5.001
Nome Artístico
Oscar Bolão
Nome verdadeiro
Oscar Luiz Werneck Pellon
Data de nascimento
6/2/1954
Local de nascimento
Rio de Janeiro, RJ
Data de morte
16/2/2022
Local de morte
Rio de Janeiro, RJ
Dados biográficos

Instrumentista (baterista e percussionista).

Teve sua formação orientada por Luiz Anunciação e Luciano Perrone.

Bolão teve Covid no fim de janeiro de 2022. Depois de retornar para casa, voltou a se sentir mal no dia 6 de fevereiro, data de seu aniversário. Deu entrada no hospital CER Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, com complicações cardíacas e pulmonares que evoluíram para um choque séptico. Chegou a ser entubado, mas não resistiu. Faleceu na madrugada do dia 16 de fevereiro de 2022.

Dados artísticos

Iniciou sua carreira profissional em 1975, com o grupo Coisas Nossas, com o qual atuou no espetáculo “Na Boca do Povo”, realizado no ano seguinte, cuja estrela, Marlene, cantava os clássicos da MPB. O show, escrito e dirigido por Ricardo Cravo Albin, foi apresentado na Sala Sidney Miller, da Funarte.

Fez parte da Orquestra de Música Brasileira e da Orquestra de Cordas Brasileiras. É baterista da Orquestra Pixinguinha, dirigida por Henrique Cazes, e da Banda de Câmara Anacleto de Medeiros. Atua, ainda, em trabalhos de música contemporânea, com Ronaldo Miranda, Tato Taborda e Tim Rescala, que lhe dedicou as peças: “Concerto para dois pandeiros e cordas” e “Drummer drama”.

É considerado o único seguidor do estilo de bateria brasileira criado por Luciano Perrone, fundamental a muitas obras de Radamés Gnattali. Por esse motivo tem sido convidado a participar de eventos como a primeira audição da cantata “Operário em construção” e a remontagem de obras de Gnattali como “Bate-papo a três vozes” e o “Samba em três andamentos”.

Tem participado, como percussionista convidado, de apresentações da Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra Pró-Música do Rio de Janeiro e Orquestra Sinfônica Nacional.

Trabalhou, como músico e ator, na montagem da ópera infanto-juvenil “A orquestra dos sonhos”, de Tim Rescala.

Em 1998, integrou a orquestra formada para as comemorações dos 190 anos do Branco do Brasil, sob a regência do pianista Nelson Ayres, que acompanhou artistas como Nana Caymmi, Elba Ramalho, João Bosco, Dominguinhos, Paulinho da Viola, Martinho da Vila e Moraes Moreira. Nesse mesmo período, esteve em Porto Alegre, participando de um espetáculo em homenagem a Radamés Gnattali, quando foi executada a “Suíte Retratos”, tendo como solista o bandolinista Joel Nascimento.

Em 1998 e 1999, dirigiu as oficinas de percussão popular do XVIII e XIX Festivais de Música de Londrina

Em janeiro de 2000, dirigiu as oficinas de pandeiro e bateria na VIII Oficina de Música Popular Brasileira, em Curitiba.

Ao longo de sua carreira, atuou, em shows e gravações, com diversos artistas como Elizeth Cardoso, Wilson Moreira, Nelson Sargento, Luis Melodia e Dorival Caymmi, entre outros.

É integrante dos grupos instrumentais Pife Muderno e Coreto Urbano, dirigidos pelo saxofonista Carlos Malta.