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Nome Artístico
Arnaldo Baptista
Nome verdadeiro
Arnaldo Dias Baptista
Data de nascimento
6/7/1948
Local de nascimento
São Paulo, SP
Dados biográficos

Instrumentista. Cantor. Compositor. Pianista. Pintor.
Filho da pianista Clarisse Leite e de pai poeta.
Irmão de Sérgio Dias, guitarrista  e de Cláudio César, luthier e engenheiro de som.
Criado no bairro paulistano da Pompéia, desde pequeno estudou música com a mãe.  Porém, em vez de se tornar um concertista erudito, tornou-se instrumentista de rock devido à beatlemania.
Aos 14 anos formou a bnada de rock The Thunders.
Com 18 anos de idade formou com o irmão guitarrista, Sérgio Dias, a banda Six Dided Rockers, que também contava com a vocalista e flautista Rita Lee, com quem mais tarde casaria.
Participou do conjunto Wooden Faces, que significa os caras-de-pau em português, e do OSeis, grupo que posteriormente mudaria o nome para Os Mutantes.
Após acidente em São Paulo mudou-se para a cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais.
Lançou, pela Editora Rocco, o livro “Rebelde entre rebeldes”.
Em 2009 estreou em circuíto nacional o documentário “Loki”, com direção de Paulo Henrique Fontenelle, no qual foi contada sua trajetória desde a época emque integrava a banda de rock Mutantes. O filme ganhou 14 prêmios nacionais e internacionais em várias categorias.
Em 2011 expôs quadros na Galeria SP Artes e na Galeria ArteBA  – Feira de Arte Contemporânea, em Buenos Aires, na Argentina. Neste mesmo ano, sob curadoria de Emma Thomas, montou a primeira exposição individual  intitulada “Lentes magnéticas”, inaugurada no SP Arte, em São Paulo.

Dados artísticos

Iniciou a sua carreira profissional com Sérgio Dias e Rita Lee no grupo Os Mutantes.
Em 1973, deixou o grupo e fez a sua primeira apresentação solo num festival de rock em São Lourenço (MG). No ano seguinte, lançaria o seu primeiro disco solo, “Lóki”, que contou com a produção de Roberto Menescal e Mazzola e as participações de Rogério Duprat e Rita Lee.
A partir de 1976, passou a integrar o conjunto Patrulha do Espaço, com o qual lançou dois LPs.
Em janeiro de 1982, quando estava internado por problemas com drogas no setor de psiquiatria do Hospital do Servidor Público, em São Paulo, em meio a uma crise depressiva, atirou-se da janela, fraturou várias costelas e ficou em estado de coma por quase dois meses, devido a um edema cerebral. Só veio a receber alta em abril do mesmo ano.
Passou a residir em um sítio em Juiz de Fora (MG), onde viveu com a atual esposa Lucinha Barbosa. Além de pintar e escrever livros ainda inéditos de ficção científica, toca e compõe esporadicamente.
Neste mesmo ano lançou o LP “Singinalone” pelo  Selo Baratos Afins e em 1987, pelo mesmo selo o LP  “Disco voador”.
Todos os seus discos foram reeditados em CD, pelo selo Baratos Afins.
Em 1989 vários artistas, entre eles, Paulo Miklos, Ratos do Porão, Fellini, Sepultura, Sexo Explícito e Skova,  gravaram no disco-tributo “Sanguinho novo – Arnaldo Baptista revisitado”, lançado pela gravadora Eldorado.
No ano de 1996, outro disco tributo foi feito com bandas alternativas, entre elas, Little Quail And the Mad Birds, El Kabong, Pravda, Bootnafat, Athena e Vernon Walters, lançado pela gravadora Dabliú.
No início dos anos 90 o cantor Kurt Cobain (da banda Nirvana) declarou em entrevista à MTV americana que era fã do músico brasileiro, o que fez com que os produtores passasem a procurá-lo.
Em 1999, foi lançado pelo selo Dabliú um CD tributo em sua homenagem “Onde é que está o meu rock n roll?”, no qual participam bandas brasilienses como Animais dos Espelhos, Bootnafat, Pravda, entre outras.
No ano 2000, lançou o CD “Thechnicolor” pela gravadora  Universal. Neste mesmo ano foi o convidado especial de Sean Lennon (filho de John Lennon e Yoko Ono).
No ano de 2004 lançou o CD “Li it bed”, encartado na revista “Outra coisa”, de Lobão. No disco foram incluídas de sua autoria “Tacape”, “Bailarina”, “To burn or not to burn”, “LSD”, “Encantamento”, “Imagino” e “Cacilda”. O CD foi produzido por John (guitarrista do grupo mineiro Pato Fu) e Rubinho Troll – ex-colega da banda Seco Explícito. No disco tocou diversos instrumentos, como piano, teclados, guitarra, baixo, banjo, caixa-de-fósforo, gaita, bateria, gerador de frequência e ainda cantou.
No ano de 2006 fez uma retomada do seu grupo “Os Mutantes”, integrado por Sérgio Dias na guitarra e Zélia Duncan no lugar de Rita Lee. Com essa formação a banda fez turnê pela Inglaterra, sempre com sucesso de crítica e fãs.
No ano de 2011 finalizou o CD “Esphera”, produzido por Fabiano Fonseca, com várias composições inéditas, entre elas “I dont care”. Neste mesmo ano finalizou o espetáculo multimídia “Na Esphera com Arnaldo Baptista”, para palcos do Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

