3.002
Nome Artístico
Marisa Barroso
Nome verdadeiro
Beatriz Azevedo de Brito
Data de nascimento
17/2/1932
Local de nascimento
Rio de Janeiro, RJ
Dados biográficos

Cantora.

Dados artísticos

Foi descoberta por Ary Barroso. Atuou na TV e em clubes noturnos. Em 1960, gravou pela Copacabana os sambas-canção “Canção do amor que não aconteceu”, de Lauro Miranda e Otávio Ferreira e “Que pena”, de Antônio Bruno. No mesmo ano, gravou pela RCA Victor o samba-canção “Prenúncio”, de Marino Pinto e Vadico e “Dois amigos” samba-canção de Ary Barroso. Foi escolhida pela crítica especializada como a “Cantora revelação de 1960”.
São de 1961 as gravações de “Sinceridade”, de Sérgio Malta e de “Dizem por aí”, de  Manoel da Conceição e Alberto Paz. Nesse ano, gravou pela Copacabana o LP “Cantigas para enganar o tempo” com acompanhamento de Aloysio e seu conjunto, LP no qual interpretou “Neste mesmo lugar”, de Armando Cavalcanti e Klécius Caldas; “Conselho inútiul”, de Miguel Gustavo; “Samba de mudar”, de Baden Powell e Geraldo Vandré; “Fala amor”, de Djalma Ferreira e Luiz Antônio; “Ternura perdida”, de Aloysio Figueiredo e Iná Monjardim, e “Triste bonita”, de Nilo Queiroz e Billy Blanco, entre outras. Na contra-capa desse disco, o jornalista Alberto Rêgo assim falou dela: “Marisa Barroso deixa de ser a “reveleção”, a “risonha promessa” para – vencidas as naturais limitações da inexperiência e os nervosivos próprios dos estreantes – se afirmar, definitivamente, como grande intérprete da música popular brasileira, conquistando, com sua performance o lugar que lhe cabe, de fato e de direito, entre os “astros” consagrados do disco.”  
Ainda em 1961, recebeu no Maracanãzinho, durante o espetáculo junino “Baile do Palito de fósforo”, sob os auspícios do Departamento de Turismo e Certames do Estado da Guanabara e organizado pelo Clube dos Comentadores do Disco, ao faixa de Princesa do Disco, em espetáculo que ainda contou com as presenças de Cauby Peixoto e Elizeth Cardoso, agraciados com a faixa de Soberanos do Disco, além dos príncipes Severino Araújo e Poli e da também princesa Inezita Barroso.
Em 1962, obteve sucesso com as gravações de “A mesma rosa amarela”, de Capiba e Carlos Pena Filho e “Bronzes e cristais”, de Alcyr Pires Vermelho e Nazareno de Brito. No mesmo ano, sua interpretação para o samba “Na cadência do samba”, de Ataulfo Alves e Paulo Costa, foi incluída no LP “As 14 Mais – Vol IX” da gravadora Columbia. Em 1963, gravou o LP “Marisa Barroso / Astor”, no qual, com acompanhamento da Orquestra do Maestro Astor Silva, interpretou as músicas “Chorando Você”, de Glauco Pereira, Fernando Pereira e João Fernando, “Ele e Maria”, de Othon Russo e Niquinho, “Banca de Pobre”, de Rildo Hora e Marcos André, “Bondinho do Pão de Açúcar”, de Armando Cavalcanti e Victor Freire, “Abc do Balanço”, de Orlandivo e Roberto Nascimento, “Este Seu Olhar” e “Só Em Teus Braços”, de Tom Jobim, “Bossa Nova Nº 1”, de José Maria de Abreu, “Ódio”, de Aloísio Figueiredo e Nelson Figueiredo, “Lamento Negro”, de Orlandivo e Roberto Jorge, “Garota de Ipanema”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, “Vou Ficar Com Você”, de Sérgio Napp, e “Brincando Gostei”, de Waltel Branco e Orlandivo. Em 1964 fez temporada em Portugal. Gravou pela CBS um LP com o regente e instrumentista Astor.

Discografias
[S/D] CBS LP Marisa Barroso
1963 CBS LP Marisa Barroso e Astor
1962 Copacabana 78 A mesma rosa amarela/Bronzes e cristais
1961 Copacabana LP Cantigas para enganar o tempo
1961 Copacabana 78 Sinceridade/Dizem por aí
1960 Copacabana 78 Canção do amor que não acontece/Que pena
1960 RCA Victor 78 Prenúncio/Dois amigos
Bibliografia Crítica

AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.

CARDOSO, Sylvio Tullio. Dicionário Biográfico da música Popular. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1965.