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© Gérard Giaume
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Nome Artístico
Gilberto Gil
Nome verdadeiro
Gilberto Passos Gil Moreira
Data de nascimento
26/6/1942
Local de nascimento
Salvador, BA
Dados biográficos

Compositor. Cantor. Instrumentista. Até os nove anos de idade viveu com o pai, o médico José Gil Moreira, e a mãe, a professora primária Claudina, na cidade de Ituaçu, no interior da Bahia, para onde foi com vinte dias de nascido. De volta a Salvador, foi morar na casa de sua tia Margarida, e passou a freqüentar a Academia Regina, onde teve aulas de acordeom. Estudou o instrumento por quatro anos, tendo neste período formado o grupo Bando Alegre com colegas do colégio Nossa Senhora da Vitória, onde estudava. Mais tarde, formou também o grupo Os Desafinados. Freqüentou programas da Rádio Excelsior, onde se reuniam acordeonistas nordestinos. Lá conheceu Sivuca e Hermeto Pascoal. Em 1961, foi presenteado por sua mãe com um violão, instrumento que veio a executar com muita personalidade. Teve como influência musical as canções típicas do sertão baiano, como as cantorias dos cegos e violeiros de feiras e os dobrados tocados pelas bandinhas em festas religiosas. Os discos de Francisco Alves, Orlando Silva, Dorival Caymmi e Luiz Gonzaga, transmitidos pelo serviço de alto-falantes, típicos em cidades interioranas, também faziam parte de seu universo sonoro. Mais tarde, passou a ouvir também Garoto, Johnny Alf, Lúcio Alves, além de João Gilberto, divisor de águas na vida musical de muitos dos grandes nomes da MPB: “Quando o João Gilberto apareceu, eu disse: Taí o que eu queria. E entrei na bossa nova com ele.” (Encarte do disco “Gilberto Gil”, da série “História da MPB – grandes compositores” – Abril Cultural). Paralelamente à música, prestou vestibular e ingressou no curso de Administração de Empresas. Formou-se em 1964 pela Universidade Federal da Bahia, ano em que se casou com Belina, com quem teve as filhas Nara Gil e Marília. Seu primeiro emprego foi na Alfândega, em Salvador. Logo após sua formatura, foi morar em São Paulo, onde passou a trabalhar na multinacional Gessy-Lever. Nos fins de semana cantava no Bar Bossinha, complementando seu salário com os 30 cruzeiros ganhos por noite. Foi casado ainda com Nana Caymmi e Sandra Gadelha, com quem teve os filhos Pedro Gil – que chegou a ser baterista da banda do pai, mas morreu prematuramente em acidente de automóvel no Rio de Janeiro em 1990 -, Preta e Maria. Mais tarde, casou-se com Flora, para quem dedicou a música homônima, e que lhe deu os filhos Isabela, Bem e José Gil.

 

Em 2016, foi internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para tratar uma insuficiência renal.

Dados artísticos

Sua estreia em disco foi em 1962, em compacto simples lançado pela JS Discos. No ano seguinte, a mesma gravadora lançou o mini-lp “Gilberto Gil – Sua música, sua interpretação” e mais um compacto simples. No início da sua carreira artística, ainda em Salvador, apresentou-se em programas de rádio e televisão. Foi através desses programas que ganhou a admiração de Caetano Veloso, que mais tarde se tornou seu parceiro e grande amigo. Eles se conheceram em 1963. No ano seguinte, ao lado de Maria Bethânia, Gal Costa, Tom Zé e outros, apresentou o show “Nós, por exemplo”, dirigido por Caetano Veloso. Esse show representou um marco histórico, pois pela primeira vez reuniu o núcleo que futuramente viria a ser conhecido como Doces bárbaros. Ainda em 1964, realizou, com o mesmo grupo, o espetáculo “Nova bossa velha e velha bossa nova” e apresentou o show individual “Inventário”, com direção de Caetano Veloso. Em 1965, ao lado de Maria Bethânia, Gal Costa, Caetano e Tom Zé, participou do espetáculo “Arena Canta Bahia”, dirigido por Augusto Boal, no TBC (antigo Teatro Brasileiro de Comédia) em São Paulo. No ano seguinte, dividiu o palco do Teatro Opinião com Vinícius de Morais e Maria Bethânia, no show “Pois é”. Também nesse ano, quando ainda trabalhava na Gessy-Lever, gravou seu primeiro compacto pela RCA-Victor, contendo suas composições “Procissão” e “Roda”. Em 1967, gravou seu primeiro LP, “Louvação”, pela Philips. Foi neste ano que optou definitivamente pela música, abandonando o emprego. Nessa época, separou-se de sua primeira esposa. Suas composições foram se tornando conhecidas e ganharam interpretações de grandes estrelas da MPB, como Elis Regina, que então comandava o programa “O Fino da Bossa”, transmitido pela TV Record de São Paulo. “Roda” tornou-se um grande sucesso na voz da cantora. Foi convidado a participar diversas vezes desse programa, onde interpretou as composições “Procissão”, “Eu vim da Bahia” e “Viramundo”. As composições “Roda” e “Viramundo” fizeram parte da trilha sonora dos filmes de mesmo nome, com direção de Sérgio Moniz e Geraldo Sarno, respectivamente. Foi com a interpretação de Elis que se classificou em quinto lugar no II Festival de Música Popular Brasileira, promovido pela TV Record em 1966, com a música “Ensaio geral”. Um ano depois, obteve a segunda classificação no mesmo festival, desta vez com “Domingo no parque”, interpretada pelo autor ao lado do grupo “Os Mutantes”, com arranjo de Rogério Duprat. Neste mesmo festival, Caetano Veloso obteve a quarta colocação com “Alegria, alegria”. Os amigos baianos, através de suas composições, davam início ao Tropicalismo, movimento que apresentou uma nova concepção estética, pela qual era possível misturar “o berimbau às guitarras elétricas dos irreverentes Mutantes”. O marco deste movimento foi o LP “Tropicália ou Panis et Circensis”, lançado em 1968 pela Philips, com Gil, Caetano, Gal Costa, Torquato Neto, Capinam, Tom Zé, Rogério Duprat e Nara Leão. A faixa “Geléia geral”, música composta em parceria com o letrista Torquato Neto, teve especial destaque por representar “uma síntese dos cânones do próprio movimento tropicalista, além de ser um modelo de seu contorno poético” (Jairo Severiano em “A Canção no Tempo”, p.125). Ainda em 1968, inscreveu-se no “Festival Internacional da Canção”, com a música “Questão de ordem”, porém não chegou a se classificar. Neste mesmo festival, Caetano foi vaiado ao apresentar “É proibido proibir”, e fez o célebre discurso de repúdio ao júri que chegou a ser lançado em disco. Neste mesmo ano, participou do IV Festival de Música Popular Brasileira com “Divino maravilhoso”, em parceria com Caetano Veloso. Interpretada por Gal Costa, obteve o terceiro lugar no evento. Em seguida, a dupla foi convidada pela TV Tupi de São Paulo para apresentar o programa de televisão “Divino Maravilhoso”, que ficou no ar por pouco tempo. Anteriormente, em 1967, já havia sido contratado pela TV Excelsior de São Paulo para fazer o “Ensaio Geral”, programa também de curta duração. Neste período, o Brasil passava por um dos momentos políticos mais difíceis de toda a sua história. No fim de 1968, foi decretado o AI-5, que, entre outros danos, cerceou a liberdade de expressão. No dia 27 de dezembro de 1968, Gil foi preso junto com Caetano Veloso sob o pretexto de desrespeito ao hino e à bandeira do Brasil. Foram levados para o quartel do exército de Marechal Deodoro, no Rio de Janeiro, permanecendo detidos por dois meses. Em fevereiro de 1969 foram soltos, porém em regime de confinamento, seguindo para Salvador. Nos dias 20 e 21 de julho, junto com Caetano, apresentou o show de despedida, antes de embarcarem com suas esposas, as irmãs Sandra e Dedé Gadelha, para exílio na Inglaterra. A realização do show só foi permitida devido à necessidade de arrecadar fundos para as passagens e a estadia nos primeiros meses de exílio. Fixaram-se em Londres, no bairro Chelsea. O espetáculo de despedida do Brasil transformou-se, três anos mais tarde, no disco “Barra 69”. Antes de seguir para o exílio, compôs “Aquele abraço” que, segundo o historiador Jairo Severiano, é sua composição mais executada. A música foi premiada com o Golfinho de Ouro, conferido pelo Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro, naquele ano. O autor, porém, recusou o prêmio, em artigo publicado pelo jornal “O Pasquim”, em que acusava os jurados do Conselho Superior de MPB, presidido pelo então diretor do MIS, Ricardo Cravo Albin, de conservadores. A partir deste episódio, sua vida sofre transformações: passa a cultivar uma alimentação macrobiótica e adere ao misticismo.

