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Nome Artístico
Cândido Inácio da Silva
Nome verdadeiro
Cândido Inácio da Silva
Data de nascimento
circa 1800
Local de nascimento
Rio de Janeiro
Data de morte
circa 1838
Local de morte
Rio de Janeiro
Dados biográficos

Compositor. Cantor.

Foi discípulo do Padre José Maurício, com quem aprendeu teoria e canto na escola que o Padre mantinha na Rua das Marrecas (RJ), onde foi colega de Francisco Manuel da Silva. Sendo aluno do Pe. José Maurício, estava dispensado do serviço militar, indo cantar com freqüencia nas solenidades da Capela Real, hoje Catedral Metropolitana.

Dados artísticos

Considerado como autor das mais belas e mais celebradas modinhas do Primeiro Reinado. De suas peças, que tiveram várias edições na época, destacam-se as modinhas “Busco a campina serena”, e “Quando as glórias que gozei”, que se encontra citada em “Memórias de um sargento de milícias”, de Manuel Antônio de Almeida. Cândido Inácio destacou-se no Rio de Janeiro como tenor, tendo participado como solista de um concerto da sociedade Acadêmicos Filarmônicos em 1825. Em 1832, participou de um concerto realizado no Teatro Constitucional, organizado pelo flautista e editor Pierre Laforge. Ao lado de Francisco Manuel da Silva, foi um dos fundadores da Sociedade de Beneficência Musical (1833), em cujos concertos seu nome aparece como compositor, tendo sido apresentadas de sua autoria as “Novas variações para corneta de chaves” e “Variações para corne inglês, clarineta e flauta”, com orquestra. Em 1837, numa récita de gala no teatro Constitucional Fluminense, pelo aniversário de D.Pedro II, foi executado o “Hino das artes” de sua autoria. Nesse mesmo ano, a copistaria musical de Pierre Laforge editou suas “12 Valsas para piano”.

Segundo publicação do “Jornal do Commercio” de 1839, “a ele devemos quantidade prodigiosa de modinhas e lundus, variações e concertos para diversos instrumentos e, sobretudo, a produção dramática de coros infernais, nos quais ele se afastou da estrada da rotina e do plagiato, aparecendo em cena com uma harmonia nova e um colorido original que só pertencem ao gênio; em todas as suas produções havia um pensamento melódico que revelava um estilo próprio, e a sua harmonia era manifestada por combinações originais”. Na coleção de “Modinhas Imperiais” editada por Mário de Andrade, dentre as 16 selecionadas, duas são de autoria de Cândido Inácio: “Busco a campina serena”, cujos versos não trazem nome do autor, e “Quando as glórias que gozei…”, com texto também anônimo. Segundo o musicólogo, “este músico, totalmente ignorado por nós, me parece estar entre as figuras mais dignas de pesquisa da composição nacional”.

Obras
A hora que não te vejo
A saudade
Batendo a linda plumagem
Bem te quero
Busco a campina serena
Cruel saudade
Doze valsas para piano
Duma pastora os olhos belos
Francesa
Gentil baiana
Hino das artes
Impere dentro em meu peito
Ingratidão
Josefina
Lá no Largo da Sé
Mariquinha
Minha Marília não vive
Noiva
Nova variação para corneta de chaves
Quando as glórias que gozei
Um só tormento de amor
Variações para corne inglês, clarineta e flauta
Variações para trompete e orquestra
Viúva
Bibliografia Crítica

MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.