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Nome Artístico
Arnaldo Antunes
Nome verdadeiro
Arnaldo Antunes Filho
Data de nascimento
2/9/1960
Local de nascimento
São Paulo, SP
Dados biográficos

Cantor. Compositor. Poeta. Artista plástico. Desenhista. Artista plástico.

No ano de 1992 teve seu livro de prosa poética ilustrado por sua filha Rosa, sua filha mais velha com Zaba Moreau.

Em 1993 lançou o livro de poema “Nome”, com distribuição pela Companhia de Letras e gravadora BMG.

No ano de 2003, em parceria com a artista plástica mineira Márcia Xavier, lançou o livro de poemas “Et eu tu”, pela Cosac & Naify Editora. O livro foi lançado no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.

Lançou a coletânea “Como é que chama o nome disso” (Publifolha), com poemas de sua dezena de livros, letras de música, textos inéditos e ainda trechos de entrevistas de vários jornais e revistas.

Também desenhista, ilustrou o livro “Frases de Tomé aos 3 anos” (Editora Alegoria), seu filho caçula Tomé.

Em 2007 fez, no Estádio do Maracanã, o show de abertura dos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro.

No ano de 2013 foi lançando o livro “Arnaldo Canibal Antunes”, de Alessandra Santos, pela Editora nVersos, tese de doutorado da autora, iniciada em 2003, quando cursava a Universidade da Califórnia, na qual analisou toda a obra e facetas artísticas de Arnaldo Antunes.

No ano de 2019 teve problemas com a censura, quando o seu clipe “O Real Resiste” foi retirado da programação da TV Brasil. De acordo com o jornalista Sílvio Essinger em matéria do “Segundo Caderno” do jornal O Globo de 7 de fevereiro de 2020:

 

“O episódio foi lembrado por Arnaldo no início de janeiro, na abertura do Festival Verão Sem Censura, que apresentou em São Paulo, uma agenda cultural com shows, peças, filmes e exposições que foram alvos de críticas ou de dificuldades impostas pelo governo federal ou por entidades relacionadas a ele.”

 

Segundo Arnaldo Antunes, em entrevista concedida ao jornalista do “Segundo Caderno” do jornal O Globo:

 

“O Real Resiste fala desse momento em que você vê gente defendo a tortura, a ditadura e a censura, e negando o aquecimento global. São manifestações a que fui levado por uma coisa quase passional. Acho que a gente está vivendo um período radical de ameaça à democracia e as pessoas precisam se manifestar. Não digo que um artista  deva fazer uma canção para falar da situação do país, o que falo é da manifestação das pessoas como cidadão, integrantes de uma sociedade democrática, que defendem o direito à educação, à cultura, à pesquisa científica e à liberdade de expressão.”

Dados artísticos

Iniciou a carreira artística em 1982 quando integrou o grupo músico-teatral Aguilar e Banda Performática, que chegaria a lançar um LP independente. Ainda no mesmo ano, entrou para o grupo Titãs do Iê-Iê, que logo abreviaria o nome para Titãs, banda na qual permaneceu até 1992.

Entre 1982 e 1992, quando integrou os Titãs, realizou inúmeras apresentações por todo o Brasil e em outros países como Suiça (Festival de Montreaux, em 1989), Portugal e EUA.

No ano de 1992 recebeu o “Prêmio de Melhor Música do Ano” com “Grávida”, (c/ Marina Lima) da APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte).

A partir de 1993, iniciou carreira solo lançando o CD “Nome”, projeto multimídia acompanhado de livro e vídeo. Do disco participaram Péricles Cavalcanti, Edgard Scandurra, Marisa Monte, Arto Lindsay e João Donato, entre outros.

Nos anos seguintes, lançou o CD “Ninguém” (1995) e o disco “O silêncio” (1996).

Fez parcerias com vários artistas, principalmente na década de 1980, entre os quais se destacam Jorge Benjor, Gilberto Gil, Arto Lindsay, João Donato, Roberto Frejat,  Arrigo Barnabé, Paulo Leminski, Roberto de Carvalho, Cazuza, Frejat, Pepeu Gomes, Alice Ruiz, Edgard Scandurra, Carlinhos Brown e Marisa Monte.

