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Nome Artístico
Herbert Vianna
Nome verdadeiro
Herbert Lemos de Sousa Vianna
Data de nascimento
4/5/1961
Local de nascimento
João Pessoa, PB
Dados biográficos

Cantor. Compositor. Instrumentista. Produtor.

Estudou Arquitetura na UFRJ.

Filho de militar da Aeronáutica e irmão do escritor e sociólogo Hermano Vianna.

Apesar de ter nascido na Paraíba, passou a maior parte da infância e da adolescência em Brasília, mudando-se para a cidade do Rio de Janeiro no início da década de 1980.

Envolveu-se num grave acidente pilotando o seu ultraleve na região de Mangaratiba, Estado do Rio de Janeirto), em 4 de fevereiro de 2001. O choque do aparelho no mar livrou-o da morte, mas matou sua mulher, a jornalista inglesa Lucy, com quem teve três filhos: Lucas, Hope e Phoebe. Recuperou-se quase completamente em 2002.

Em fase de recuperação, voltou a compor e reaprendendo a andar com aparelhos.

No ano de 2005 a Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria das Culturas, lhe prestou homenagem ao nomear de “Herbert Vianna” a Lona Cultural da Maré. A evento de lançamento contou com show do grupo Paralamas do Sucesso e visita do homenageado ao Ciep Samora Machel, também no Complexo da Maré.

Dados artísticos

Surgiu no cenário musical em 1983 como cantor e guitarrista do grupo Os Paralamas do Sucesso.
Em 1986, produziu o disco “O concreto já rachou”, do grupo brasiliense de rock Plebe Rude. Ainda do mesmo grupo, produziu “Nunca fomos tão brasileiros”, em 1987.
Em 1992, gravou o primeiro disco solo, “Ê batumaré”, numa garagem sem tratamento acústico, em equipamento semi-profissional de apenas oito canais. Este foi um trabalho simples e caseiro, sem maiores pretensões. Cinco anos depois, lançou o segundo disco solo, “Santorini blues”, gravado em condições bem melhores e basicamente acústico.
No ano de 1997, Fernanda Abreu, no disco “Raio X”, interpretou “Um amor, um lugar”, em dueto com o compositor, e incluiu  “Speed Race”, esta última parceria com Fernanda Abreu e Fábio Fonseca.
Em 2000, lançou seu terceiro disco solo, “O som do sim”. O CD contou com a participação dos músicos do grupo Mulheres Que Dizem Sim, de cantoras como Cássia Eller, Zélia Duncan, Nana Caymmi, Sandra de Sá e Érika Martins, do grupo pop-rock baiano Penélope, e do baterista Wilson das Neves. Ainda no mesmo ano, retomou suas atividades de produtor, produzindo e mixando o disco “Enquanto a trégua não vem – ao vivo”, do grupo Plebe Rude.
Em outubro do ano 2001, fez uma pequena apresentação para as crianças do hospital público no qual estava internado.
Em setembro de 2002, ele apresentou um show-case para o programa “Fantástico”, da Rede Globo (juntamente com Bi e João Barone) e fez uma participaçõa especial no show da banda Reggae B (de Bi Ribeiro) no Ballroom, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, convidado por Gilberto Gil, o trio participou do projeto “Concertos MPBR”, no Canecão, o que selou definitivamente a volta do grupo Os Paralamas do Sucesso. Ainda em 2002, o grupo lançou o CD “Longo caminho”. Neste disco foram incluídas várias composições de sua autoria, entre elas: ” O calibre”, “Flores do deserto”, “Soldado da paz”, “Longo caminho”, “Cuide bem do seu amor” e “Flores e espinhos”, esta última, parceria com o argentino Fito Paes. O grupo começou a turnê nacional de divulgação do disco pela cidade de João Pessoa (sua cidade natal).
No ano de 2003, como integrante da banda, fez show de lançamento do CD “Longo caminho” no ATL Hall, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, o grupo voltou a se apresentar para o público argentino. Após quase três anos a banda apresentou-se no Teatro Gran Rex, localizado na avenida Corrientes (o ponto de encontro de várias gerações de músicos, boêmios e artistas, que tem a fama de “A avenida que nunca dorme), em Buenos Aires. Na ocasião, Herbert Vianna recebeu como convidado o amigo Fito Paes, um dos compositores mais famosos da nova geração da música argentina, além de outros artistas importantes: Charly Garcia, Ricardo Moll (da banda Divididos) e a banda Los Pericos.
No ano de 2005, com sua banda Os Paralamas do Sucesso, fez show de inauguração da Lona Cultural Herbert Vianna.
Em 2006 o ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) informou que o compositor foi o que mais arrecadou direitos autorais naquele ano.
No ano de 2012 lançou o CD “Victoria”, pelo Selo Oi Música, no qual interpretou 20 composições de sua autoria, com ou sem parceiros, entre as quais “Só pra te mostrar”, “Quando você não está aqui”, “Mulher sem nome”, “Penso em você”, “Meu erro”, “Derretendo satélites”, “Um amor, um lugar”, “Se eu não te amasse tanto assim” e “Nada por mim”.

