
Cantor. Compositor. Poeta.
Filho da empregada doméstica Sebastiana Constância da Rocha Gama e do pedreiro Joaquim Gama, violonista e cavaquinista amador.
Residiu no bairro de Lins de Vasconcellos, onde nasceu, mas aos quatro anos a família transferiu-se para o bairro Piam, em Belford Roxo, município da Baixada Fluminense.
Aos 16 anos começou a estudar violão na Escola de Música Villa-Lobos, no Rio de Janeiro e trombone com um amigo. Por essa época, passou a fazer parte da banda JUC (Jovens Unidos em Cristo), da igreja São Judas Tadeu, do bairro Heliópolis, de Belford Roxo, onde teve aulas de violão e teoria musical.
Em 1997 fundou a Reggae Brasil Produções Artísticas, sua empresa de produções de seus discos e shows.
No ano de 2012 recebeu homenagens na Prefeitura do Rio de Janeiro e Prefeitura de Belford Roxo.
Entre 2019 e 2021 desenvolveu o projeto social “MPP” (Música, poesia e palestra) realizado na rede de escolas municipais, visando difundir a importância da cultura Afro-brasileira.
Fundou a banda Novo Tempo, na qual tocava guitarra, também integrada por Lazão (bateria) e Bino Farias (baixo), com a qual participava de eventos e shows. Mais tarde, Rás Bernardo foi convidado para participar como vocalista da banda. No ano de 1983 a banda mudou o nome para Lumiar. Três anos depois, em 1986 a banda mudou outra vez de nome, passando para Cidade Negra, já com a seguinte formação: Da Ghama (guitarra), Rás Bernardo (voz), Bino (baixo) e Lazão (bateria e percussão), com a qual lançou diversos discos, entre LPs e CDs, além de DVDs, por todo o país. Mais tarde, em 1994, o cantor Rás Bernardo foi substituído pelo cantor e compositor Toni Garrido.
Entre os anos de 1991 e 2012, integrando o Cidade Negra, compôs a maioria das músicas mais conhecidas da banda e incluídas nos discos desta época, destacando-se as composições “A cor do sol” (c/ Lazão e Bernardo Vilhena), “A estrada” (c/ Toni Garrido, Lazão e Bino Farias), “A sombra da maldade” (c/ Toni Garrido), “Bamba” (c/ Toni Garrido, Lazão e Bino Farias), “Casa” (c/ Toni Garrido, Bino e Lazão), “Doutor” (c/ Toni Garrido, Bino e Lazão), “Dowtown” (c/ Bino e Lazão), “Falar a verdade” (c/ Rás Bernardo, Lazão e Bino Farias), “Firmamento” (Wrong girl to play whit – H. Lames e W. Foster – Versão: Daghama, Toni Garrido, Lazão e Bino Farias), “Girassol” (c/ Toni Garrido, Lazão, Bino Farias e Pedro Luís), “Johnny B. Goode” (Chuck Berry – versão: Daghama, Toni Garrido, Lazão, Bino Farias e Paul Ralphes), “Minha irmã” (c/ Toni Garrido e Charles Marsillac), “Mucama” (Toni Garrido, Bino e Lazão), “O Erê” (c/ Toni Garrido, Lazão, Bino Farias e Bernardo Vilhena), “Pensamento” (c/ Rás Bernardo, Bino e Lazão) e “Perto de Deus”, em parceria com Toni Garrido, Lazão e Bino Farias.
No ano de 2009 deixou a banda Cidade negra para seguir carreira solo. Três anos depois, em 2012, por sua produtora Reggae Brasil Produções Artísticas, lançou o primeiro CD solo intitulado “Violas & canções”, no qual interpretou composições autorais, algumas em parceria com Marcos Valle e George Israel, além da participação especial de Arlindo Cruz no disco. Neste mesmo ano, de 2012, ganhou o prêmio como compositor na categoria “Melhores do Reggae”, no “Expresso Brasil”, em São Paulo.
No ano de 2016, no Teatro Rival Petrobras, lançou o segundo CD solo intitulado “BaixÁfrikaBrasil”, no qual interpretou as faixas autorais “Aparthied não” (c/ Dida Nascimento); “Falar a verdade” (c/ Rás Bernardo, Lazão e Bino Farias); “Coisas belas da vida”; “Não pare” (c/ Pappa Kid); “My number one – Minha número um” (Gregory Isaacs – versão: Da Ghama e Alexandre Lima); “Retrato da vida” (c/ Serginho Meriti); “Baixada século XVIII” e “Firmamento” (Wrong girl to play whit);(H. Lames e W. Foster – Versão: Daghama, Toni Garrido, Lazão e Bino Farias), além de composições de outros autores, tais como “Frisson” (Tunai e Sergio Natureza), faixa com a participação especial da cantora Lanna Rodrigues; “Não basta ser rasta” (Fauzi Beydoon e Frazão); “Trabalhador” (Pappa Kid), com participação especial de Serjão Loroza; “Estamos em guerra” (Douglas Earl, Carlos Crecio e Beto Stheve); “Vem nêga” (Vell Rangel); “Reggae Flores pra vocês mulheres” (José Rodrigues); “Vô com cê” (Celso Moretti) com participação especial do compositor; “História do Brasil” (Edson Gomes) e “Tanta ladeira”, de Marcelo Santana, além da participação especial da banda Planta e Raiz (Zeider, Fernando Chaves, Juliano Marques, Raphael Belarmino e Thiago Pereira) na faixa “Pique natty read” (Cuio, Franja e Zeider Pires). No disco contou com os músicos Nanda Fellyx , Patrícia Costa, Dandara Ferreira e Raoni (back vocal), Roger Fortunato e Márcio Souza (guitarras), Tácio Farias (baixo), Márcio Killa, Celso Santana, Jonathan Ferr e Anderson Rocha (teclados), Caio Henrique e Luiz Paulo (bateria), Walmir Gama, Edinho Silva e Reppolho (percussão), Cauê, Peixinho e Kátia Preta (trombone), Maioco Dias e Elias Augusto (trompete), Cisão, Luciano e Zum (saxofone) e Mônica Aguiar (saxofone e flauta).
No ano de 2021, junto ao cantor e compositor Rás Bernardo, montou o projeto “Originais Cidade”, homenageando os 30 anos do primeiro CD da banda Cidade Negra em sua primeira formação, com o lançamento de três singles, sendo dois deles clássicos que fazem parte da história da banda Cidade Negra, e um terceiro com a participação da Banda Maneva e do cantor Talles, também participante do clip da música.
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
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