 

De volta do exílio, lançou, em 1972, o LP “Expresso 2222”, pela Philips, no qual exibe sua habilidade violonística na faixa que dá nome ao disco. O LP incluiu, entre outras, a música de Gordurinha “Chiclete com Banana”, que fez bastante sucesso em sua interpretação. Em 1973, apresentou-se ao lado de Gal Costa no Midem, em Cannes, e no Olympia de Paris. No ano seguinte, realizou o show ” Temporada de verão”, apresentado na Bahia ao lado de Caetano Veloso e Gal Costa, lançado em disco pela Philips. Em junho de 1976, reuniu-se com Gal, Caetano e Maria Bethânia no elenco do espetáculo “Doces Bárbaros”, que estreou no Anhembi, em São Paulo, show que gerou o LP homônimo “Doces Bárbaros ao vivo”, lançado pela PolyGram. Junto ao grupo, saiu em turnê até dia sete de julho, quando foi preso em Florianópolis (SC), ao lado do baterista Chiquinho Azevedo, por porte de maconha. Ficou detido por pouco tempo, reintegrando-se em seguida ao grupo. No início de 1977, junto com Caetano, participou do 2º Festival Mundial de Arte e Cultura Negra, em Lagos, Nigéria. Sua primeira participação no famoso “Festival de Montreux”, na Suíça, foi em 1978, ano em que também se apresentou na capital argentina. Em 1979, fechando a trilogia dos “re”, iniciada com “Refazenda” (1975) e “Refavela” (1977), lançou o LP “Realce”, contendo a faixa “Não chore mais”, versão de “No Woman, no cry” (Bob Marley) e “Super-Homem – a canção”, músicas que tiveram grande sucesso e que fizeram do disco um dos mais vendidos de sua carreira. Em 1978, lançou ainda mais um “re”, o “Refestança”, ao lado de Rita Lee. Seu primeiro disco internacional, “Nightingale”, foi produzido por Sérgio Mendes e lançado, em 1979, nos Estados Unidos, onde apresentou-se em diversas cidades. Neste ano, excursionou ainda pela Alemanha e Áustria.

 

Em 1980, realizou show ao lado de Jimmy Cliff, com quem gravou um especial exibido pela TV Globo. Foi o primeiro negro a integrar o Conselho de Cultura da Bahia e recebeu, em 1981, da Câmara Municipal da cidade de São Paulo, um diploma de gratidão e a medalha Anchieta. Seu interesse pela política sempre foi grande, tendo sido eleito vereador em Salvador em 1988, ano em que lançou o livro “O poético e o político”, pela Editora Paz e Terra, escrito em parceria com Antônio Risério. Até os dias de hoje, é ativo militante do Partido Verde e criou a Fundação Onda Azul. Ainda na década de 1980, contratado da WEA, lançou os LPs “Luar” (1981), “Um Banda Um” (1982), “Extra” (1983), “Raça humana” (1984), “Dia Dorim Noite Neon” (1985) e “O Eterno Deus Um Dança” (1989), entre outros. Compôs a trilha dos filmes “Quilombo” (1984), de Carlos Diégues, “Jubiabá” (1986), de Nelson Pereira dos Santos, e “Um trem para as estrelas” (1987), de Carlos Diégues. Em 1985, foi eleito, mais uma vez, para receber o prêmio Golfinho de Ouro do Governo do Estado do Rio de Janeiro e não só aceitou, como foi dirigido em seu espetáculo no Teatro Municipal pelo primeiro presidente do MIS, Ricardo Cravo Albin, em cuja administração o primeiro Golfinho havia sido por ele recusado.

 

Em 1990, foi condecorado pelo Ministro da Cultura da França com o título de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras. Nesse mesmo ano, foi homenageado pelo X Prêmio Shell para Música Brasileira pelo conjunto de sua obra. Nos anos 1990, lançou o disco “Parabolicamará”, através do qual demonstrou estar “antenado” com os acontecimentos e desenvolvimentos tecnológicos mundiais: “De jangada leva uma eternidade/De saveiro leva uma encarnação/De avião o tempo de uma saudade/Pela onda luminosa leva o tempo de um raio/Tempo que levava Rosa pra arrumar o balaio”. O mesmo aconteceria em 1997, com o CD “Quanta”, no qual registrou a faixa “Pela Internet”, uma paródia ao “Pelo telefone”, música de Donga considerada o primeiro samba a ser gravado, onde diz “Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular/Que lá na praça Onze tem um vídeopôquer para se jogar”. Em 1993, lançou, com Caetano Veloso, o disco “Tropicália 2”, em comemoração aos 25 anos do Tropicalismo. No ano seguinte, lançou “Gilberto Gil unplugged”, no qual regravou de forma acústica grandes sucessos como “Refazenda”, “Realce”, “Expresso 2222”, “Aquele abraço” e “Palco”, entre outros, ao lado dos músicos Arthur Maia, Jorge Gomes, Celso Fonseca, Marcos Suzano e Lucas Santana. O disco foi gravado ao vivo e lançado também em vídeo. Nesse ano, foi homenageado pelo VII Prêmio Sharp de Música, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Ainda em 1994, reuniu-se com Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia na quadra da escola de samba Mangueira para o show “Doces Bárbaros na Mangueira”, que comemorou os 18 anos dos Doces Bárbaros. Nesse mesmo ano, a escola os homenageou com o samba-enredo “Atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu”, parafraseando o sucesso “Atrás do trio elétrico”. No dia primeiro de junho, os Doces Bábaros voltaram a se reunir no Royal Albert Hall, em Londres, com a participação da bateria da Mangueira, em espetáculo organizado por Bob Broughton, antigo presidente da Shell Brasil. Em 1997, lançou “Quanta” e, no ano seguinte, a versão ao vivo do show “Quanta gente veio ver”. O espetáculo foi apresentado em diversas cidades do norte ao sul do Brasil, seguindo em turnê pelo exterior, em apresentações em 27 cidades, entre abril e dezembro de 1997, para um público aproximado de 235.240 espectadores. O disco “Quanta” foi premiado com o Grammy na categoria World Music. Em 1999, a Universal Music lançou a caixa “Ensaio geral”, produzida por Marcelo Fróes, com 13 CDs que abrangem o período do artista na gravadora PolyGram, entre 1966 e 1977.

 

Em 2000, realizou seu primeiro trabalho ao lado de Milton Nascimento, o show e o CD “Milton e Gil”, lançado simultaneamente no Brasil, Europa e EUA. Nesse mesmo ano, lançou “Gilberto Gil e as canções de Eu, Tu, Eles”, contendo a trilha composta para o filme homônimo de Andrucha Waddington. A trilha foi baseada na obra de Luiz Gonzaga, forte referência em sua carreira, e contou também com duas canções originais para o filme: “O amor daqui de casa” e “Pegadas do amor”. O CD foi contemplado com o Disco de Ouro, pelas mais de 100.000 cópias vendidas.

 

Em 2001, gravou, na Feira de São Cristóvão, o CD “São João vivo”, lançado pela WEA Music. O disco registrou suas composições “De onde vem o baião”, “Lamento sertanejo (forró do Dominguinhos)” (c/ Dominguinhos), “Refazenda”, “Na casa dela” e “Toda menina baiana”, além de sua adaptação para “Madalena (entra em beco, sai em beco)” (Isidoro) e músicas de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, como “Asa branca”, “Qui nem jiló” e “Respeita Januário”, entre outras.

 

Em 2002, lançou o CD e DVD “Kaya NGan Daya”, gravado no Tuff Gong Sudios, em Kingston (Jamaica), no qual registrou 16 obras de Bob Marley. Nesse mesmo ano, estreou, no Canecão (RJ), a turnê mundial de lançamento do disco. Também em 2002, a WEA lançou a caixa “Palco”, produzida por Marcelo Fróes, com os 30 discos gravados pelo artista na Warner, entre 1975 e 2002, além de material inédito. No dia 25 de dezembro desse mesmo ano, apresentou o show “Kaya NGan Daya” na Rocinha (RJ), abrindo mão de seu cachê, com o propósito de angariar fundos para equipar a primeira Casa de Cultura da comunidade.