Em 1998, lançou o quarto disco, “Um som”, que, apesar de manter o tom de experimentação, apresentou um acabamento mais pop.

Como poeta, com forte influência do movimento Concretista, recebeu elogios dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos, que o consideram um dos melhores poetas da sua geração.

Participou, em 1999, de dois projetos ligados a Chico Buarque, interpretando “Cotidiano”, no songbook preparado por Almir Chediak, e participou da exposição “A imagem do som de Chico Buarque”, promovida pelo Paço Imperial (RJ), com um trabalho inspirado na composição “Meu refrão”.

Em 2000, compôs a trilha sonora para o espetáculo de dança “O corpo”, do Grupo Corpo, de Belo Horizonte. No ano seguinte, lançou pela gravadora BMG “Paradeiro”, o quinto disco solo, no qual incluiu “Exagerado” (Cazuza, Ezequiel Neves e Leoni), “Luzes” (José Miguel Wisnik e Paulo Leminski) e ainda “Na massa” (c/ Davi Moraes), “Atenção” (c/ Alice Ruiz e João Bandeira), “Santa” (c/ Carlinhos Brown), “Debaixo dÁgua”, “Se tudo pode acontecer”, “Cidade”, “Essa mulher”, parceria com Carlinhos Brown e Marisa Monte e ainda a faixa-título “Paradeiro”, interpretada em dueto com Marisa Monte. O disco foi produzido por Carlinhos Brown e Alê Siqueira. Ainda neste ano de 2001, Zélia Duncan fez sucesso com “Alma”, composição de sua autoria em parceria com Pepeu Gomes. Neste mesmo ano, Suzana Salles gravou “Paraíso eu”, de sua autoria no CD “As sílabas”.

Suas composições foram gravadas por vários artistas, entre eles, Ira!, Sandra de Sá, Ney Matogrosso e Cássia Eller, no sucesso “Socorro”, em parceria com a poeta Alice Ruiz.

No ano de 2002, ao lado de Angela RôRô, participou como convidado de Roberto Frejat do “Projeto Concertos MPBR”, apresentado no Canecão, no Rio de Janeiro. Ainda neste ano, ao lado de Branco Mello, Biquini Cavadão, Jair Oliveira, Penélope, Nando Reis e Frejat, participou do CD da ópera-rock “Eu e meu guarda Chuva”, com composições de Branco Mello em parceria com Ciro Pessoa, produzido por Luiz Carlos e Bruno Gouveia. Neste mesmo ano, participou outra vez do “Projeto Concertos MPBR”, desta vez na casa de espetáculo Tom Brasil, em São Paulo, tendo Jussara e Frejat como convidados especiais. Elza Soares gravou de sua autoria “Eu vou ficar aqui” no disco “Do cóccix até o pescoço”. Ainda em 2002, gravou junto à Marisa Monte e Carlinhos Brown o disco “Os tribalistas”. O disco ainda contou com as participações de Margareth Menezes (voz), Dadi Carvalho (violão, guitarra slide, guitarra, bandolim, cavaquinho, piano, órgão Hammond e acordeom) e Cezar Mendes (violão). No repertório, as parcerias de Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte em “Carnavália”, “Um a um”, “O amor é feio”, “É você”, “Mary Cristo”, “Anjo da guarda”, “Lá de longe”, “Já sei namorar”, “Tribalistas”, “Velha infância” (c/ Davi Moraes e Pedro Baby), “Passe em casa” (c/ Margareth Menezes) e “Carnalismo” (c/ Cezar Mendes), além de “Pecado é lhe deixar de molho” (Carlinhos Brown, Marisa Monte e Cezar Mendes). A gravação foi realizada em apenas duas semanas, no estúdio caseiro de Marisa Monte, sendo filmada por câmeras digitais que geraram as imagens para o DVD. O disco, produzido por Alê Siqueira, atingiu rapidamente altos índices de vendagem, com o grande sucesso obtido pela faixa “Já sei namorar”. Ainda em 2002, os artistas foram contemplados com o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Artes de São Paulo) de Melhor Disco e com o Troféu Imprensa, nas categorias Melhor Grupo e Melhor Música (“Já sei namorar”). Neste mesmo ano de 2002 Gal Costa regravou com sucesso “Socorro” (Arnaldo Antunes e Alice Ruiz) no disco “Gal bossa tropical”. Ainda em 2002 foi lançado o livro “A vida até parece uma festa”, biografia do grupo Titãs escrita pelos jornalistas Hérica Marmo e Luiz André Alzer.

