0.000
Nome Artístico
Clóvis Pontes
Nome verdadeiro
Clóvis Pontes Câmara
Data de nascimento
7/5/1940
Local de nascimento
Sertãozinho, SP
Dados biográficos

Instrumentista. Acordeonista. Compositor. Aos 17 anos mudou-se para a capital paulista a fim de seguir a carreira de acordeonista inspirado em nomes como Mário Zan, Mário Gennari Filho e Ângelo Reale, entre outros. Ficou conhecido como “Os dedos carinhosos do Brasil”. Casou com a cantora Sérgia Miranda, da dupla Primas Miranda.

Dados artísticos

Iniciou a carreira no final da década de 1950 apresentando-se em programas de Rádio. Foi contratado pelo Capitão Balduíno para atuar no programa dele na Rádio Bandeirantes de São Paulo, nele ficando por vários anos. Transferiu-se depois para a Rádio Nacional de São Paulo onde apresentou o programa “Festival Rampazzo”. Em seguida passou a atuar na Rádio Record, em programa do mesmo nome mas apresentado por Jorge Paulo que lhe deu o nome de “Os dedos carinhosos do Brasil”. Gravou seu primeiro disco em 1959, pela Todamérica com a rancheira “Pé de moleque”, com Jonas Galvão e Mário Cruz, e a polca “Roceiro da dança”, com Arlindo Sian. Em 1960, foi contratado pelo selo Sertanejo da gravadora Chantecler interpretando em solo de acordeom o dobrado “Cornélio Pires”, de sua autoria, uma homenagem ao pioneiro da música caipira, e o tango “Sentimento de artista”, de sua autoria e Ângelo Reale. Em 1961, também pelo selo Sertanejo, gravou a valsa “Assim devo querer-te”, com Ângelo Reale, e o tango “Seringueiro”, com Olímpio Andreassa. Em 1962, saíram dois discos com gravações suas. Um diretamente pela Chantecler com o tango “Mensagem de amor”, de Roberto Stanganeli e Luizito Peixoto, e a polca “Vai nessa”, de de sua autoria e Hélio Cavaliero, e o segundo ainda pelo selo Sertanejo com o dobrado “Mundo circense”, com Xanduzinho, e o maxixe”Velhos tempos”, com Ângelo Reale. Em 1963, gravou a polca paraguaia “Brasil e Paraguai”, com Olímpio Andreassa, e o baião “Noites de Reis”, de P. M. Maffia e Jorge Curi. Prosseguiu a carreira fazendo apresentações em programas de Rádio e participando de acompanhamentos em gravações de discos. Foi contratado pela RCA Victor e em 1966, lançou o LP “O sanfoneiro da maior platéia” no qual interpretou valsas, polcas, tangos, maxixes e outros ritmos, alguns de sua autoria e de outros compositores como: “Pantanais de Mato Grosso”, com Lourival dos Santos; “Coração que sangra”, “Fogueteira” e “Pé no breque”, com Ângelo Reale; “Maxixe da saudade”, com Romeu Garcia, e “Mais uma vez”, com Piraci, além de “Venenoso”, de Piraci; “Devagar e sempre”, de Antonio Marcovicchio e Roberto Stanganelli; “Deixe que falem”, de Jorge Paulo; “Dominó”, de Ferrari e Piante, e os clássicos “Maringá”, de Joubert de Carvalho, e “Canção do marinheiro (Cisne branco)”, de Antonio Manoel do Espírito Santo. Em1967, gravou o LP “O rei dos sanfoneiros” no qual interpretou “Maluquinho de amor”, com Luis Mariozzi; “Veneno lento”, com Ângelo reale; “Pé de moleque”, com Jonas Galvão e Mário Cruz; “Wanda”, com João Pereira, e “Tempos da vovó”, com Pedro Romano, além de “Corridinho 1951”, L. Gomes Figueiredo; “Noite de trevas”, de Zé Maringá; “O sanfoneiro só tocava isso”, de Haroldo Lobo e Geraldo Medeiros; “A banda”, de Chico Buarque de Holanda; “Madreselva”, de Francisco Canaro e Luis César Amadori; “Dentro da noite”, de Zé Maringá e Piraci, e “Capitão caçulo (A canção do soldado)”, de Teófilo de Magalhães. Em 1969, participou da coletânea “Os mestres da sanfona” da RCA Candem que reuniu gravações dos sanfoneiros Mário Zan, Nardeli e Alberto Calçada, além das suas. Nesse LP interpretou “Maluquinho de amor”, com Luis Mariozzi; “Capitão caçulo (A canção do soldado)”, de Teófilo de Magalhães, e  “A banda”, de Chico Buarque de Holanda. Em 1981, lançou pelo selo Brasil Rural o LP “Para ouvir e dançar” com a interpretação de “Puxando enxada”, de Ângelo Reale; “Pátio de colégio”, de Mário Vieira e Luis Gaúcho; “Na porta do circo”, de Moacir Braga; “Macaco na brasa”, de Rielinho; “Barril de chopp”, de L. Brown, W. Timm e Jaromir Vejvoda; “Levantando poeira”, de Marumby e Juca da Sanfona; “Ou vai ou racha”, de Mário Zan, e “Papagaio no galinheiro”, de Rielinho e Emílio Rieli, além de “Festinha boa”, com Goiá; “Roceiro da dança”, com Arlindo Sian, e  “Aventureiro” e “Capitão Balduíno”. Em 1982, participou do LP “Sanfonas e sanfoneiros”, do selo Rancho da Polygram, que além da sua, contou com as participações dos sanfoneiros Zé Cupido, Robertinho do Acordeom, José Béttio, Roberto Stanganelli, Zé Maringá, Zé do Fole, Pirigoso, Lord Wilson. Zé Paraíbano, Nardeli e David Saidel. Nesse disco interpretou o choro “Cuco”, de Pascoal Melilo e Avaré. Ao longo da carreira viajou pelo Brasil apresentando bailes e acompanhando artistas como Claudio de Barros, Primas Miranda e outros. Gravou cerca de 13 LPs, dois CDs e cinco discos em 78 rpm pelas gravadoras Chantecler, RCA Victor e Fermata.