 

No dia 1 de janeiro de 2003, foi empossado como Ministro da Cultura do governo de Luís Inácio Lula da Silva. Nesse mesmo ano, lançou o CD “Kaya N’Gan Daya – ao vivo” registro do show realizado em 2002. Foi homenageado pela Academia Latina de Artes e Ciências da Gravação (LARAS) com o prêmio Grammy Latino, na categoria Personalidad do Ano 2003. Neste mesmo ano, apresentou-se na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, em homenagem às vítimas do ataque à sede da instituição em Bagdá, no qual perdeu a vida o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello. A partir de abril, o show, que recebeu o nome de “Eletracústico”, foi apresentado em Barcelona, no Rock in Rio-Lisboa, em São Paulo e em cidades européias.

 

Em 2004, o show “Eletracústico” foi apresentado no Canecão (RJ), com a participação de Sérgio Chiavazolli (guitarra), Marcos Suzano (percussão e instrumentos eletrônicos), Gustavo Di Dalva (percussão) e Cícero Assis (acordeom e teclados). Nesse mesmo ano, foi lançada nova edição, revista e ampliada de “Gilberto Gil: todas as letras” (Companhia das Letras).

 

Em 2005, foi contemplado com o Polar Music Prize, prêmio concedido pelo governo sueco, conhecido como um Nobel informal da música, sendo o primeiro latino-americano a receber a honraria, já conferida a Paul McCartney, Bob Dylan, BB King e Ray Charles. Nesse mesmo ano, recebeu as insígnias de Grande Oficial da Legião de Honra, a mais alta condecoração outorgada pelo governo francês.

 

Participou, em 2007, da gravação ao vivo do projeto “Cidade do Samba” (CD e DVD), de Zeca Pagodinho e Max Pierre, apresentado por Ricardo Cravo Albin, interpretando em dupla com Marjorie Estiano “Chiclete com banana” (Gordurinha e Almira Castilho). Ainda nesse ano, fez turnê internacional com o espetáculo “Banda Larga”, passando por Marrocos, Suíça, Finlândia, Espanha, Itália, Portugal, França e Açores, apresentando o show, na volta ao Brasil, no Circo Voador (RJ).

 

Em 2008, o portal de vídeos YouTube lançou o “Canal de Gilberto Gil”, o primeiro dedicado a um artista da América Latina, contendo shows, entrevistas, cenas de camarim e depoimentos de outros artistas. Nesse mesmo ano, lançou o CD “Banda Larga Cordel”, produzido por Liminha. No repertório, suas canções “Os pais” e “Outros viram”, ambas em parceria com Jorge Mautner, “Despedida de solteira”, “Não grude, não”, “Samba de Los Angeles”, “La Renaissance Africaine”, “Olho mágico”, “Não tenho medo da morte”, “Amor de Carnaval”, “Gueixa no tatame”, “A faca e o queijo”, “Canô”, “Máquina de ritmo”, “O oco do mundo” e a faixa-título, além de “Formosa” (Baden Powell e Vinicius de Moraes).

 

Em 2009, apresentou, no Espaço Tom Jobim (RJ), o “Concerto de cordas”, ao lado de seu filho Bem Gil e do violoncelista Jaques Morelenbaum. Ao lado dos dois músicos, levou “The String Concert” para uma turnê pela Europa (Noruega, Portugal, França, Bélgica, Inglaterra, Alemanha e Itália). Ainda em 2009, lançou o CD/DVD “BandaDois”, gravado no Teatro Bradesco (SP), com direção de Andrucha Waddington, tendo a seu lado os filhos Bem Gil (violão, pandeiro e tamborim) e José Gil (baixo). No repertório, três canções inéditas de sua autoria: “Das duas, uma”, que compôs para o casamento de sua filha Maria; “Quatro coisas”; e “Pronto pra preto”, apresentada no Back2Black Festival. E ainda clássicos de seu repertório, entre os quais “Amor até o fim”, em duo com Maria Rita, lançada na voz de Elis Regina nos anos 1960 e nunca gravada por ele.

 

Em 2010, apresentou-se no Vivo Rio com o show”Banda dois”, ao lado de Bem Gil e com a participação especial de Jaques Morelenbaum. Nesse mesmo ano, lançou o CD “Fé na Festa”, contendo suas canções “Norte da saudade” (c/ Perinho Santana e Moacyr Albuquerque), “São João carioca” (c/ Nando Cordel), “Lá vem ela” (c/ Vanessa da Mata), “O livre-atirador e a pegadora”, “Assim, sim”, “Estrela azul do céu”, “Marmundo”, “Vinte e seis”, “Não tenho medo da vida” e a faixa-título, além de “Maria minha” (Targino Gondim e Eliezer Selton)”, “Aprendi com o rei” (João da Silva) e “Dança da moda” (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira). O disco teve show de lançamento ao ar livre na Quinta da Boa Vista (RJ), pelo projeto “São João Carioca”, uma parceria da Globo Rio com a GG Produções, de Flora Gil, e da Espiral, de Letícia Monte. Ainda em 2010, o selo Discobertas lançou o CD duplo “Gilberto Gil – Retirante”, reunindo gravações raras do cantor e compositor. No primeiro CD, “Primeiras gravações”, constam 13 canções retiradas de compactos editados entre 1962 e 1966 – “Povo petroleiro”, “Coça Coça Lacerdinha”, “Serenata do teleco-teco”, “Maria Tristeza”, “Vontade de amar”, “Meu luar, Minhas canções”, “Decisão – Amor de Carnaval”, “Vem, Colombina”, “Procissão”, “Roda”, “Iemanjá”, “Ensaio Geral – versão compacto” e “Minha Senhora” -, e ainda um registro amador feito em 1972 pela equipe da revista “Bondinho” da música “Felicidade vem depois”, composição de 1962. O segundo CD, “Demo para Arlequim”, reproduz uma fita demo gravada no início de 1966 na editora musical Arlequim, em São Paulo, com as faixas “Me diga, moço”, “Rancho da Rosa Encarnada”, “Vento de Maio”, “Ensaio Geral”, “Rancho da Boa Vinda”, “Serenata de teleco-teco”, “Meu choro pra você”, “Beira-mar”, “Zabelê”, “Minha Senhora”, “Ninguém dá o que não tem”, “Decisão – Amor de Carnaval”, “Antigamente”, “Maria – Me perdoe, Maria”, “Iemanjá”, “A última coisa bonita, “Retirante” e “Cantiga”, todas no formato voz e violão. Nesse mesmo ano, fez palestra no POP (Pólo de Pensamento Contemporâneo), no Rio de Janeiro, tendo como condutor o jornalista Hugo Sukman. O CD “Fé na festa” foi apontado como um dos 10 Melhores Discos de 2010 do jornal ”O Globo” na edição de 28 de dezembro de 2010.

 

Em 2011, participou, como convidado da Orquestra Imperial, do “Tributo a Jorge Mautner”, realizado no Circo Voador (RJ). Nesse mesmo ano, numa parceria do Instituto Cultural Cravo Albin com o selo Discobertas, foi lançado o box “100 Anos de Música Popular Brasileira”, contendo quatro CDs duplos, com áudio restaurado por Marcelo Fróes da coleção  de oito LPs da série homônima produzida por Ricardo Cravo Albin, em 1975, com gravações raras dos programas radiofônicos “MPB 100 ao vivo” realizadas no auditório da Rádio MEC, em 1974 e 1975. O compositor participou do volume 6 da caixa, com suas canções “Roda” (c/ João Augusto), na voz de Rosana Toledo, “Procissão” (c/ Edy Star), na voz de Pery Ribeiro, e “Preciso aprender a só ser”, na voz de Rosana Toledo.