No ano de 2003 Arnaldo Antunes apresentou o show “Paradeiro”, no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. Participou de vários disco de tributo, entre eles, Chico Buarque, João Donato, Cazuza e Mutantes. Fez também participações em discos de outros artistas: CD “Jota Quest – MTVT ao vivo” na faixa “Tanto faz”; no CD “O Grande Circo Místico” da peça homônima, na música “A bailarina”; no disco “Memórias, crônicas e declarações de amor”, de Marisa Monte na faixa “Amor I love you”; no CD “São Paulo confessions”, de Suba, na faixa “Abraço”; no disco da banda baiana de rock Penélope, na faixa-título “Superfantástico”; também na faixa “Máximo fim” do disco “No olho do lago?”, do cantor e compositor Cid Campos (filho do poeta concretista Augusto de Campos); na faixa “Poemas” do disco “João Marcelo Bôscoli e CIA”, e no disco “Meu nome é Brasil”, de Moraes Moreira, no qual em parceria com o anfitrião interpretou Trem das onzes”, de Adoniran Barbosa, entre tantos outros.

Apresentou-se em festivais na Espanha e Portugal e ainda em uma turnê, com Marisa Monte e Carlinhos Brown, na Europa, divulgando o disco “Os Tribalistas”, que vendeu no ano de seu lançamento 900 mil cópias (oficiais) no Brasil e 80 mil na Itália. Embora o projeto “Os Tribalistas” tenha se limitado ao lançamento do CD e do DVD, sem a intenção de espetáculos ao vivo, em 2003 o grupo fez um showcase para jornalistas e diretores da gravadora EMI, em Paris, e apresentou-se na festa de entrega do Grammy Latino, em Nova York. Nesse mesmo ano, foi contemplado com os seguintes prêmios: “Multishow de Música Brasileira”, nas categorias “Melhor CD”, “Melhor DVD” e “Melhor Música” com “Já sei namorar”; prêmio “Austregésilo de Athayde”, da Academia Brasileira de Letras, na categoria “Melhor CD”, prêmio “Tim” na categoria “Melhor Grupo”; Grammy Latino, na categoria “Melhor Álbum Pop Brasileiro Contemporâneo”; prêmio “Nickelodeon Brasil”, nas categorias “Melhor Música” (Já sei namorar) e “Melhor Banda”; “Melhor Artista Internacional”, no “Festival Bar Verona Itália”; prêmio Ondas (Espanha), na categoria “Melhor Artista ou Grupo Latino”; e “Italian Music Awards”, na categoria “Revelação Internacional?”. Foram também premiados pela revista “Rolling Stones” (edição argentina), nas categorias “20 Melhores Discos”, “Dez Celebridades” e “Cinco Melhores DVDs”. Em Portugal, o disco atingiu a vendagem de 190.000 cópias, o equivalente a quatro discos de platina, registrando a maior vendagem do ano no país. Ainda em 2003, Rita Lee gravou no CD “Balacobaco” a canção “Já te falei”, parceria inédita de Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Dadi Carvalho. Nesse mesmo ano, a editora Gryphus lançou “Tribalistas – Livro de Partituras”. Com mais de 1 milhão de cópias vendidas no Brasil e 800 mil no exterior, o disco foi contemplado, em 2004, com o Prêmio Amigo, concedido pela indústria fonográfica da Espanha, na categoria “Melhor Álbum Latino”. Nesse mesmo ano, a faixa “É você” foi incluída na trilha sonora da novela “Da cor do pecado”, da Rede Globo. Ainda em 2004 a banda Titãs lançou o primeiro disco pela nova gravadora BMG: “Como estão vocês?”, no qual foi incluída de sua autoria “Esperando para atravessar a rua”, parceria com Tony Belloto e Charles Gavin. Em abril de 2004 lançou o CD “Saiba”, por seu próprio selo Rosa Celeste, com distribuição da gravadora BMG. Do disco, produzido em parceria com Chico Neves, destacaram-se as faixas “Elizabeth no Chuí” (c/ Carlinhos Brown) e “Consumado”, composta em parceria com Marisa Monte e Carlinhos Brown, além da faixa-título e a regravação de “A razão dá-se a quem tem” (Noel Rosa, Ismael Silva e Francisco Alves). Neste mesmo ano Rita Lee, no disco “Rita Lee – MTV ao vivo”, incluiu de sua autoria “Meio fio”, parceria com Rita Lee e Roberto de Carvalho. Ainda em 2004 Arnaldo Antunes compôs “Alegria”, música que integrou a trilha sonora de “Benjamim”, filme de Monique Gardenberg baseado em romance homônimo de Chico Buarque. O filme recebeu sete indicações no “Grande Prêmio Cinema Brasil”, sendo uma delas na categoria “Melhor trilha sonora”.

