
Cantor. Compositor. Ator.
Nasceu no bairro Conforto
Aos 13 anos, fazendo parte do grupo “Circuito dos Operários”, começou a cantar em centros culturais de Volta Redonda. Dois anos depois, em 1965, compôs a primeira música.
Em 1970, mudou-se para o Rio de Janeiro. Por essa época, morou no bairro do Estácio, no Morro de São Carlos.
Foi funcionário da Telerj.
Faleceu em decorrência de uma esclerose (doença degenerativa) em abril de 2020. Neste mesmo ano, por iniciativa de sua irmã Sueli Barbosa e da família, foi lançado o livro póstumo “D/Verso o Reverso: Algumas Rimas – Certos Acordes”, pela PoeArt Editora, no qual foram reunidos cem poemas e seis letras de músicas com partituras da obra do compositor.
Do prefácio, escrito pelo próprio autor anos antes, destacamos o seguinte trecho:
“Prefácio não é fácil. Parece pedir que defina, fale sério, quando definição, falando sério, não é bem o braço-forte “dele”, que é mais procura de si do que clareza e solução. Quando encontra a rima sempre pinta um… Clima. Depois do clima a rima se confirma; “ele”, então, se confina e o que poderia ser poesia deixa de ser para ser outra coisa que não se define. Recluso, exila-se numa gaveta, vai para o fundo dela, depois ressurge propondo ser, ao ser relido, poesia novamente, com alguns remendos, acréscimo de novas tonalidades, anseios reticenciais e cores, só porque não quer ser mais o que tinha certeza que era: o Reverso.”
No ano de 1973, ganhou o prêmio de “Melhor Intérprete” na “1ª Mostra de Música Wakigawa”. Neste mesmo festival, classificou em 4º lugar uma composição de sua autoria. Dois anos depois, participou da “1ª Mostra de Música Estudantil da PUC-Rio”.
Em 1978, apresentou-se no “Festival de Música de Niterói”.
Em 1982, fez temporada no bar Amigo Fritz e participou do “Festival de Muriaé” com a música “Lua de inverno”, de sua autoria. No ano seguinte, apresentou-se na TV Educativa do Rio de Janeiro, no programa “Sinal Aberto”.
Juntamente com Leci Brandão, em 1984, participou do “Projeto Vitrine”, na Sala Funarte Sidney Miller, no Rio de Janeiro. No ano posterior, fez show no Mistura Fina e apresentou-se no programa “Ciranda”, na TVE, interpretando as composições “Nigérrima” e “Retina”, ambas de sua autoria.
No ano de 1992, pelo “Projeto Arte Viva”, fez show no Teatro Gonzaguinha e, no ano seguinte, temporada no Bar Botanic, na Lagoa.
No ano de 1997, lançou seu primeiro CD “Confirmação do tempo”, no qual interpretou 11 composições de sua autoria, entre elas, “Blues stars”, “Velho samba”, “Pele” (c/ Celso Rocha), “Terra grão” (c/ Juca Marques) e “Lobo de rua”, além da faixa-título “Confirmação”. Por essa época, participou do projeto “Terças Demo” do Museu do Telefone, no Rio de Janeiro.
Em 1999, fez temporada no Merci Piano Bar, na Barra da Tijuca. No ano seguinte, participou do “Projeto Novo Canto”, tendo como madrinha artística a cantora Leny Andrade. Neste mesmo ano, em show de encerramento deste projeto, apresentou-se ao lado de Vander Lee, Andréa Dutra, Patrícia Mello e Elisa Queirós, entre outros, em show no Canecão, no Rio de Janeiro.
Em 2003 foi um dos convidados de Sergio Natureza, diretor artístico do projeto “Prêt-à-Porter”, apresentando-se no Teatro Café Pequeno, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro.
No ano de 2005 interpretou “Sutilezas” (Rosa Passos e Sergio Natureza) no disco “Um pouco de mim – Sergio Natureza e amigos”.
(participação)
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
AMARAL, Euclides. A Letra & a Poesia na MPB: Semelhanças & Diferenças. Rio de Janeiro: EAS Editora, 2019.
AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2009.