 

Em 2012, gravou depoimento à posteridade no Museu da Imagem e do Som, no Rio. Participaram da entrevista Rosa Maria de Araújo, presidente do MIS, Jorge Mautner, Carlos Rennó, Hermano Vianna e Marcelo Fróes. Nesse mesmo ano, apresentou-se à frente da Orquestra Petrobras Sinfônica, regida pelos maestros Jaques Morelenbaum e por Carlos Prazeres, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, como parte das celebrações do seu 70º aniversário. O espetáculo foi registrado para lançamento em DVD. Nesse mesmo ano, lançou, em parceria com Elba Ramalho, o CD gravado ao vivo “São João carioca”, com as faixas “Olha pro céu” (Luiz Gonzaga e José Fernandes), “Procurando tu” (Antonio Barros e J. Luna), “Esperando na janela” (Targino Gondim, Manuca Almeida e Raimundinho do Acordeom), “Cajuína” (Caetano Veloso) e “Eu só quero um xodó” (Dominguinhos e Anastácia), entre outras. Ainda em 2012, foi lançado o CD “Especial Ivete, Gil e Caetano”, registro do programa homônimo realizado pela Rede Globo no ano anterior. O disco foi contemplado com o Grammy Latino, na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira na 13ª edição do prêmio.

 

Ainda em 2012, lançou o CD “Concerto de Cordas e Máquinas de Ritmo”, contendo suas canções “Panis Et Circenses” (c/ Caetano Veloso), “La Renaissance Africaine”, “Oriente”, “Andar com fé”, “Domingo no Parque”, “Máquina de Ritmo”, “Eu vim da Bahia”, “Estrela”, “Quanta”, “Futurível”, “Eu descobri” e “Não tenho medo da morte”, além de “Outra vez” (Tom Jobim), “Juazeiro” (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) e “Tres Palabras” (Osvaldo Farrés).

 

Em 2013, foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira em duas categorias: Melhor Cantor/MPB e Melhor Álbum/MPB, pelo CD “Concerto de cordas & Máquinas de ritmo”, produzido por Jaques Morelenbaum. Foi indicado também na categoria Finalistas – Especiais, pelo DVD “Concerto de cordas & Máquinas de ritmo”, dirigido por Andrucha Waddington. Nesse mesmo ano, foi lançado o livro “Cultura pela palavra – Coletânea de artigos, entrevistas e discursos dos ministros da Cultura 2003-2010” (Editora Versal). Organizado por Armando Almeida, Maria Beatriz Albernaz e Maurício Siqueira, o livro contem artigos assinados e discursos proferidos, além de entrevistas concedidas a jornais brasileiros e estrangeiros pelo compositor, quando Ministro da Cultura, e por seu sucessor, Juca Ferreira. Ainda em 2013, foi lançado o livro “Gilberto Gil bem perto”, de autoria da jornalista Regina Zappa, com noite de autógrafos na Livraria da Travessa (RJ) com a presença do biografado. Nesse mesmo ano, recebeu indicação à 14ª edição do Grammy Latino, nas categorias Melhor Álbum MPB, pelo CD “Concerto de Cordas & Máquinas de Ritmo”, e Melhor Canção Brasileira, pela música “Eu descobri”. Também em 2013, recebeu indicação à 14ª edição do Grammy Latino, nas categorias Melhor Álbum MPB, pelo CD “Concerto de Cordas & Máquinas de Ritmo”, e Melhor Canção Brasileira, pela música “Eu descobri”.

 

Em 2014, foi lançado o disco “Gilberto Gil & Gal Costa – Live in London”, inédito registro de um show de novembro de 1971. Encontrada por acaso, a gravação gerou um cd duplo com 18 faixas, dentre as quais as nove primeiras trouxeram Gal ao violão e Gil nos vocais. As outras são interpretações de Gil com a banda formada pelo baixista Bruce Henry, pelo percurssionista Chiquinho Azevedo e pelo baterista Tutty Moreno.

O show aconteceu no Centro Estudantil da City University, na Inglaterra, durante o exílio de Gil e Caetano.

Também no mesmo ano participou do disco “Caymmi centenário”, em homenagem a Dorival Caymmi e dirigido por Dori Caymmi e Mário Adnet. Ao lado de Nana e Danilo Caymmi,  Chico Buarque e Caetano Veloso, regravou três músicas do compositor: “Samba da minha terra”, “Rosa morena” e “O que é que a baiana tem”, na qual dividiu os vocais com Caetano e Chico.

No mesmo ano, saiu o disco-homenagem “Gilbertos samba”, uma compilação de 10 faixas do repertório de João Gilberto acrescidas de duas inéditas, uma delas em homenagem a ele. Algumas músicas (dentre elas algumas composições suas) que se tornaram clássicos na voz de João Gilberto, tais como “Doralice”, “Desafinado”, “Eu vim da Bahia” e “Pato”, foram regravadas e ganharam novos arranjos.

Lançado pela Sony e com produção de Moreno Veloso, o CD marcou um mergulho de Gilberto Gil na bossa nova e na carreira de João Gilberto.

Já no fim de 2014, o CD virou o show “Gilbertos Samba – ao vivo”. Às músicas do disco somaram-se títulos como “Rosa morena”, “Ladeira da preguiça”, “Mancada”, “Rio, eu te amo” e “Máquina de ritmo”. Domenico Lancellotti, Bem Gil e Mestrinho, músicos da banda, tiveram passe livre para sugerir títulos para o repertório.

Dirigido por Andrucha Waddington, o show virou um CD duplo com 21 faixas, 11 a mais que o CD original, e um DVD homônimos.

Em 2015, ao lado de Caetano Veloso, estreou a turnê “Dois amigos, um século de música”. Com apresentações em diversas cidades do mundo, os shows marcaram a comemoração aos 50 anos de carreira dos músicos e à amizade entre eles. Amsterdã foi o palco da primeira apresentação, no Concertgebouw. Mas o show em Israel foi o mais polêmico, uma vez que virou motivo de debate entre os que sugeriam que Tel Aviv deveria ser excluída da turnê por causa do conflito Palestina-Israel.

No repertório, cerca de 26 canções que variavam de apresentação para apresentação, com exceção de dois pedidos trocados entre eles: “Marginália 2”, composta por ele em parceria com Torquato Neto e incluída no setlist por conta de um pedido especial de Caetano, e “Desde que o samba é samba”, de Caetano, solicitada pelo amigo: “Fiz questão de que ele incluísse “Desde que o samba é samba”, música dele que eu adoro. Mas não sou chegado a revelar o repertório antes do show, tira um grande elemento, que é a surpresa.”

A série de apresentações marcou o reencontro musical dos dois, que não tocavam juntos desde 1994, quando dividiram os palcos na turnê “Tropicália Duo”. Sobre os 21 anos que as separam, afirmou: “As mudanças foram sutis e naturais devido ao nosso amadurecimento, mas nossa afinidade segue intacta como sempre. Vejo Caetano mais leve e jovial do que nunca em seus últimos trabalhos”.

No mesmo ano, concorreu ao 26º Prêmio da Música Brasileira, na Categoria Especial, com o DVD “Gilberto Sambas – Ao vivo”, dirigido por Andrucha Waddington, e saiu vitorioso.

 

 

Continuando a série de apresentações de sua turnê ao lado de Caetano Veloso, fez show no Metropolitan, no RJ. Ainda no Rio, apresentou-se no Circo Voador, na Lapa, em mais um show lotado da turnê com Caetano Veloso.

 

Um dos shows da turnê foi gravado e deu origem ao disco “Dois amigos, um século de música” e a um DVD homônimo, lançados pela Som Livre. Das 29 faixas, clássicos como “Eu vim da Bahia”, “Expresso 2222”, “Tropicália”, “Back in Bahia”, “Se eu quiser falar com Deus”, “Desde que o samba é samba”, “Nossa gente”.

No fim do ano, o disco foi citado em duas listas de melhores do ano, a do jornal O Globo e a do jornalista Mauro Ferreira, do jornal O Dia.

 

Em janeiro de 2016, foi indicado ao 58º Grammy Awards, na categoria Melhor álbum de World Music, ao lado de Anoushka Shankar, Zomba Prision Project, Ladysmith Black Mambazo e Angelique Kidjo, grande vencedora da noite.

 

Em sua homenagem, estreou “Gilberto Gil, aquele abraço – o musical”, no teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro. Dirigido por Gustavo Gasparani, o espetáculo foi dividido em 11 eixos temáticos: a origem musical de Gil, a Tropicália, a negritude, o amor, a religiosidade, a tecnologia e o futurismo, entre outros. Diferentemente de outros musicais, este caracterizou-se pelo olhar mais reflexivo sobre a sua obra. Nas palavras do diretor: “Foi nesse exercício de ler as letras, sem música, que notei a força do Gil poeta, o quanto ele é profundo no modo de abordar temas diversos. Hoje, para mim, Gil é um poeta e um filósofo que se manifesta através da música”. A escolha do repertório coube aos atores: “A primeira coisa que pedi a eles foi para escolherem uma música e contar a influência dela na vida deles. Poderia ser um mero exercício, mas, como todos têm uma forte relação com Gil, as histórias que surgiram tinham força. No fim das contas, a gente fala de Gil, da vida desses atores e do Brasil”.

