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Nome Artístico
Dircinha Costa
Nome verdadeiro
Maria José Pereira da Silva Fernandes
Data de nascimento
26/8/1930
Local de nascimento
Bauru, SP
Data de morte
5/4/1990
Local de morte
São Paulo, SP
Dados biográficos

Cantora. Começou a cantar com apenas oito anos de idade apresentado-se ao microfone da PRG-8 Rádio Bauru. Ficou conhecida como “A voz de romance da Paulicéia”.

Dados artísticos

Por volta de 1940, mudou-se para São Paulo com a família e começou a se apresentar em programas de calouros. Em 1942, tirou o primeiro lugar num desses programas e foi convidada para um teste na Rádio Cruzeiro do Sul pela qual foi logo contratada e na qual permaneceu por seis meses ingressando em seguida na Rádio Record na qual atuou até 1947. Afastou-se do Rádio durante três anos e retornou aos microfones em 1950, ingressando na Rádio Bandeirantes de São Paulo. Estreou em disco pela gravadora Columbia em 1954, quando registrou a marcha “Bravo Manolo”, de Geraldo Blota, Mário Pretextato dos Santos e Firmo Jordão, e o samba “Pequei”, de Victor Simon, Liz Monteiro e João Simon. Em seguida, gravou o samba-canção “Pescadô”, de Renato de Oliveira e Osvaldo Moles, e o baião “Baião triste”, de Dorival Chaves. No mesmo período, gravou em dueto com o cantor Mário Gil o dobrado “Bandinha do Eldorado”, de Renato de Oliveira e Osvaldo Moles. Ainda no mesmo ano, gravou a valsa “É o amore”, de J. Brooks e H. Warren, com versão de Haroldo Barbosa, e o baião “Chegadinho, chegadinho”, de Elpídio dos Santos. Em 27 de agosto de 1954 uma propaganda no jornal Estado de Minas informava: “Uma grande artista de São Paulo amanhã e domingo no auditório da Rádio Guarani: Dircinha Costa, a voz de romance da Paulicéia”. Pouco depois dessa apresentação, gravou os fox “Neurastênico”, de Betinho e Nazareno de Brito, grande sucesso na época, e “A luz da lua prateada”, de E. Madden e G. Edwards, com versão de Ferreira Gomes. Em 1954, era considerada uma das principais estrelas da Rádio Bandeirantes apresentando-se nos programas “Beco da felicidade” e “Marco zero”, apresentados por Osvaldo Moles, e “Carrosel dos bairros” apresentado por Júlio Rosemberg. Em 1955, gravou os fox “Como isso é bom”, de H. Spina e versão de Edson Borges, “Deixa-me ir amor”, de Hill e Carson, em versão de Lauro Miller, “Refúgio”, de Newton Ramalho e Nazareno de Brito, e “É pecado mentir”, de B. Meyhew, em versão de Alberto Almeida, e os sambas “Até segunda-feira”, de Paulo Rogério, e “Chega pra cá”, de Edson Borges. No mesmo ano, lançou seu primeiro LP, que trazia seu nome como título. Em 1956, era considerada uma das principais estrelas da Rádio Bandeirantes de São Paulo juntamente com o cantor João Dias, o conjunto Titulares do Ritmo, e a orquestra de Sylvio Mazzuca. Nesse ano, gravou o fox “Eu quero é casar”, de Nazareno de Brito e Luiz Cláudio de Castro, e o baião “Sempre o papai”, de Miguel Gustavo, música essa lançada especialmente para os festejos do “Dia dos pais”. Nessa época, era uma das mais requisitadas cantoras paulistas, tendo ainda percorrido quase todo o Brasil. No Rio de Janeiro, apresentou-se nos programas César de Alencar, Carlos Henrique e Vesperal do Chacrinha. Em 1957, gravou mais dois fox, uma especialidade em seu repertório, “Rapaz acanhado”, de Silvio Mazzuca, e “Chocolate quente”, de Mizzy e Drake, em versão de Edson Borges. Ainda nesse ano, lançou o LP “Dircinha Costa canta para você”. Para o ano de 1958, gravou o samba “Bamboleio de iaiá”, de Rubi, e a rumba “Ama-me sempre”, de G. Lynes e B. Guthrie, com versão de Júlio Nagib. No ano seguinte, em seu último disco na Columbia, gravou o fox “Vedete”, de Gig e versão de Fernando César, e o samba “Isto é o amor”, de Getúlio Macedo e Lourival Faissal. Em 1960, foi contratada pela gravadora Copacabana na qual estreou interpretando com acompanhamento da orquestra de Renato de Oliveira o samba “Por pouco pouco”, de Raul Duarte, e o fox “Oô lá lá”, de Dixon, Jones e Smith com versão de Paulo Rogério. Dois anos depois, gravou com a orquestra de Hector Lagna Fietta o samba-canção “A vida é um jardim”, de Mário Gil, e o “Tango italiano”, de Malgoni, Pallesi e Beretta e versão de Romeu Nunes. Em 1963, gravou o clássico “Odeon”, de Ernesto Nazareth, que em forma de maxixe recebeu letra de Ubaldo Maurício, e o fox “Esta noite não dormi”, de Mazzorihi, Tuminelli e Joluz. Em 1964, gravou os sambas “Samba do ba-da-tu-blim”, de José Bezerra e Pepe, e “Se saudade matasse”, de David Nasser e J. Roberto, o beguine “Guitarras à noite”, de A. Algueiró, G. Moreau e J. Gosa, e versão de Serafim Costa Almeida, a marcha “Playboy de setenta”, de Sílvio Curval e Arsênio Hipólito. Gravou dezessete disco de 78 rpm pelas gravadoras Columbia e Copacabana além de alguns LPs. Com o advento da bossa nova e da jovem guarda, sua carreira entrou em declínio. Seus maiores sucessos foram “É o amore”, de J. Brooks e H. Warren, com versão de Haroldo Barbosa, e os fox “Neurastênico”, de Betinho e Nazareno de Brito, e “Como isso é bom”, de H. Spina e versão de Edson Borges.

Discografias
1964 Copacabana 78 Samba do ba-da-tu-blim/Guitarras à noite
1964 Copacabana 78 Se saudade matasse/Playboy de setenta
1963 Copacabana 78 Odeon/Esta noite não dormi
1962 Copacabana 78 A vida é um jardim/Tango italiano
1960 Copacabana 78 Por pouco pouco/Oô lá lá
1959 Columbia 78 Vedete/Isto é o amor
1958 Columbia 78 Bamboleio de iaiá/Ama-me sempre
1957 Columbia LP Dircinha Costa canta para você
1957 Columbia 78 Rapaz acanhado/Chocolate quente
1956 Columbia 78 Eu quero é casar/Sempre o papai
1955 Columbia 78 Como isso é bom/Até segunda-feira
1955 Columbia 78 Deixa-me ir amor/Refúgio
1955 Columbia LP Dircinha Costa
1955 Columbia 78 É pecado mentir/Chega pra cá
1954 Columbia 78 Bandinha do Eldorado
1954 Columbia 78 Bravo Manolo/Pequei
1954 Columbia 78 Neurastênico/A luz da lua prateada
1954 Colubia 78 Pescadô/Baião triste
1954 Columbia 78 É o amore/Chegadinho, chegadinho