Discografias
2012 Selo Oi Música CD Victoria
2002 CD Longo caminho
2000 EMI CD O som do sim
1999 EMI CD Acústico MTV
1998 EMI CD Hey na na
1997 EMI CD Pólvora
1997 CD Santorini blues
1996 EMI CD Nove luas
1995 EMI CD Vamo batê lata
1994 EMI CD Severino
1992 Independente LP Ê Batumaré
1991 EMI CD Os grãos
1990 EMI CD Arquivo
1989 EMI LP Big bang
1988 EMI LP Bora Bora
1987 EMI LP "D". Os Paralamas do Sucesso ao vivo. Montreux
1986 EMI LP Selvagem?
1984 EMI LP O passo do Lui
1983 EMI LP Cinema mudo
Obras
A dama e o vagabundo (c/ Bi Ribeiro)
A novidade (c/ João Barone, Bi Ribeiro e Gilberto Gil)
Alagados (c/ Bi Ribeiro e João Barone)
Cinema mudo
Encruzilhada
Foi o mordomo
Meu erro
O homem (c/ Bi Ribeiro)
O que eu não disse (c/ João Barone e Renato Russo)
Pátrulha noturna
Selvagem (c/ Bi Ribeiro e João Barone)
Será que vai chover?
Shopstake (c/ Bi Ribeiro)
Ska
Speed Racer (c/ Fernanda Abreu e Fábio Fonseca)
Teerã (c/ Bi Ribeiro e João Barone)
Tendo a lua (c/ Tete Tillet)
There's a party
Um amor, um lugar
Vamos viver
Vital e sua moto
Volúpia
Vovó Ondina é gente fina
Óculos
Shows
1995 Festival de Montreux, Suíça.
Concertos MPBR. (c/ Gilberto Gil e Reggae B), Canecão, RJ.
Os Paralamas do Sucesso. Lona Cultural Herbert Vianna, RJ.
Os Paralamas do Sucesso. Teatro Gran Rex. Buenos Aires, Argentina.
Rock In Rio, RJ,
Show Longo Caminho. Canecão, RJ,
Clips
Caleidoscópio,
Depois da queda o coice,
Ela disse adeus,
Lourinha bombril,
Pólvora,
Será que vai chover?
Uma brasileira.
Bibliografia Crítica

ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.

ALBIN, Ricardo Cravo. MPB – A História de Um Século. 2ª ed. Revista e ampliada, Rio de Janeiro: MEC/Funarte/Instituto Cultural Cravo Albin, 2012.

ALBIN, Ricardo Cravo. MPB, a história de um século. Rio de Janeiro: Atrações Produções Ilimitadas/MEC/Funarte, 1997.

ALBIN, Ricardo Cravo. O livro de ouro da MPB. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.

AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2009.

CHAVES, Xico e CYNTRÃO, Sylvia. Da Pauliceia à Centopeia Desvairada – as Vanguardas e a MPB. Rio de Janeiro: Elo Editora, 1999.

DAPIEVE, Arthur. BRock: o rock brasileiro dos anos 80. Rio de Janeiro: Editora 34, 1995.

MARCONDES, Marcos Antônio. Enciclopedia da música brasileira – erudita, folclórica e popular. São Paulo. Arte Editora/Itaú Cultural/Publifolha – 2ª edição, 1998.