Foi novamente indicado ao Prêmio da Música Brasileira nas categorias cantor e álbum, ambas as indicações pelo disco “Dois amigos, um século de música”. O disco venceu como melhor álbum.

 

Participou da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, no Maracanã. Ao lado de Caetano Veloso e Anitta, cantou “Morena de Angola”, de Chico Buarque.

 

Ainda no mesmo ano, apareceu no livro “101 canções que tocaram o Brasil”, por causa de sua composição “Domingo no parque”.

 

Foi convidado para se unir a Nando Reis e Gal Costa em um show em homenagem ao centenário de Ulisses Guimarães, realizado em Brasília.

Idealizado pelo jornalista Jorge Bastos Moreno, o show contou com produção de Flora Gil e direção de Rafael Dragaud.

Foi o primeiro dos três a se apresentar, abrindo o show com a música “Back in Bahia”, seguida de “Viramundo” e “Não tenho medo da morte”. Depois, já na companhia de Nando, cantou “A novidade”, “Por onde andei” e “All star”. Além de “Do seu lado”, que contou ainda com a voz de Gal Costa completando o trio.

 

No ano seguinte, em 2017, seu último disco  foi indicado ao “Grammy” na categoria “World Music”. No mesmo ano, foi convidado para se apresentar como solista em show da Orquestra Sinfônica da Bahia, no Festival Johann Sebastian Rio, executando os clássicos “Domingo no parque”, “Panis et circenses”, “Estrela” e “Andar com fé”. Ainda em 2017, apresentou o show “Trinca de Ases”, em parceria com Gal Costa e Nando Reis, no Citibank Hall, em São Paulo, e no KM de Vantagens Hall, no Rio de Janeiro. O espetáculo contou com alguns sucessos do repertório dos três artistas e a música inédita de Gilberto Gil, “Trinca de Ases”, que deu nome ao trabalho. O trio foi acompanhado pelos músicos Magno Brito (baixo) e Kainan do Jêjê (percussão).

 

Um grande painel homenageando o cantor e compositor e outras personalidades do país foi inaugurado em dezembro de 2017 na Praça da Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. A obra foi produzida por grafiteiros a partir de um projeto do Metrô Rio. Batizada de “Aquele Abraço”, a obra faz referência à canção de mesmo nome, que foi composta pelo músico em 1969, premiado com o Golfinho de Ouro daquele ano pelo Conselho Superior da MPB do Museu da Imagem e do Som.

Em 2018, foi enredo da escola de samba Vai-Vai de São Paulo, que exaltou sua história no sambódromo do Anhembi. Ao lado da mulher, Flora Gil, e dos filhos, desfilou com o apito do Filhos de Gandhi, tradicional bloco de Salvador onde o músico sai há mais de 30 anos. Ainda neste ano, seu filho Bem Gil, organizou a gravação do DVD em tributo aos 40 anos do disco “Refavela” de seu pai. O espetáculo que estreou em 2017, teve entrada livre em 2018 para gravação do DVD nos arcos da Lapa, bairro da cidade do Rio de Janeiro. Também neste ano, apresentou-se com trio elétrico, junto da Banda da Esquina e a Bateria da Escola de Samba Vai-Vai em comemoração aos 464 anos da cidade de São Paulo. Lançou álbum “OK OK OK” com composições inéditas. Ainda em 2018 o show que seria realizado durante a Copa do Mundo de Futebol na Rússia foi cancelado por motivos de falta de pagamento do aluguel do espaço cedido pelos russos. A casa foi alugada pela VividBrand, braço da agenda de publicidade Publicis, que atende aos patrocinadores da Seleção e da CBF. De acordo com a assessoria de imprensa de Gil, ele cumpriu sua parte, chegando com um dia de antecedência à Rússia. Estreou como apresentador na TV no Canal Brasil. O programa de título, “Amigos, sons e palavras”, com 25 minutos de duração, e cenário minimalista, apenas por uma lona de caminhão, luz baixa, duas cadeiras, a de Gil e seu convidado, um violão e dois microfones. Cada episódio começava ao som de uma música do apresentador, que servia como uma introdução para a entrevista posterior. O primeiro convidado foi Caetano Veloso, na seqüência Fernanda Torres, Drauzio Varella, Maria Ribeiro, Renata Lo Prete, Roberto Kalil Filho, Alex Atala, Juca Kfouri, Fernando Grostein, Fernando Henrique Cardoso e Lázaro Ramos. A direção do programa foi assinada por Letícia Muhana e Patrícia Guimarães, a direção de produção por Flora Gil e a direção musical por Bem Gil.

Em 2019 suas composições integraram o CD “Giro”, lançado pela cantora Roberta Sá. A idéia surgiu a partir de um pedido da cantora para que ele e Jorge Ben Jor compusessem uma canção para ela. A música “Ela diz que me ama” (c Jorge Ben Jor), foi lançada no mesmo ano. Ainda integraram o CD de Roberta Sá as inéditas “Autorretratinho”, “Giro”, “Xote da modernidade” (c Bem Gil Roberta Sá), “Nem” (c Alberto Continentino e Bem Gil), “A vida de um casal”, “O lenço e o lençol”, “Fogo de palha” (c Roberta Sá), “Outra coisa” (c Roberta Sá e Yuri Queiroga), “Cantando as horas” (c Roberta Sá). Ainda no ano de 2019 participou do festival MECAInhotim, que na ocasião quase teve a edição cancelada devido ao desastre ambiental ocorrido na cidade de Brumadinho, local do festival. Foi acompanhado pelos filhos Bem Gil (guitarra e direção), Nara Gil (voz) e José Gil (bateria). Se apresentou com a turnê do CD “OK OK OK”, no Rio de Janeiro, acompanhado por Bem Gil, Domenico Lancelloti, José Gil, Bruno Di Lullo, Danilo Andrade, Thiagô Queiroz, Diogo Gomes e Nara Gil. No repertório, além das canções de trabalho do CD “OK OK OK”, tocou sucessos como “Se eu quiser falar com Deus”, “Extra”, “Maracatu Atômico” (Jorge MautnerNelson Jacobina) e “Pro dia Nascer feliz” (Barão Vermelho).  Foi protagonista do espetáculo “Gil” do Grupo Corpo, que estreou no Theatro Municipal no Rio de Janeiro em 2019. Na ocasião a trilha sonora teria sido composta especialmente por ele, com direção artística assinada pelos irmãos Rodrigo e Paulo Pederneiras. No repertório sucessos como “Aquele abraço”, “Sítio do pica-pau amarelo” e “Toda menina baiana” em meio a referências de festa e religião, bem como a influência da música do maestro e arranjador Moacir Santos e ao gênero afrofuturismo, misturados ao som do violão e do balafon. O figurino foi desenvolvido por Freuza Zechmeister e inspirado no trabalho da artista plástica Joana Lira.

Ainda no ano de 2019 a HBO estreou o documentário “Refavela 40”, criado a partir de sua experiência no “Festival Mundial da Arte e da Cultura Negra”, realizado na Nigéria no mesmo ano. “Refavela 40” apresentou depoimentos inéditos e imagens de arquivo, contando com as presenças do baixista Rubão Sabino, do baterista Robertinho Silva e do percussionasita Djalma Corrêa, que na ocasião acompanharam o cantor na turnê africana. O documentário foi produzido por Roberto Rios, Eduardo Zaca, Patrícia Carvalho e Rafaella Giannini, da HBO Latin America Originals, e Gustavo Baldoni, Renata Brandão e Mini Kerti da produtora Conspiração, em parceria com a GeGe Filmes e com recursos da Condecine. O longa tem concepção de Bem Gil, Flora Gil, Andrea Franco e será distribuído com exclusividade pela HBO Latin America, contendo depoimentos do cantor Dom Filó, do antropólogo Hermano Vianna, do compositor Paulinho Camafeu e do Vovô do Ilê, além de trazer Bem Gil em conversa com o pai e Roberto Santana, produtor do disco “Refavela”, sobre músicas da obra, como “Ilê Ayê” e “Sítio do Pica-Pau Amarelo”. Acústica de Salvador, realizado em 2017, que integrou turnê comemorativa do LP.

