
Cantor. Compositor. Ator.
Seu pai, César Vieira, era advogado, dramaturgo e diretor do grupo Teatro Popular União e Olho Vivo (TUOV), do qual sua mãe Marcia Moraes era atriz. Algumas de suas apresentações teatrais e musicais foram feitas quando o filho ainda estava em sua barriga.
Por intermédio de seu pai, conheceu o produtor e compositor J.C Botezzelli, o Pelão, que produziu discos de Cartola e Nelson Cavaquinho.
Em 2008 formou-se em Rádio e TV.
Morou por um ano no Rio de Janeiro onde atuou como pesquisador no acervo do Centro Cultural Cartola.
Foi amadrinhado por Leci Brandão.
Aos cinco anos de idade interpretou o papel de Adoniran Barbosa, em sua infância, no espetáculo “Barbosinha Futebó Crubi – Uma Estória de Adonirans”, sobre a vida e obra do sambista, realizado pelo TUOV (Teatro Popular União e Olho Vivo), grupo no qual permaneceu, viajando em turnês pelo Brasil, passando por Bahia, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais, Maranhão, Rio de Janeiro; e no exterior, em países como Egito, Itália, Cuba, Argentina e Portugal. Com o grupo se apresentou no 450º “Aniversário de São Paulo”; na “21ª Bienal Internacional de São Paulo”; na “Mostra Latino-Americana de Teatro”, no Memorial da América Latina (SP); na Apresentação para o Papa João Paulo II, no Castel Gandolfo (Itália); no “Encontro Internacional dos Excluídos”, no Museu do Ipiranga (SP); na Casa das Américas, em Cuba; no Presídio Feminino Butantã, em São Paulo; na Inauguração do “Memorial da Resistência” (SP); na entrega do “Prêmio Milton Santos de Direitos Humanos”, outorgado para o TUOV pela Câmara Municipal de São Paulo; na abertura do carnaval de rua na Avenida Paulista junto à Banda Redonda.
Em 1989 apresentou-se com o TUOV para mais de 800 mil pessoas no “435º Aniversário de São Paulo”, no Vale do Anhangabaú (SP).
Em 1999 desfilou pela primeira vez pela Sociedade Carnavalesca Morro da Casa Verde. Isso o levou a participar de outros desfiles em diversas escolas por dez anos consecutivos. Na Vai-Vai foi merenda, empurrando carro alegórico; na Gaviões da Fiel saiu na ala da comunidade; foi ritmista durante todos os anos em que esteve na Tom Maior; na Camisa Verde e Branco saiu na ala de intérpretes em 2003, aos 17 anos de idade.
Em 2007 fundou o Grupo Recreativo de Estudos do Samba do Bule, que a cada última sexta-feira do mês realizava uma roda de samba na sede do TUOV no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Em meio aos frequentadores, esteve o misterioso Jocenir da Bandeira, espécie de entidade que baixa nos compositores do Samba do Bule. Quando aparece um samba que todo mundo diz “ter a cara de Jocenir”, os compositores acabam agregando o nome dele à parceria.
Em 2014 lançou seu primeiro CD “Nossa Bandeira”, gravado ao vivo na Sala Guiomar Novaes no Complexo Cultural Funarte, em São Paulo. Com a participação de Waldir 59, na faixa inédita “Lamento de uma raça” (Waldir 59 e Candeia) e “Molho é samba” (Waldir 59). O disco incluiu músicas autorais como “Alvorada de Dora”; “Nossa bandeira” com César Vieira, seu pai; “Bordão de aço” com Jocenir da Bandeira, figura fictícia do Samba do Bule; “Nau bretoa” com Raul da Silva; entre outras. O lançamento foi apresentado no SESC Bom Retiro, em São Paulo, com os convidados Waldir 59 e Osvaldinho da Cuíca. Foi uma das atrações do “Fifa Fan Fest”, espaço criado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para as comemorações da Copa do Mundo no país. O show foi apresentado antes do jogo Brasil x Holanda e teve uma estimativa de público de mais de 16 mil pessoas.