ainda em 1995, apresentou-se em recital na Sala Cecília Meirelles, no Rio de Janeiro, e gravou o CD “Piano Pixinguinha”. Neste disco, com apresentação de Sérgio Cabral, interpretou seis arranjos para piano de Pixinguinha e mais seis arranjos de sua autoria para composições também de Pixinguinha. No disco foram incluídas “Carinhoso” (Pixinguinha e João de Barro), “Lamentos” (Pixinguinha e Vinicius de Moraes), “Vou vivendo”, “Ele e eu”, “Sedutor”, “Ainda me recordo”, “O gato e o canário”, “Cheguei”, “Proezas de Solon”, “Vagando” (inédita), “Ingênuo”, “Descendo a serra”, “Naquele tempo”, “Segura ele” e “O canário e o gato”, todas parceria de Pixinguinha com Benedito Lacerda, bem como composições de autoria somente de Pixinguinha: “Chorando sempre”, “Sonhos”, e a inédita “Modinha brasileira”. Neste mesmo ano, fez o lançamento do CD projeto no Centro Cultural da Light. No ano seguinte, o disco foi relançado pela gravadora GHR e distribuído pela gravadora Velas. Nesta edição, pela Série Terra Brasilis, o CD ganhou texto de Ricardo Cravo Albin, texto anteriormente publicado na coluna do pesquisador no jornal “O Dia”.
No ano de 1997, fez turnê de lançamento do CD em várias casas noturnas e espaços culturais, destacando-se as apresentações na Casa de Rui Barbosa e no Teatro Nacional de Brasília.
Em 2001, com o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, gravou o CD “Piano Cartola”, disco no qual interpretou “Divina dama”, “Sim”, “As rosas não falam”, “Acontece”, “Cordas de aço”, “O mundo é um moinho” e “Minha”. O disco ainda contou com as participações especiais de Nelson Sargento, Paulo Moura e Marcos Suzano.
Em 2003, lançou o CD “Ary Piano Barroso”, para o qual pesquisou cerca de 400 músicas do compositor no período de 1930 a 1960 para selecionar o repertório, que reuniu “Mão no remo” (c/ Noel Rosa) e “Já era tempo” (c/ Vinicius de Moraes). O disco, cujo texto de apresentação foi assinado por Ricardo Cravo Albin, contou com a participação dos percussionistas Ovídio de Brito e Tunico Ferreira (filho de Martinho da Vila), do tecladista Tomás Improta, autor do arranjo de “No rancho fundo” (c/ Lamartine Babo), e do trompetista australiano Mike Ryan, que atuou em solos em “Aquarela do Brasil”, além da atuação vocal de Tânia Machado, Paulo Andrade e Malu Von Kruger. Nesse mesmo ano, realizou show de lançamento do CD na Sala Baden Powell, no Rio de Janeiro.
Gravadora GHR
(c/ o grupo Nó Brasileiro
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2009.