No ano de 2006 lançou o CD “Qualquer” no qual foram incluídas “Hotel Fraternité”, sobe poema do alemão Hans Magnus Enzensberger, traduzido por Aldo Fortes e incluída no filme “Achados e perdidos”, do diretor José Joffily; “Pra lá” (c/ Adriana Calcanhotto); “O que você quer saber de verdade” e “Contato imediato”, ambas em parceria com Marisa Monte e Carlinhos Brown), “Qualquer”, parceria com os portugueses Helder Gonçalves e Manuela Azevedo, integrantes da banda Clã e ainda “Num dia” (c/ Helder Gonçalves, Manuela Azevedo e Chico Salem; “2 perdidos” e “Da aurora até o luar”, ambas com Dadi; “Lua vermelha” e “Sem você”, ambas com Carlinhos Brown; “Eu não sou da sua rua” (c/ Branco Mello); “As coisas” (c/ Gilberto Gil), além de duas outras composições “Acabou chorare” (Moraes Moreira e Luiz Galvão) e “Nossa Bagdá”, de Péricles Cavalcanti. O disco contou com produção de Alê Siqueira e com os músicos Paulo Tatit (baixo e violão), Edgard Scandurra (guitarra), Daniel Jobim (piano elétrico), Chico Salem e Cezar Mendes (violões de aço e de nylon), Dadi (baixo, bandolim, guitarra sitar e okulele). A turnê de lançamento do disco “Qualquer” conta também com cenário e um video de média-metragem com imagens e fotos feitas pela fotógrafa e artista Márcia Xavier, namorada de Arnaldo Antunes.

No ano de 2007 lançou em show no Allegro Bistrô – Modern Sound, em Copacabana, o CD e DVD “Ao vivo no estúdio”, gravadora Biscoito Fino, no qual interpretou várias composições, entre elas “Eu não sou da rua” (c/ Branco Mello), com a participação especial do parceiro; “Para la´” (c/ Adriana Calcanhoto); “Não vou me adptar”, com participação de Nando Reis; “Judiaria” (Lupicínio Rodrigues), com participação do guitarrista Edgard Scandurra; “Velha infânica” e a “Um a um”, ambas em parceria com Marisa Monte e Carlinhos Brown e nas quais contou com a participação dos parceiros e do baixista Dadi. Também foram incluídas no CD e no DVD as faixas “Qualquer coisa” (Caetano Veloso), “As coisas”, parceria com Gilberto Gil, “Socorro” (c/ Alice Ruiz) e “Se tudo pode aparecer”, além da única inédita “Quarto de dormi”, em parceria com Marcelo Jeneci. Neste mesmo ano Paulinho da Viola interpretou “Talismã”, primeira parceria de Paulinho da Viola, Marisa Monte e Arnaldo Antunes, no disco “Paulinho da Viola – Acústico MTV”.

