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Nome Artístico
Chuca-Chuca
Nome verdadeiro
Chepsel Lerner
Data de nascimento
26/8/1915
Local de nascimento
São Paulo, SP
Data de morte
2001
Local de morte
Rio de Janeiro
Dados biográficos

Instrumentista (Vibrafonista e pianista). Compositor.Começou a interessar-se firmemente pela música aos 10 anos de idade, quando era carregador do violino do irmão que tocava num cinema na cidade de São Carlos, no acompanhamento de filmes mudos. Aprendeu a tocar sozinho.

Dados artísticos

Começou a carreira profissional depois que a família mudou-se para Niterói, no Estado do Rio. Formou uma orquestra e tocou no Clube Central e no Clube Canto do Rio. Começou a apresentar-se em programas de rádio, entre os quais os de Barbosa Júnior, na Mayrink Veiga. Na Rádio Nacional, acompanhou Lamartine Babo e nomes como Cyro Monteiro, Grande Otelo, Linda e Dircinha Batista, Emilinha Borba, Marlene, Zezé Gonzaga, Ademilde Fonseca e outros. Além de tocar piano, passou a tocar vibrafone. Em 1943, obteve projeção nacional quando passou a integrar o conjunto “Os milionários do ritmo”, que fez bastante sucesso, tendo se apresentado no Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, e Poços de Caldas e Pampulha, em Belo Horizonte. O mesmo grupo se exibiu no Hotel Quitandinha, em Petrópolis, onde permaneceu por 10 anos. Em 1946, com a proibição do jogo e o fechamento dos cassinos, foi para o Rio de Janeiro, onde tocou em boates, clubes e festas. Por essa época, foi convidado para tocar no Cassino Estoril, em Portugal, onde permaneceu por alguns meses. De retorno ao Brasil, passou a se apresentar no Beco das Garrafas, no Rio de Janeiro, cujas casas noturnas estavam em grande evidência, sendo freqüentadas, assiduamente, por nomes como Lúcio Rangel, Antonio Maria, Ary Barroso, Sérgio Pôrto, Rubem Braga, Sílvio Caldas, José Condé, Haroldo Barbosa, Luiz Jatobá e Paulo Mendes Campos, entre outros. Nessa época, adquiriu sociedade na boate Bacará, também no Beco das Garrafas, junto a Gigi do Acordeon, lá permanecendo durante alguns anos. Paralelamente, tocou em festas da alta sociedade carioca e paulista e em recepções para o presidente Vargas, o governador Negrão de Lima e os presidentes Juscelino Kubitscheck e João Goulart. Tocou, também, no Hotel Nacional de Brasília e do Rio de Janeiro. Permaneceu durante 10 anos tocando no Clube Ginástico Português. Participou de gravações com os maestros Lírio Panicali e Radamés Gnattali, entre outros, além de gravações com seu conjunto. Em 1956, gravou pela Mocambo com seu conjunto os pot-pourri “2, 37 de Ary Barroso”, com as músicas “Morena boca de ouro” e “No rancho fundo” e “2, 53 de Bororó”, com as músicas “Da cor do pecado” e “Curare”. Gravou os LPs “Dance com Chuca-Chuca” pela Mocambo e “Uma noite no Montanha Clube”, na Continental. Em 1958, integrou o Conjunto Gallo e Seu Conjunto integrado por Gallo, ao piano, Paulinho, na bateria, Gabriel, no contrabaixo, e Magé, na guitarra, além de coro sob a regência de Severino Filho, na gravação do LP “Um Gallo dançante – Gallo e Seu Conjunto”, que incluiu as composições “Um Galo Dançante”, com Severino Filho e Alberto Paz, “Samba Fantástico”, de José Toledo, Jean Manzon, Leônidas Autuori e Paulo Mendes Campos, “Samba do Galo”, com Luiz Bandeira, “When I Am With You”, de Al Stillman e Benjamin Weisman, “Chances Are”, de Al Stillman e Robert Allen, “Love Letters”, de Victor Young e Edward Heyman, “Cachito”, de Consuelo Velázquez, “Night And Day”, de Cole Porter, “Silbando Mambo”, de Perez Prado, ”    Lamento”, de Djalma Ferreira e Luis Antônio, “Nosso Samba”, de Djalma Ferreira e Iza Ferreira, “Casa da Loló”, de Djalma Ferreira e José Bicalho, “Mente”, e “Haja O Que Houver”, de Fernando César, “Falam Meus Olhos”, de Fernando César e Nazareno de Brito, “Na Baixa do Sapateiro”, e “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, e “Maracangalha”, de Dorival Caymmi.
Em meados da década de 1960, fez sucesso com suas apresentações na Boate Bacará.

Discografias
[S/D] Mocambo LP Dance com Chuca-Chuca
[S/D] Continental LP Uma noite no Montanha Clube
1956 Mocambo 78 2, 37 de Ary Barroso/2, 53 de Bororó
Obras
Foi e não voltou
Que será de mim?
Bibliografia Crítica

CARDOSO, Sylvio Tullio. Dicionário Biográfico da música Popular. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1965.