5.001
Nome Artístico
Osvaldo Guilherme
Nome verdadeiro
Osvaldo Guilherme
Data de nascimento
7/3/1919
Local de nascimento
Campinas, SP
Data de morte
10/3/1995
Local de morte
Campinas, SP
Dados biográficos

Compositor.

Foi funcionário público do Instituto Agronômico de Campinas, onde sempre morou.

Dados artísticos

Começou a compor em parceria com Newton Teixeira, que conheceu em 1942, ano em que fizeram a primeira composição juntos, “O que há com você”, gravada por Isaurinha Garcia pela Victor. Em 1943, conheceu seu outro futuro parceiro, Denis Brean. Em seguida, foi convocado pelo Exército, onde compôs “Em tudo há uma saudade”, gravada mais tarde por Eli Camargo e “Seresteiro”, em parceria com o amigo Newton Teixeira que a gravaria tempos depois. Quando deu baixa do serviço militar, voltou a procurar Denis Brean, com quem havia deixado algumas letras para este musicar. Logo a dupla lançou “Onde há fumaça há fogo”, gravada por Joel e Gaúcho pela Odeon em 1947, disco em que não consta seu nome na etiqueta. Em seguida, lançaram “Como é burro o meu cavalo”, gravada por Bob Nélson.

Em 1951, Francisco Alves lançou pela Odeon o samba “Convite ao samba”, parceria com Dênis Brean. Em 1952, compôs com Francisco Alves e José Roy o samba “Se o mundo acabar” e a marcha “Eu hei de encontrar”, gravados por João Dias na Odeon. Em 1953 teve mais uma composição gravada por João Dias, a marcha “Grande Caruso”, parceria com Augusto Duarte Ribeiro. Em 1956, Jorge Goulart gravou na Continental o samba “Festa do samba”, parceria com Dênis Brean. Em 1957, mais uma de suas parcerias com Dênis Brean foi gravada por João Dias, desta vez na gravadora Continental, a marcha “Andorinha”. No mesmo ano, teve lançado pela cantora Nora Ney na Continental aquele que seria o seu maior êxito: o samba canção “Fraqueza”, parceria com Dênis Brean mas regravado pela cantora Maysa em LP RGE, com grande sucesso.

Em 1962, teve o samba “Na fumaça de um cigarro”, registrado por Valter de Almeida na Chantecler. Fez outras parcerias com Dênis Brean: “Raízes”; “Conselho”; “A mulher do meu amigo”; “Chora, coração”; “Cadência do Brasil”; “Presença de Maria” e “Sinal dos tempos”. A dupla teve várias composições incluídas em trilhas sonoras de filmes nacionais. Compôs também várias músicas sozinho.

Foi autor do letra e da música do hino do Guarani Futebol Clube, de Campinas.

Obras
A mulher do meu amigo (c/ Denis Brean)
Andorinha (c/ Denis Brean)
Cadência do Brasil (c/ Denis Brean)
Chora, coração (c/ Denis Brean)
Coisas tolas
Como é burro o meu cavalo (c/ Denis Brean)
Conselho (c/ Denis Brean)
Convite ao samba (c/ Denis Brean)
Em tudo há uma saudade
Eu hei de encontrar (c/ Francisco Alves e José Roy)
Festa do samba (c/ Denis Brean)
Franqueza (c/ Denis Brean)
Grande Caruso (c/ Denis Brean)
Grande amor (c/ Denis Brean)
Graças a Deus (c/ Dênis Brean e José Roy)
Hino Oficial do Guarani F. C.
Hino à Nossa Senhora das Graças
Na fumaça de um cigarro
O que há com você (c/ Newton Teixeira)
Onde há fumaça há fogo (c/ Denis Brean)
Presença de Maria (c/ Denis Brean)
Quando o amor morre
Raízes (c/ Denis Brean)
Ribeirinho (c/ Denis Brean)
Se o mundo acabar (c/ Francisco Alves e José Roy)
Seresteiro (c/ Newton Teixeira)
Sinal dos tempos (c/ Denis Brean)
Bibliografia Crítica

AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.

MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.

SEVERIANO, Jairo e MELLO, Zuza Homem de. A canção no tempo. Vol 1. São Paulo: Ed. 34, 1997.