
Poeta. Violeiro. Repentista. Fez curso primário em sua cidade natal. Era negro e filho de agricultores. Trabalhou como agricultor, açougueiro, e guarda sanitarista. Ainda jovem, mudou para Teresina onde abriu um bar no qual tocava violão e cantava os sambas de sucesso pelo país. Na década de 1940, fixou residência em Fortaleza, CE. Faleceu na mais completa miséria. Foi homenageado em Teresina, Piauí com a criação da Rua Poeta Domingos Fonseca. No centro da cidade foi erguida uma estátua em sua homenagem.
Começou a carreira artística aos 10 anos de idade cantando e improvisando versos. Viajou por todos os estados do Nordeste divulgando a cantoria estando também em São Paulo pelo mesmo motivo. Em 1948, participou no Teatro Santa Izabe, em Recife, do Congresso de Cantadores da qual foi o primeiro presidente. Nessa ocasião, duelou com Dimas Batista Patriota em memorável duelo no qual os dois saíram aplaudidos de pé e receberam a auréola de empate. Em 1949, publicou o livro “Ecos da juventude”. Em 1951, fundou a Associação dos Cantadores do Nordeste. Em 1956, publicou em Salvador, Bahia, o o livro “Poemas e canções” cuja renda foi dedicada a Associação dos Cantadores do Nordeste. Lutou pela regulamentação da profissão de cantador, e pela construção da Casa do Cantador. Escreveu no jornal “A voz do Cantador”, que era editado pela Associção de Cantadores do Nordeste; para o Correio do Ceará, no qual mantinha a coluna “Poesia Popular”, dividida com o jornalista Siqueira de Amorim. Fez apresentações nas rádios Rádio Bandeirantes, em São Paulo, na Rádio Clube de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, na qual duelou com o poeta alagoano Lourival Bandeira. Foi considerado o maior repentista e cantador lírico do Piauí. Ficou conhecido como “Armazém do improviso”. É considerado o patrono dos violeiros.