
Cantor. Barítono.
Desenvolveu a carreira artística na década de 1920 na cidade do Rio de Janeiro, e, como era comum na época, apresentou-se em teatros de revistas. Gravou os primeiros discos em 1926, com acompanhamento da Orquestra Odeon, interpretando o samba-carnavalesco “Voronoff”, o cateretê “Genipapo”, a marcha-rancho “Moreninha”, e o samba “Olhai”, todas de Eduardo Souto. No mesmo ano, gravou a marcha-carnavalesca “Mamãe, eu vou com ele!”, e os maxixes “A gente se defente” e “Carnaval à noite”, de Américo Jacomino, o Canhoto, a canção “Dia de espiga”, de Alves Coelho, o maxixe-carnavalesco “Adeus Joana”, de José Luiz de Nazareth, e a marcha-carnavalesca “Já quebrou”, de José Luiz de Morais, o afamado Caninha, considerado um dos pioneiros do samba nos saraus das tias baianas da antiga Praça Onze. Ainda em 1926, fez grande sucesso, tanto na festa da Penha quanto no carnaval carioca com o samba “Braço de cera”, composição de Nestor Brandão. Também no mesmo ano, fez sucesso sua gravação da toada “Paulista de Macaé”, de Pedro de Sá Pereira, música que fez parte da revista “Paulista de Macaé”, de Marques Porto e Luiz Peixoto apresentada no Teatro Recreio. Em 1927, gravou com sucesso a primeira composição de Lamartine Babo, a marcha “Os calças largas”, incluída na revista de mesmo nome, de Lamartine Babo e Freire Júnior, e que também obteve grande êxito no carnaval daquele ano. Em sua curta carreira fonográfica, gravou vinte músicas pela Odeon, com destaque para “Os calças largas”, “Braço e cera”, e “Paulista de Macaé”.
AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.