
Compositor. Flautista.
Ganhou o apelido dos amigos do Estácio, por conta de sua cor negra reluzente. É lembrado pela sua valentia e por não andar sem sua navalha, no melhor estilo da malandragem do Estácio dos anos 1920. João Máximo e Carlos Didier contam em “Noel Rosa: uma biografia”, que o sambista chegava a dar navalhadas nas moças com quem saía. Desde jovem freqüentava aquele bairro carioca, onde fundou juntamente com vários sambistas, entre os quais Ismael Silva, Bide, Mano Aurélio, Baiaco e Heitor dos Prazeres a primeira Escola de Samba, a “Deixa Falar”. Costumava freqüentar o Café Apolo e o Café Compadre, no Estácio, reduto de sambistas da época. Foi ali, naquele ambiente, que conheceu vários artistas com Noel, Mário Reis e Francisco Alves.
Seus primeiros sambas gravados foram “Coração volúvel” e “Mulher venenosa”, lançados por Francisco Alves, pela Odeon, em 1929.
Em 1931, seu samba “Deixa essa mulher chorar”, obteve grande sucesso no carnaval. Foi gravado por Francisco Alves e Mário Reis, em dupla, pela Odeon. Teve muitos outros sambas gravados, entre eles: “Sinto muito”, gravado por Mário Reis, em 1932; “Carinho eu tenho”, gravado por Ismael Silva, no mesmo ano, assim como o samba “Príncipe negro”, gravado por Patrício Teixeira. Em 1935, o samba “Você chorou”, foi gravado por Francisco Alves.
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