4.001
Nome Artístico
Eliane Salek
Nome verdadeiro
Eliane Corrêa Salek
Data de nascimento
1/2/1955
Local de nascimento
Rio de Janeiro, RJ
Dados biográficos

Instrumentista (pianista e flautista). Compositora. Arranjadora. Cantora (mezzo-soprano).

Corista e solista do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e na área popular.

Formada em piano e bacharel em flauta transversa pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Mestre em música brasileira/flauta pela UNI-Rio.

Teve como professores de flauta Celso Woltsenlogel e Norton Morozovikz.

Estudou  arranjo com César Guerra-Peixe, harmonia funcional com Ester Scliar e piano com Evandro Rosa irany Leme.

Participou de diversas master-classes de piano e de flauta (Jean-Noel Saaghard, Aurèle Nicolet e da orquestra do Festival de Campos do Jordão, dirigida por Rostropovich).

Iniciou os estudos de canto com Teresinha Schiavo e Eládio P. Gonzalez, aperfeiçoando-se com Francisco Campos (Campos do Jordão), François Loup (Universidade de Maryland – Theatro Municipal) e as professoras russas Elena Constantinovna e Oxana Kornievskaya.

Fez especialização no Conservatoire de Toulouse, onde estudou canto com Jacques Schwartz. Participou de seminários de música antiga com Jerôme Correas, em Toulouse e na École de Musique de Villeurbanne.

Dados artísticos

Entre 1975 e 1980, atuou como flautista da Orquestra Sinfônica Nacional da Rádio MEC, sob a regência dos maestros Alceo Bochino e Eleazar de Carvalho.

Em 1985, lançou o LP “Baiôro”, termo criado pela instrumentista para se referir a uma mistura de baião com choro, contendo três músicas de sua autoria. O disco, misturou influências jazzísticas às raízes brasileiras, contou com a participação de Orlando Silveira, Romero Lubambo, Paulo Russo e Raul Mascarenhas, entre outros músicos.

Como flautista do Quinteto de Hélcio Milito, lançou, no ano seguinte, o CD “Quilombo”.

De 1990 a 1992, atuou como flautista da Sinfônica do Espírito Santo, sob regência do maestro Leonardo Bruno.

Desenvolveu, como solista e camerista (flauta e voz), um trabalho junto a vários outros instrumentistas, como Alceo Reis, Cristina Braga, Ricardo Amado, Ricardo e Paulo Santoro e Sonia Maria Vieira, entre outros, apresentando-se em diversas salas de concerto do país.

Integrou a Rio Jazz Orchestra, como flautista e tecladista.

Como compositora, foi selecionada, em 1993, para a abertura do “Festival Internacional de Mulheres Compositoras”, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, com sua “Valsa triste”.

Em 1998, foi aprovada para o Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no qual passou a atuar, tendo participado como solista das óperas do meio-dia, com repertorio de canções francesas (2000), desempenhando o papel de Serena da ópera “Porgy and Bess”, de Gerswhin (2001), e na comemoração do aniversário do Theatro (2001), interpretando canções brasileiras no Palácio do Governo (2002) e em concertos do Theatro em várias cidades do Rio de Janeiro.

Em 1999, lançou o CD “Mistura Brasileira”.

Em 2002, atuou como flautista, ao lado de Sonia Maria Vieira (piano) e Hugo Pilger (violoncelo), interpretando obras de Brenno Blauth, Guerra Vicente e Guerra-Peixe, entre outros, em concerto realizado no IBAM (RJ). Nesse mesmo ano, apresentou-se na Sala Baden Powell (RJ), registrando o relançamento em CD de seu disco “Baiôro”.

De 2005 a 2007, paralelamente à especialização no canto lírico (Conservatoire National de Toulouse) e nos seminários de música antiga (École de Musique de Villeurbanne), apresentou-se em Paris, Toulouse, Lyon, Roma, Berlim e Hilden, divulgando a música brasileira.

Artista convidada para dois concertos em Paris no “Ano do Brasil na França”, em 2005, ao lado do soprano Marta Laurito, seguiu sua tournê no Hildenner Jazztag Festival na cidade de Hilden (Alemanha) e em seguida em Berlim.

Em 2006, apresentou-se em Roma e em Lyon, em espaços como Peristyle, da Ópera de Lyon, Salle Debussy, do Conservatoire National de Lyon, e Studio Club, da Radio Fréquence Jazz, com emissão ao vivo na radio e na rede de televisão France 3. Ao final desse mesmo ano, realizou um concerto-didático na Salle Debussy, dando início ao projeto de concertos e master-classes de música brasileira, desenvolvido até maio de 2007, no Conservatoire National de Lyon.

Na área popular, participou de inúmeros shows e gravações, em Rádio e TV, ao lado de vários artistas, como Elizeth Cardoso, Toquinho, Zeca Pagodinho, Sivuca, Elba Ramalho, Alaíde Costa, Paulinho da Viola e Ademilde Fonseca, entre outros.

Assinou vários arranjos para telenovelas que a Rede Globo exportou para a Europa.

Produziu e dirigiu projetos artísticos, como “O Pop do Clássico” (UFRJ) e “Raízes da Música Brasileira” (Centro Cultural José Bonifácio).

Lançou, em 2008, o CD “Modinhas e Chorinhos eternos”, um projeto especial do projeto “Música no Museu”.

Em 2010, apresentou-se no Teatro Municipal Café Pequeno (RJ), com o show “Divina Elizeth”, um tributo à memória da cantora.

No ano de 2025, com Eliane Faria e Clarisse Grova, apresentou-se no palco do Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Discografias
2008 Modinhas e Chorinhos eternos (Eliane Salek) - CD
1999 CD Mistura brasileira (Eliane Salek)
1986 LP Quilombo (Quinteto de Hélcio Milito) - participação
1985 Baiorô (Eliane Salek)
Shows
2010 Divina Elizeth - Teatro Municipal Café Pequeno, Rio de Janeiro.
Bibliografia Crítica

ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.