
Cantor. Compositor.
Em 1984 iniciou sua carreira como puxador de samba enredo na escola de samba Engenho da Rainha, onde ficou até 1990, ano em que ganhou o prêmio “Estandarte de Ouro” de “Melhor Samba Enredo” com o samba “Dan, a serpente encantada do arco-íris” (c/ Da Silva, Evaldo , Peneirinha, Marcos e Luzi Bady). Nessa época era conhecido como Paulinho Poesia.
Antes de ser intérprete de samba, já desfilava na avenida como mestre-sala.
No final da década de 1990 mudou seu nome artístico para Ciganerey, depois de conversar com uma cigana, no centro espírita que frequentava, que o orientou a mudar seu nome artístico. E mudou também de agremiação, passando a ser o puxador da escola de samba Paraíso do Tuiuti, que foi alçada para o Grupo Especial em 2001. Teve passagens por escolas como Unidos do Cabuçu, em 1994; Alegria da Zona Sul, em 2006; Arranco do Engenho de Dentro, em 2007; Praiana, de Porto Alegre (RS), em 2010.
Nos anos de 2000 e 2005 recebeu o prêmio “Sambanet” de “Melhor Intérprete do Grupo A”, defendendo a Paraíso do Tuiuti. Em 2010 recebeu o mesmo prêmio, como “Melhor Intérprete do Grupo B”, defendendo a Arranco do Engenho de Dentro. Também conquistou o “Troféu Jorge Lafond” de “Melhor Intérprete”.
Em 2005, como puxador oficial da G.R.E.S. Paraíso do Tuiuti, interpretou o samba “Cravo de ouro – eu também sou da lira e não quero negar” (Ceí, Reza, Pelé, Jurandir e Wanderley), de Rodrigo Siqueira, em homenagem ao escritor e crítico musical Ricardo Cravo Albin.
Em 2009 foi para a G.R.E.S. Estação Primeira de Mangueira, onde substituiu Richah no projeto “Três Tenores”, ao lado de Luizito e Zé Paulo Sierra. Em 2015 tornou-se o puxador oficial da escola, após o falecimento de Luizito, levando a Mangueira ao título em 2016 com o samba “A menina dos olhos de Oyá”, em homenagem a Maria Bethânia.