
Instrumentista. Arranjador. Compositor. Professor de música. Letrista. Poeta.
Entre 1974 e 1980, estudou com os professores Turíbio Santos, Léo Soares, Marcos Farina, Nicanor Teixeira, Dorival Lessa Jr. (violão), John Neschling (harmonia e análise musical), Esther Scliar (análise musical) e Hans Joachim Koellreutter (contraponto, arranjo e história da música). Em 1977, obteve a Licenciatura Plena em Música na Fefierj (atual UNI-Rio).
No ano de 2024 a cantora e compositora Rosa Emilia Dias organizou uma homenagem de amigos e parceiros do poeta Cacaso na Livraria da Travessa, no bairro de Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O evento, “Uma Noite Pra Cacaso”, contou com a participação e depoimentos de Geraldo Carneiro, David Tygel, Chacal, Nélson Ângelo, Heloísa Teixeira, Joyce Moreno, Muri Costa, Euclides Amaral, José Joaquim Salles, Marcelo Costa, Mariano Marovatto, Olívia Byington, Ana de Hollanda e de Rosa Emília, além de Pedro Landim, filho do poeta, e ainda, do próprio Juca Filho. Ainda em 2024, lançou o seu primeiro livro de poemas intitulado “Mecânica Sentimental”, pela Editora Ramalhete, na Livraria Books, no bairro de Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro.
No ano de 2026 foi um dos articuladores do lançamento do LP (vinil), pelo Três Selos Rocinante, com a gravação da trilha sonora da peça “As Gralhas”, que foi encenada em 1978 e 1979, que contava com o grupo A Barca do Sol, tendo como intérprete Milton Nascimento. A peça, dirigida pelo ator Marcos Paulo, com texto do Bráulio Pedroso baseado em três contos de Franz Kafka, com Jorge Fernando e Tomil Gonçalves como atores, e que inauguraria o teatro do Centro Cultural Candido Mendes, em Ipanema, contou com ambientação e cenografia do artista plástico Gianguido Bonfanti, além de produção de Daniel Filho. O disco, somente lançado muitos anos depois, em 2026, se deu graças aos seus esforços como detentor da fita original da trilha, assim como do baixista Alan Pierre (possuidor de uma transcrição digital, de boa qualidade, dos tapes originais) e do compositor Maurício Gouvêa, articulador, junto a Marcio Rocha, dono da Tropicália Discos e diretor artístico do relançamento em LP, que possibilitaram a prensagem em vinil do trabalho pelo Três Selos Rocinante. Dentre os destaques dos temas compostos por Nando Carneiro constam “As gralhas” e “O camponês”, ambas interpretadas por Milton Nascimento, sendo a segunda, dividida em dueto com o cantor e músico Muri Costa, coautor da composição. Também estão presentes no disco as faixas instrumentais “As Gralhinhas” (incidental), com flautas executadas por Davi Ganc, e ainda, a composição “O trem”.
Iniciou sua carreira artística em 1976, como um dos integrantes do Cantares, juntamente com Zé Renato, Marcos Ariel e Antonio SantAnna, atuando com o grupo até 1979.
Fez parte do grupo de choro Éramos Felizes e do Forrobodó, conjunto ligado à música nordestina.
Atuou como músico nas seguintes peças: “Flicts”, de Ziraldo, dirigida por José Roberto Mendes; “O fado e a sina de Mateus e Catirina”, de Benjamim Santos, dirigida por Cecil Thiré; e “Gota dágua”, de Chico Buarque e Paulo Pontes.
Compôs as trilhas sonoras das seguintes peças: “Parabéns pra você”, dirigida por Ariel Coelho; “A mágica aventura africana”, dirigida por João Gomes do Rego; e, em parceria com Alberto Rosenblit, “Os polícias, de Slawomir Mrockzek, dirigida por Luiz de Lima.
Musicou os filmes de curta-metragem “A festa no céu”, de Noílton Nunes, e “Zadig”, de Thaís de Andrade.
Em 1980, iniciou sua carreira solo, gravando “Juca Filho & amigos músicos”, LP independente lançado pela PolyGram em 1982. O disco contou com a participação de Jaques Morelenbaum, Leo Gandelman, Toninho Horta, Zé Nogueira, Marcelo Costa e Boca Livre, entre outros artistas.
Atuou em shows solo, ou ao lado de Claudio Nucci, Zé Renato, Boca Livre e Céu da Boca, em diversos espaços do Rio de Janeiro (Parque Lage, Teatro Cândido Mendes, Teatro Ipanema, Teatro Vannucci, Casa de Cultura Laura Alvim, Espaço Sérgio Porto e Teatro Ziembinski) , Campinas, São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) (Sala Ceschiatti/Palácio das Artes) e Brasília (Sala Funarte).
Destacou-se como compositor com a gravação de “Quem tem a viola” (c/ Claudio Nucci, Zé Renato e Xico Chaves) e “Toada” (c/ Claudio Nucci e Zé Renato), pelo grupo vocal Boca Livre.
É parceiro de Mario Adnet, Flávio Venturini, Mauricio Maestro e Vinícius Cantuária, entre outros.
Teve músicas incluídas em trilhas sonoras da novela “Roque Santeiro” (TV Globo).
Entre seus intérpretes, destacam-se Claudio Nucci, Sivuca, Nana Caymmi, Zizi Possi, Fafá de Belém, Vinícius Cantuária, Clara Sandroni, Maria Creuza, Joyce, Biafra, Mario Adnet, Zé Renato, Titane, Marco André e os grupos Boca Livre, Invoquei o Vocal e Três é Demais, entre outros.
Atuou em campanhas publicitárias, compondo para clientes como o jornal “O Dia” (Prêmio Colunistas Ouro Nacional de 1991), Rede Paes Mendonça (Prêmio Colunistas Prata de 1992), Sul-América e UAP-Losango, entre outros.
Participou do projeto “Alguma luz sob o corpo da multidão”, coordenado por Soraia Jorge e dirigido por Angel Vianna.
É autor do roteiro e da trilha sonora do vídeo “As I dance”, de Soraia Jorge.
Atuou como professor de música nas escolas Centro Educacional Miraflores de Niterói, Maternal & Jardim de Infância Lestonnac (RJ), Centro Educacional da Lagoa e Escola de Música Cenário.
Além de seu trabalho como músico, é autor e roteirista contratado da Rede Globo, tendo sido responsável por textos dos programas “Casseta e Planeta”, “Os Trapalhões” e “Sai de baixo”.
Publicou, com o grupo de redatores formado por César Cardoso, Emanuel Jacobina, Cláudia Souto e Mauro Wilson, os livros “Confusões de aborrecente” (Editora Frente), “Garotos são demais, garotas são de menos/Garotas são demais, garotos são de menos” (Editora Frente), “Como educar seus pais” (Editora Objetiva) e “Zoando na América” (Editora Objetiva).
É coordenador da homepage do Obrigado Esparro.
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
AMARAL, Euclides. A Letra & a Poesia na MPB: Semelhanças & Diferenças. Rio de Janeiro: EAS Editora, 2019.
AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2010. 3ª ed. EAS Editora, 2014.
AMARAL, Euclides. Diário de Bordo: Artigos, Ensaios, Letras, Matérias, Poemas & Resenhas. Rio de Janeiro: EAS Editora, 2026.