
Cantora. Dançarina.
Aos 10 anos de idade ganhou de seu avô um violão e começou a estudar música. Dos 12 aos 24 anos, estudou dança (clássico e jazz), passando pelo Centro Artístico de Danças e pelo Núcleo Artístico, aperfeiçoando-se depois com Cristina Helena. Cursou até o quarto ano de Medicina na UFMG, mas, em 1987, decidiu-se pelo curso de Comunicação Social, também na UFMG, onde se formou. Ainda nesse ano, Paula decidiu aprofundar seus conhecimentos musicais, estudando piano, violão e canto na Fundação de Educação Artística Berenice Meneghali.
Trabalhou e gravou, na década de 1980, com o grupo vocal Nós e Voz, em musicais como “Manuel, o audaz”, com roteiro de Fernando Brant, e “Mulheres de Holanda”, sobre o universo musical feminino de Chico Buarque.
Cantou também com o grupo mineiro Sagrado Coração da Terra.
Atuou com Marcus Viana nas produções das novelas e nas turnês de “Pantanal” e “Ana Raio e Zé Trovão”, da Rede Manchete, no início da década de 1990.
Gravou participações nos CDs “Farol da Liberdade” (Sagrado Coração da Terra), “Hum” (Nós e Voz), “25 anos de travessia” (Fernando Brant), “Arredores” (Nivaldo Ornellas), “Elas cantam Caetano”, “Aquarela do Brasil” e “Novo canto”.
Em 1996, gravou seu primeiro CD, “Santo”, lançado pela Paradoxx.
Dois anos depois, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde se apresentou em diversos shows. Ainda em 1998, participou do Brahma Brasil Festival, em Sanary-Sur-Mer (França), ao lado de Fernanda Abreu, Paralamas do Sucesso, Gilberto Gil e Skank.
Atuou, em 1999, ao lado de Lucinha Lins e Cláudio Lins no musical “Aldir Blanc, um cara bacana”.
Participou do Projeto Novo Canto, interpretando a canção inédita “Guerreiro” (Chico César). O compositor atuou em sua apresentação como convidado especial. Foi selecionada para integrar o grupo de oito artistas que se apresentaram no show de encerramento do projeto, no Canecão (RJ), do qual participaram a Orquestra Sem Batuta, Elza Soares, Lobão, Os Cariocas e Pedro Luis e a Parede. Gravou a faixa “Talibã” (Totonho Villeroy), no CD “Novo Canto”.
Em 2000, foi convidada por Marcus Viana, diretor musical da minissérie “Aquarela do Brasil”, produzida pela TV Globo, para fazer o teste de seleção para a voz da personagem Isa, interpretada por Maria Fernanda Cândido. Acompanhou a atriz em todo o processo de gravação e participou de uma faixa do CD “Aquarela do Brasil”, interpretando a canção “La enorme soledad”, com letra inédita de Maysa e música de Marcus Viana. A canção foi oferecida à cantora pelo filho de Maysa, o diretor de tele-dramaturgia Jayme Monjardim.
Lançou, em 2005, o CD “Paula Santoro”, contendo as canções “Se você disser que sim” (Moacir Santos e Vinicius de Moraes), “Sem fantasia” (Chico Buarque), “Segue em paz” (Milton Nascimento e Toninho Horta), “Nós dois” (Vicente Paiva e Fernando Martins), “Não é céu” (Vitor Ramil), “Léo” (Milton Nascimento e Chico Buarque), “Rainha do meu samba” (Seu Jorge e Robertinho Brant), “É sério” (Djavan e Fátima Guedes), “Como se a vida fosse música” (Nelson Angelo e Murilo Antunes), “Céu no cio” (Eduardo Neves e Mauro Aguiar), “Perfume de cebola” (Filó Machado e Cacaso) e “Yemanjá Rainha” (Moacyr Luz e Aldir Blanc). O disco contou com a participação de Chico Buarque, na faixa “Sem fantasia”, e de Toninho Horta, na faixa “Segue em paz”.
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2009.