Discografias
1982 Rancho/Polygram LP Sanfonas e sanfoneiros - Participação -
1981 Brasil Rural LP Para ouvir e dançar -
1969 - RCA Candem LP Os mestres da sanfona - Participação -
1967 RCA Victor LP O rei dos sanfoneiros -
1966 RCA Victor LP O sanfoneiro da maior platéia -
1963 Sertanejo 78 Brasil e Paraguai/Noites de Reis -
1962 Chantecler 78 Mensagem de amor/Vai nessa -
1962 Sertanejo 78 Mundo circense/Velhos tempos -
1961 Sertanejo 78 Assim devo querer-te/Seringueiro -
1960 Sertanejo 78 Cornélio Pires/Sentimento de artista -
1959 Todamérica 78 Pé de moleque/Roceiro da dança -
Obras
Assim devo querer-te - com Ângelo Reale
Aventureiro
Brasil e Paraguai - com Olímpio Andreassa
Capitão Balduíno
Coração que sangra - com Ângelo Reale
Cornélio Pires
Festinha boa - com Goiá
Fogueteira - com Ângelo Reale
Mais uma vez - com Piraci
Maluquinho de amor - com Luis Mariozzi
Maxixe da saudade - com Romeu Garcia
Mundo circense - com Xanduzinho
Pantanais de Mato Grosso - com Lourival dos Santos
Pé de moleque - com Jonas Galvão e Mário Cruz
Pé no breque - com Ângelo Reale
Roceiro da dança - com Arlindo Sian
Sentimento de artista - com Ângelo Reale
Seringueiro - com Olímpio Andreassa
Tempos da vovó - com Pedro Romano
Vai nessa - com Hélio Cavaliero
Velhos tempos - com Ângelo Reale
Veneno lento - com Ângelo Reale
Wanda - com João Pereira