Em 2012 se apresentou no Theatro Municipal de São Paulo, por ocasião da Virada Cultural da cidade.

Em 2015 se apresentou na 18º edição do festival Psicodália, em Rio Negrinho (SC).

Em 2017, tocou no festival Coquetel Molotov, em Recife (PE).

Em 2019, em comemoração aos 45 anos do álbum “Lóki?”, Rodolfo Krieger (ex-Cachorro Grande), Helio Flanders, Thunderbird, Cinnamon Tapes e Tatá Aeroplano realizaram um show tributo no Centro Cultural São Paulo.

Em julho de 2020, os 72 anos do cantor foram celebrados com vídeos de fãs, amigos e músicos publicados no canal oficial do músico no YouTube. A homenagem “Arnaldo Baptista 7.2” teve como ponto de partida os álbuns “Singing Alone”, “Elo Perdido”, “Elo Mais Que Perdido”, “Faremos Uma Noitada Excelente”, “Let it Bed” e “Disco Voador”. Entre os vídeos deste projeto disponíveis no canal de Arnaldo Baptista no YouTube estão “Fique Aqui Comigo” por Bruno Duprat, “To Burn Or Not to Burn” com John Ulhoa e “Cacilda” com Los Borges.

Discografias
2000 Universal CD Thechnicolor
1992 Philips CD O A e o Z
1987 Selo Baratos Afins LP Disco voador
1982 Selo Baratos Afins LP Singin'alone
1976 Som Livre LP Ao vivo
1976 Som Livre Compacto Duplo Cavaleiros negros/Tudo bem/Balada do amigo
1974 LP Loki?
1974 Som Livre LP Tudo foi feito pelo sol
1972 Polydor LP Mutantes e seus cometas no país dos bauretz
1971 Polydor LP Jardim elétrico
1970 Polydor LP A divina comédia ou ando meio desligado
1969 Polydor LP Mutantes
1968 Polydor LP Os Mutantes
Obras
2001 (Rita Lee e Tom Zé)
A hora e a vez do cabelo nascer (Arnolpho Lima Filho e Os Mutantes)
Balada do louco (Rita Lee e Arnaldo Baptista)
Beijo exagerado (c/ Rita Lee e Sérgio Baptista)
Caminhante noturno (c/ Rita Lee)
Cantor de mambo (c/ Elcio Decário e Rita Lee)
Dune Buggy (c/ Rita Lee e Sérgio Baptista)
Mutante e seus cometas no país dos bauretz (c/ Ronaldo Leme, Arnolpho Lima Filho e Os Mutantes)
Posso perder minha mulher, minha mãe, desde que eu tenha o rock and roll (c/ Rita Lee e Arnolpho Lima Filho)
Vida de cachorro (c/ Rita Lee e Sérgio Baptista)
Shows
III FIC. TV Globo,
III FMPB. TV Record, SP,
IV FMPB. TV Record, SP,
MIDEM. Cannes, França,
O planeta dos mutantes. Teatro Casa Grande, RJ,
Olympia. Paris, França,
V FIC. TV Record, SP.
Bibliografia Crítica

ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.

AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2009.

CALADO, Carlos. A divina comédia dos Mutantes. Rio de Janeiro: Edita 34, 1995.

CALADO, Carlos. Tropicália: a história de uma revolução musical. São Paulo: Editora 34, 1997.

CAMPOS, Augusto de. Balanço da bossa e outras bossas. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1993.

FAVARETTO, Celso. Tropicália – alegoria, alegria. São Paulo: Ateliê Editora, 1996.

FUSCALDO, Chris. Discobiografia Mutante: Álbuns que revolucionaram a música brasileira. Rio de Janeiro: Editora Garota FM Books, 2018. 2ª ed. Idem, 2020.

SANTOS, Jorge Fernando dos. Vandré: o homem que disse não. São Paulo: Geração Editorial, 2015.

VELOSO, Caetano. Verdade tropical. São Paulo: Editora Cia. das Letras, 1997.