
Soprano.
Estudou com Stella Parodi. Em 1923 estudou na Alemanha com Lilli Lehmann. Foi casada com o poeta francês Benjamin Péret.
Em 1922 conheceu Luciano Gallet, com quem passou a interessar-se pelas canções folclóricas harmonizadas, de quem gravou diversas composições. Em 1924 gravou de Luciano Gallet as composições “Ai, que coração”, “A perdiz piou no campo” e “Fotorototó”. Em 1925 gravou do mesmo compositor “Bambalelê”, “Traieiras” e “Arrazoar”. No mesmo ano, estudou com Ninon Vallin em Buenos Aires na Argentina. Em 1927 conheceu Mário de Andrade, o que aumentou seu interesse pelo folclore brasileiro, tendo na mesma ocasião recolhido temas do folclore nordestino. No mesmo ano, participou do primeiro concerto de Villa-Lobos na Maison Gaveaux, em Paris, juntamente com Tomás Terán, Artur Rubinstein e Alina Van Barentzen. Na mesma ocasião recomeçou na capital francesa os estudos com Ninon Vallin. Em 1928 participou do I Congresso Internacional das Artes Populares, em Praga na então Thecoslováquia.
Em 1930 gravou o samba “Macumbagelê” de J. da Paulicéia e Lilico Leal. No mesmo ano gravou o batuque “Cadê minha pomba rola”, a canção “Puxa o melão, sabiá!” e os cocos “Coco dendê trapiá”, “Eh! Jurupanã”, “Aribu” e “Ai sabiá da mata”, todas de motivo popular com arranjos de sua própria autoria. Na mesma ocasião publicou em Paris, com prefácio de Phillipe Stern, o livro “Chants populaires du Brésil”. Em 1931 escreveu o ensaio “La musique, la danse et les cérémonies populaires du Brésil”, publicado em “Art populaire, travaux artistiques et scientifiques”.
Em 1932 gravou de Pedro da Conceição o samba “Capote do Mangô é teu” e a marcha “Vejo a Lua no céu”. Excursionou pela América e pela Europa.
AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
EPAMINONDAS, Antônio. Brasil brasileirinho. Editora: Instituto Nacional do Livro. Rio de Janeiro, 1983.