Discografias
2018 Biscoito Fino CD OK OK OK
2014 Biscoito Fino CD Caymmi centenário
2014 Discobertas CD “Gilberto Gil & Gal Costa – Live in London”.
2014 Sony DVD “Gilbertos Samba – ao vivo”.
2014 Sony CD “Gilbertos samba – ao vivo”.
2014 Sony CD “Gilbertos samba”.
2012 Concerto de Cordas e Máquinas de Ritmo (Gilberto Gil) – Biscoito Fino - CD
2012 Especial Ivete, Gil e Caetano (Ivete Sangalo, Gilberto Gil e Caetano Veloso) – Universal - CD
2012 São João carioca (Gilberto Gil e Elba Ramalho) - CD
2010 Geléia Geral/Universal CD Fé na Festa (Gilberto Gil)
2010 Gilberto Gil – Retirante (Gilberto Gil) – Discobertas – CD duplo
2009 Warner Music DVD BandaDois (Gilberto Gil)
2008 Geléia Geral/Warner CD Banda Larga Cordel (Gilberto Gil)
2006 Biscoito Fino CD Gil luminoso
2003 WEA Music CD Kaya N’Gan Daya-ao vivo
2002 WEA Music Kaya N'Gan Daya
2002 WEA Palco
2001 WEA Music CD São João vivo
2000 WEA CD Gilberto Gil e as canções de Eu,Tu, Eles
2000 WEA CD Milton e Gil
1999 Universal CD Cidade do Salvador

(Caixa Ensaio Geral)

1999 Universal CD Copacabana Mon Amour

(Caixa Ensaio Geral)

1999 Universal Ensaio Geral
1999 Universal CD Gilberto Gil - Satisfação

(Caixa Ensaio Geral)

1999 Universal CD O Viramundo

(Caixa Ensaio Geral)

1998 Pau Brasil CD O sol de Oslo
1998 WEA CD Quanta gente veio ver
1997 WEA CD Quanta
1996 Comunidária
1994 Warner/WEA CD Gilberto Gil Unplugged

"Na capa interna, letras das músicas."

1993 PolyGram CD Tropicália 2
1992 WEA Parabolicamará
1991 CTI Records CD Afoxé

(Ernie Watts with Gilberto Gil)

1989 WEA LP Luar
1989 WEA O eterno Deus Mu dança

A capa interna contém as letras das músicas e as fichas técnicas.

1987 WEA Ao Vivo em Tóquio
1987 Geléia Geral LP Gilberto Gil 'Em Concerto'
1987 WEA Soy Loco por Ti, América
1987 Som Livre LP Um Trem Para As Estrelas

(trilha sonora)

1985 WEA Dia dorim noite neon

Encarte com ficha técnica e letras das músicas.

1984 WEA Compacto simples Quilombo

(trilha sonora)

1984 WEA LP Quilombo

(trilha sonora)

1984 WEA/EMI - Odeon LP Raça humana
1983 Records LP Extra

Encarte com as letras das músicas e ficha técnica.

1983 Abril Cultural/Coleção 'História da MPB' LP Gilberto Gil

"Este disco faz parte da Coleção 'História da Música Popular Brasileira'.Textos de Maurício Kubrusly, Luiz Carlos Maciel, fotos e as letras das músicas. Coleção IBEU."

1982 WEA Compacto simples Andar com Fé/Esotérico
1982 EMI-Odeon Um banda um

"Encarte com as letras das músicas, ficha técnica e foto de Gilberto Gil."

1981 WEA LP Brasil

João Gilberto, Caetano Veloso e Gilberto Gil

1981 Warner/WEA Luar

Capa e contra-capa de Gilberto Gil. Exemplar promocional. Encarte com as letras das músicas e ficha técnica.

1981 WEA LP O melhor de Gilberto Gil em Montreux

Disco da coletânea 'O melhor de...'

1981 WEA Compacto simples Sonho Molhado/Cara a Cara
1980 WEA Compacto simples Se Eu Quiser Falar com Deus/Cores Vivas
1979 WEA/Elektra Compacto simples Gilberto Gil
1979 WEA LP Nightingale
1979 WEA Compacto simples Não Chore Mais/Macapá
1979 Wea/Elektra Realce

"Na capa interna, letras das músicas."

1979 WEA Compacto simples Realce/Sarará Miolo
1979 WEA Compacto Duplo Superhomem-A Canção/Marina/Realce/Toda Menina Baiana
1978 Philips LP Antologia do samba -choro

"Na contra-capa, texto de Jiló."

1978 Elektra/WEA Gilberto Gil ao vivo em Montreux
1977 Fontana LP A música de Gilberto Gil

"Na contra-capa, texto de Caetano Veloso."

1977 Philips Compacto simples Gilberto Gil
1977 Abril Cultural/Coleção 'Nova História da MPB' 33/10 pol. Gilberto Gil

"Este disco faz parte da coleção 'Nova História da Música Popular Brasileira'.Texto de Capinam, biografia do intérprete, ilustração de Elifas Andreato e letras das músicas."

1977 Philips Refavela

"Exemplar promocional. Capa dupla, com as letras das músicas e ficha técnica na parte interna da capa."

1977 Som Livre Refestança

Encarte com ficha técnica e textos de Gilberto Gil e Rita Lee. Exemplar promocional

1977 Philips Compacto simples Sítio do Pica-Pau-Amarelo/A Gaivota
1976 Philips Doces Bárbaros
1976 Philips Compacto simples Gilberto Gil
1975 Fontana LP A arte de Gilberto Gil

A parte interna da capa contém as letras das músicas.

1975 Philips Gil e Jorge
1975 Philips Refazenda

Exemplar promocional. Encarte com as letras das músicas.

1974 Philips Compacto simples Gilberto Gil (Gilberto Gil)
1974 Philips Gilberto Gil ao vivo (Gilberto Gil)
1974 Philips Compacto simples Maracatu Atômico/Preciso Aprender a Só Ser
1974 Philips Temporada de verão - ao vivo na Bahia (Caetano Veloso, Gal Costa & Gilberto Gil)
1974 Philips Compacto simples Vamos Passear no Astral/Está na Cara, Está na Cura (Gilberto Gil)
1973 Philips LP Gilberto Gil (Gilberto Gil)

Este disco faz parte da Coleção 'Música Nova do Brasil'.

1973 Philips Compacto simples Meio-de-Campo/Xodó (Eu Só Quero um Xodó) (Gilberto Gil)
1972 Phonogram/Pirata Barra 69 - Caetano e Gil ao vivo na Bahia (Gilberto Gil e Caetano Veloso)

"Na contra-capa, texto de Ghilherme Araújo. Na capa e na capa interna, fotos do Caetano e do Glberto Gil."

1972 Philips Compacto simples Cada Macaco no Seu Galho (Chô Chuá)/Chiclete com Banana (Gilberto Gil)
1972 Phonogram/Philips Expresso 2222 (Gilberto Gil)
1972 Compacto Duplo O Sonho Acabou/Oriente/Felicidade Vem Depois/Expresso 2222 (Gilberto Gil)

(Edição especial da revista Bondinho)

1971 Abril Cultural/Coleção 'História da MPB' 33/10 pol. Gilberto Gil (Gilberto Gil)

"Este disco faz parte da Coleção 'História da Música Popular Brasileira' e é acompanhado de um fascículo contendo uma pequena biografia, fotos do cantor e desenhos de Elifas Andreato. contém também as letras das músicas"

1971 Philips Gilberto Gil (Gilberto Gil)

"Na contra-capa, letras das músicas em inglês."

1969 Philips Compacto simples Aquele Abraço/Omã Iaô (Gilberto Gil)
1969 Philips LP Gilberto Gil (Gilberto Gil)

(Coleção René Itaguenauer e Alcides da Costa Guimarães)

1969 Philips Gilberto Gil (Gilberto Gil)

Encarte com as letras das músicas.

1968 Philips Gilberto Gil (Gilberto Gil)
1968 Philips Compacto simples Pega a Voga, Cabeludo/Barca Grande (Gilberto Gil)
1968 Philips Compacto simples Questão de Ordem/A Batalha das Latas ou a Falência do Café (Gilberto Gil)
1968 Philips Tropicália ou Panis et Circensis (Vários artistas) - participação
1967 Philips Louvação (Gilberto Gil)

"Na contra-capa, textos de Torquato Neto, Chico Buarque de Hollanda, José Carlos Capinan e Caetano Veloso."

1966 Philips Compacto simples Ensaio Geral/Minha Senhora (Gilberto Gil)
1965 RCA Victor Compacto simples Gilberto Gil (Gilberto Gil)
1965 RCA Victor Compacto simples Procissão/Roda (Gilberto Gil)
1963 JS Discos Compacto simples Decisão/Vem, Colombina (Gilberto Gil)
1963 JS Discos Compacto Duplo Gilberto Gil-Sua Música, Sua Interpretação (Gilberto Gil)
1962 JS Discos Compacto simples Povo Petroleiro/Coça, Coça, Lacerdinha (Gilberto Gil)
Obras
A abóbada da vida
A bruxa de mentira (c/ João Donato)
A ciência em si (c/ Arnaldo Antunes)
A coisa mais linda que existe (c/ Torquato Neto)
A faca e o queijo
A força secreta daquela alegria (c/ Jorge Mautner)
A gaivota
A linha e o linho
A luta contra a lata (A falência do café)
A morte
A mão da limpeza
A notícia
A novidade (c/ Bi Ribeiro, Herbert Viana e João Barone)
A paz (c/ João Donato)
A raça humana
A rua (c/ Torquato Neto)
A vida de um casal
Aboio (c/ Capinam)
Abra o olho
Abri a porta (c/ Dominguinhos)
Abrir a porta pra você
Afoxé é
Africaner brother bound (c/ Henrique Hermeto e Jean Pierre)
Alfômega
Amarra o teu arado a uma estrela
Amiga dos ventos
Amo tanto viver
Amor até o fim
Amor de carnaval (Decisão)
Andar com fé
Antigamente
Aquele abraço
Aqui e agora
Aroma
As ayabás (c/ Caetano Veloso)
As coisas (c/ Arnaldo Antunes)
Assim, sim
Atrás do trio
Autorretratinho
Axé, babá
Babylon (c/ Jorge Mautner)
Babá alapalá
Back in Bahia
Bacurizim
Bahia de todas as contas
Baião atemporal
Balada do lado sem luz
Balafon
Bananeira (c/ João Donato)
Banda Larga Cordel
Banda um
Barato total
Barca grande
Baticum (c/ Chico Buarque)
Batmacumba (c/ Caetano Veloso)
Beira-mar (c/ Caetano Veloso)
Belo dia
Bem devagar
Bom-dia (c/ Nana Caymmi)
Brazil very happy band
Brincar pra valer
Buda nagô
Cada tempo em seu lugar
Cantando as horas c\ Roberta Sá
Canção da moça (c/ Capinam)
Canô
Casinha feliz
Certeza (c/ Perinho Santana)
Chega de Mágoa (c/ Caetano Veloso, Chico Buarque, Erasmo Carlos, Fagner, Fausto Nilo, Fernando Brant, Milton Nascimento e Roberto Carlos)
Chiquinho Azevedo
Chororô
Chuck Berry Fields Forever
Chuva miúda
Cinema novo (c/ Caetano Veloso)
Clichê do clichê (c/ Vinícius Cantuária)
Com medo, com Pedro
Comunidá (c/ Celso Fonseca)
Comunidária
Copo vazio
Coragem pra suportar
Corações a mil
Cores vivas
Corisco (c/ Djavan)
Crazy pop rock (c/ Jorge Mautner)
Cultura e civilização
Cálice (c/ Chico Buarque)
Cérebro eletrônico
Dada (c/ Caetano Veloso)
Dandara, a flor do gravatá (c/ Waly Salomão)
Dança de Shiva
De Bob Dylan a Bob Marley - Um samba-provocação
De leve (versão de Get back, de John Lennon e Paul McCartney)
De onde vem o baião
De ouro e marfim
Deixar você
Deixei recado (c/ João Donato)
Despedida de solteira
Divino maravilhoso (c/ Caetano Veloso)
Do Japão
Doce de Carnaval (Candy all)
Doente, morena (c/ Duda Machado)
Doida por uma folia
Domingo no parque
Domingou (c/ Torquato Neto)
Dono do pedaço (c/ Antônio Cícero e Waly Salomão)
Dos pés à cabeça
Drão
Duplo sentido
Edite Cooper
Ela
Ela diz que me ama c\ Jorge Ben Jor
Ele e eu
Ele falava nisso todo dia
Eles (c/ Caetano Veloso)
Elá poeira (c/ Beto Saroldi, Celso Fonseca, Gerson Santos, Jorjão Barreto, Repolho, Rubão Sabino e Wilson Meirelles)
Emoriô (c/ João Donato)
Ensaio Geral
Entre a sola e o salto
Então vale a pena
Era nova
Esotérico
Essa é pra tocar no rádio
Estrela
Estrela azul do céu
Está na cara, está na cura
Eu descobri
Eu e ela estávamos ali encostados na rede (c/ Caetano Veloso, sobre texto de José Agripino de Paula)
Eu vim da Bahia
Expresso 2222
Extra
Extra 2 O rock do segurança
Febril
Fechado pra balanço
Feiticeira
Felicidade vem depois
Feliz por um triz
Filhos de Gandhi
Flora
Fogo de palha c\ Roberta Sá
Fogo líquido
Forró do Dominguinhos
Frevo rasgado (c/ Bruno Ferreira)
Funk da periferia
Funk-se quem puder
Futurível
Fé na festa
Fé, menino
Ganga Zumba O poder da bugiganga
Geléia geral (c/ Torquato Neto)
Gema clara
Gimme your love (c/ Liminha)
Giro
Goma de mascar
Gosto do prazer (c/ Jorginho Gomes)
Graça divina
Gueixa no tatame
Guerra santa
Ha, ha, ha
Haiti (c/ Caetano Veloso)
Homem de Neandertal (c/ Capinam e Walter Lima Júnior)
Iansã (c/ Caetano Veloso)
Iemanjá (c/ Othon Bastos)
Ilha da ilusão
In the Hot Sun of a Christmas Day (c/ Caetano Veloso)
Jeca total
João Sabino
Jubiabá
Jurubeba
La Renaissance Africaine
La lune de Gorée (c/ Capinam)
Ladainha (c/ Capinam)
Ladeira da preguiça
Lady Neyde (c/ Antônio Risério)
Lamento Africano (sobre tema do folclore angolano)
Lamento de Carnaval
Lamento sertanejo (c/ Dominguinhos)
Lavagem do Bonfim
Lente do amor
Lia (c/ Caetano Veloso)
Lindonéia (c/ Caetano Veloso)
Logos versus logo
Logunedé
Louvação (c/ Torquato Neto)
Luar (A gente precisa ver o luar)
Lugar comum (c/ João Donato)
Lunik-9
Luzia, Luluza
Lá vem ela c/ Vanessa da Mata
Língua do P
Mamma
Mancada
Mar de Copacabana
Marcha da tietagem
Mardi dix mars
Marginália II (c/ Torquato Neto)
Maria tristeza
Marmundo
Me diga, moço
Me perdoe, Maria Maria
Meditação
Medo de avião 2 (c/ Belchior)
Meio-de-campo
Menina do sonho
Menina goiaba
Metáfora
Meu amigo, meu herói
Meu choro pra você (c/ Torquato Neto)
Meu coração (c/ Pepeu)
Meu luar, minhas canções
Milho verde (adaptado do folclore português)
Minha ideologia, minha religião
Minha jovem vizinha
Minha senhora (c/ Torquato Neto)
Minimistério
Miserere nobis (c/ Capinam)
Mon tiers monde
Morena
Move along with me
Mulher de coronel
Musa cabocla (c/ Waly Salomão)
Máquina de ritmo
Mãe de manhã
Músico simples
Na imaginação
Nascente poente (c/ Erich Bulling e John D'Andrea)
Nega (Photograph Blues)
Nem c\ Alberto Continentino e Bem Gil
Neve na Bahia
Ninguém dá o que não tem (c/ João Augusto)
Ninguém segura este país
No céu da vibração
No dia em que eu vim me embora (c/ Caetano Veloso)
No norte da saudade (c/ Moacir Albuquerque e Perinho Santana)
Norte da saudade c/ Perinho Santana e Moacyr Albuquerque
Nos barracos da cidade (c/ Liminha)
Nossa
Nova (c/ Moreno Veloso)
Não chores mais (versão de No woman, no cry, de B. Vincent)
Não grude, não
Não tenho medo da morte
Não tenho medo da vida
Nós, por exemplo
O amor daqui de casa
O compositor me disse
O eterno Deus Mu dança (c/ Celso Fonseca)
O fim da história
O jornal
O lenço e o lençol
O livre-atirador e a pegadora
O lugar do nosso amor
O mar e o lago
O oco do mundo
O revólver do meu sonho (c/ Waly Salomão e Frejat)
O rouxinol (c/ Jorge Mautner)
O seu amor
O som da pessoa (c/ Bené Fonteles)
O sonho acabou
O testamento do padre Cícero (c/ Augusto Boal)
O veado
Objeto semi-identificado (c/ Rogério Duarte e Rogério Duprat)
Objeto sim, objeto não
Olho mágico
Olho nú
Omã iaô
One O'clock Morning 20th April 1970
Opachorô
Oração pela libertação da África do Sul
Oriente
Os pais c/ Jorge Mautner
Os pais c/ Jorge Mautner
Outra coisa c\ Roberta Sá e Yuri Queiroga
Pai e mãe
Palco
Panis et circensis (c/ Caetano Veloso)
Parabolicamará
Patumbalacundê (c/ Durval Ferreira, João Donato e Orlandino)
Pega a voga, cabeludo (c/ Juan Arcon)
Pegadas do amor
Pela internet
Pessoa nefasta
Pop wu wei
Poço fundo
Pra fazer o sol nascer
Pra que mentir (c/ Geraldo Vandré)
Pratitude (c/ Carlos Mendes)
Preciso aprender a só ser
Preciso de você
Pretinha (c/ Kátia Falcão e João Donato)
Procissão
Pé da roseira
Pé quente, cabeça fria
Pílula de alho
Quando (c/ Caetano Veloso e Gal Costa)
Quanta
Que besteira (c/ João Donato)
Que bom prato é vatapá (c/ Galvão e Paulinho Boca de Cantor)
Queremos saber
Quero ser teu funk (c/ Dé e Liminha)
Questão de ordem
Quilombo, o eldorado negro (c/ Waly Salomão)
Rancho da rosa encarnada (c/ Torquato Neto e Geraldo Vandré)
Realce
Rebento
Refavela
Refazenda
Refestança (c/ Rita Lee)
Rei do maracatu (c/ Jorge Ben)
Retiros espirituais
Roda (c/ João Augusto)
Roque Santeiro, o rock
Réquiem pra Mãe Menininha do Gatois
Saci-pererê
Sala do som
Samba de Los Angeles
Sandra
Sarará miolo
Satisfação
Se essa rua fosse minha (c/ Caetano Veloso, Chico Buarque e Arnaldo Antunes)
Se eu quiser falar com Deus
Serafim
Serenata do teleco-teco
Sete sílabas (c/ Perinho Santana)
Seu olhar
Show de me esqueci (c/ Capinam)
Som pra sumir
Sonho molhado
Soy loco por ti, América (c/ Capinam)
Super-homem, a canção
São João carioca c/ Nando Cordel
São João, Xangô menino (c/ Caetano Veloso)
Sítio do pica-pau-amarelo
Só chamei porque te amo (versão de I just called to say I love you, de Stevie Wonder)
Tempo rei
The green giant, part 1 (c/ Robert Sadin e Ernie Watts)
The three mushrooms (c/ Jorge Mautner)
Titicaca
Toda menina baiana
Toda saudade
Touche pas à mon pote
Tradição
Trinca de Ases
Triolê
Tudo tem (c/ João Donato)
Um abraço no João
Um carro de boi dourado (c/ Francis Hime)
Um samba (c/ João Donato)
Um sonho
Um trem para as estrelas (c/ Cazuza)
Vamos fugir (c/ Liminha, versão de Gimme your love)
Vamos passear no astral
Vem, menina (c/ Torquato Neto)
Vento de Maio (c/ Torquato Neto)
Vinte e seis
Viramundo (c/ Capinam)
Vitrinas
Você e você
Volks-Volkswagen Blue
Volkswagen Blues
Vontade de amar
Vou-me embora pra Pasárgada (sobre poema homônimo de Manuel Bandeira)
Zabelê (c/ Torquato Neto)
Zoilógico (c/ Capinam)
Zumbi (c/ Waly Salomão)
Água de meninos (c/ Capinam)
Água-benta
Átimo de pó (c/ Carlos Rennó)
É
Ê, povo, ê
Índigo Blue
“Xote da modernidade” c Bem Gil Roberta Sá
“Xote da modernidade” c\ Bem Gil Roberta Sá
Shows
2017 Citibank Hall, SP Trinca de Ases (c/ Gal Costa e Nando Reis)
2017 KM de Vantagens Hall, RJ Trinca de Ases (c/ Gal Costa e Nando Reis)
2016. Maracanã, RJ. Rio 2016 – abertura dos Jogos Olímpicos (participação).
2016. Teatro Ulisses Guimarães. Brasília. Show em homenagem ao centenário de Ulisses Guimarães.
2015 Metropolitan, RJ. Dois amigos, um século de música.
2010 Vivo Rio, Rio de Janeiro. BandaDois.
2010 Quinta da Boa Vista, Rio de Janeiro. Fé na Festa. Show de lançamento do disco. Projeto “São João Carioca”.
2009 Espaço Tom Jobim, Rio de Janeiro. Concerto de cordas.
2009 Turnê pela Europa (Noruega, Portugal, França, Bélgica, Inglaterra, Alemanha e It The String Concert.
2007 Marrocos, Suíça, Finlândia, Espanha, Itália, Portugal, França e Açores.
1971 Centro Estudantil da City University. Londres, RU Gilberto Gil e Gal Costa.
Arena Canta Bahia. TBC. São Paulo.
Banda Larga. Circo Voador, Rio de Janeiro.
Doces Bárbaros na Mangueira. Quadra da escola de samba Mangueira. Rio de Janeiro.
Doces Bárbaros. Anhembi. São Paulo.
Eletracústico. Canecão. Rio de Janeiro.
Gil e Bethânia. São Paulo.
Gil e Milton. Gilberto Gil e Milton Nascimento. Canecão. Rio de Janeiro.
Gilberto Gil and friends. Festival de Jazz de Montreux.
Gilberto Gil e as canções de Eu, tu, Eles. Canecão. Rio de Janeiro.
Inventário. Teatro Vila Velha, Bahia.
Kaya N'Gan Daya. Canecão. Rio de Janeiro.
Nova bossa velha e velha bossa nova. Teatro Vila Velha, Bahia.
Nós, por exemplo. Teatro Vila Velha. Bahia.
Pois é. Teatro Opinião. Rio de Janeiro.
Raça Humana. Canecão. Rio de Janeiro.
Show de despedida antes do exílio. Teatro Castro Alves. Bahia.
São João ao vivo.
Temporada de verão. Teatro Vila Velha. Bahia.
Transa. Teatro João Caetano. Rio de Janeiro.
Tropicália Duo. Praça da Apoteose. Rio de Janeiro.
Bibliografia Crítica

ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.

ALBIN, Ricardo Cravo. MPB: a história de um século. Rio de Janeiro: Funarte, 1998.

AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2009.

AMARAL, Euclides. O Guitarrista Victor Biglione & a MPB. Rio de Janeiro: Edições Baleia Azul, 2009. 2ª ed. Esteio Editora, 2011. 3ª ed. EAS Editora, 2014.

CALADO, Carlos. Tropicália: a história de uma revolução musical. São Paulo: 34, 1997.

CHEDIAK, Almir. Songbook Gilberto Gil vol 1 e 2. Rio de Janeiro: Lumiar, 1992.

COSTA, Cecília. Ricardo Cravo Albin: Uma vida em imagem e som. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2018.

FUSCALDO, Chris. Discobiografia Mutante: Álbuns que revolucionaram a música brasileira. Rio de Janeiro: Editora Garota FM Books, 2018. 2ª ed. Idem, 2020.

GIL, Gilberto e RISÉRIO, Antônio. O poético e o político. Editora Paz e Terra, 1988.

RENNÓ, Carlos.Todas as Letras. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

REPPOLHO. Dicionário Ilustrado de Ritmos & Instrumentos de Percussão. Rio de Janeiro: GJS Editora, 2012. 2ª ed. Idem, 2013.

RISÉRIO, Antônio (org.). Expresso 2222. Editora Corrupio.

SEVERIANO, Jairo e HOMEM DE MELLO, Zuza. A canção no tempo vol. 2. São Paulo: Editora 34, 1998.

ZAPPA, Regina. Gilberto Gil bem perto. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013.