Em 2010 comemorou 50 anos de idade com uma festa-show em sua própria casa, no bairro de Vila Beatriz, em São Paulo. O show “Iê, iê, Iê”, em palco armado na laje da casa do anfitrião, foi gravado em DVD pela Conspiração Filmes, com direção de Andrucha Waddington, e contou com as participações especiais de Jorge Benjor em “As árvores” e “Cabelo”, de Erasmos Carlos nas músicas “Sou uma criança e não entendo nada” e “Jogo sujo”. Para a gravação do DVD contou com os músicos Edgard Scandurra (guitarra), Chico Salém (guitarra), Betão Aguiar (baixo), Curumim (bateria) e Marcelo Jeneci (teclados).

No ano de 2011, ao lado de Karina Burh e do pianista João Brasil, foi um dos convidados de Lucas Santtana no “Projeto Sonoridades”, da casa de show Oi Futuro, do Rio de Janeiro. No show interpretou ao lado de Lucas Santtana “Rua 23”, parceria inédita de ambos. Neste mesmo ano foi uma das atrações do “Rock In Rio IV”, apresentando-se com grande sucesso de público e crítica no Palco Sunset, sendo o convidado especial de Erasmo Carlos, com quem cantou em dueto vários sucessos de carreira de ambos os compositores. Neste mesmo ano apresentou-se no festival “Black2Black”, em parceria com o músico Toumani Diabaté, de Mali e lançou, em parceria com o guitarrista (ex-Ira!) Edgard Scandurra e o músico Toumani Diabaté, de Mali (África), o CD “A curva da cintura” (Selo Rosa Celeste/Especial MTV). O disco, produzido por Gustavo Lenza, contou ainda com a participação de Sidiki Diabaté (filho de Toumani Diabaté) executando o instrumento Kora (instrumento de cordas tradicional em países como Mali, Gâmbia, Guiné e Senegal). No CD o trio interpretou “Kaira” (Toumani Diabaté e Arnaldo Antunes), “Cara”, “Um senhor”, “Cê não vai me acompanhar”, “Se você”, “Coração de mãe”, “Muito além”, “Psiu”, “Que me continua”, “Cê sabe como é”, e ainda a faixa-título “A curva da cintura”, todas parcerias de Edgard Scandurra e Arnaldo Antunes, e também “Elisa”, de Serge Gainsbourg, além de “Bamakos blues”, somente de Edgard Scandurra. Também foi lançado um DVD com o documentário da gravação do disco e a viagem dos músicos brasileiros ao país africano.

No ano de 2012 lançou CD, DVD e blu-ray “Acústico MTV”, nos quais interpretou algumas de suas composições como “Hereditário”, “O quê?”, “Comida”, “Passe em casa”, “Debaixo dágua”, “Alma” e “De mais ninguém”, além das inéditas “Dentro de um sonho” (c/ Márcia Xavier) e “Ligado a você” (c/ Liminha e Paulo Miklos), entre outras como “Pop zen”, “Sem você”, “Até o fim”, com participação especial de Moreno Veloso, e ainda convidados como Marcelo Jeneci, Betão Aguiar, Chico Salem, Edgard Scandurra, o trompetista Guizado, a cantora Nina Becker e o produtor Liminha. Ainda em 2012 participou do “Festival Black2Black”, em Londres, evento que contou com curadoria brasileira de Gilberto Gil e com as participações de Edgard Scandurra, Marcelo D2, Criolo, Luiz Melodia, Emicida, Flávio Renegado, Jorge Benjor e Martnália. No ano seguinte, em 2013, lançou o CD “Disco”, só com composições inéditas de sua autoria, com ou sem parceiros. Do disco destacaram-se as faixas “Dizem” (c/ Marisa Monte e Dadi) e “Muito muito pouco”, além das participações de Edgard Scandurra (guitarra), Felipe Cordeiro (guitarra), Marcelo Jeneci (sanfona), Ruriá Drupat (arranjos de cordas) e Anelis Assumpção (voais), entre outros. Neste mesmo ano foi citado no livro “Dias de Luta – O Rock e o Brasil dos Anos 80”, de Ricardo Alexandre, lançado pela Arquipélogo Editorial Ltda, de Porto Alegre. Ainda em 2013 participou do projeto “Inusitado”, criado e dirigido por André Midani para o espaço Cidade das Artes, para o qual montou o espetáculo “Poesia”, no qual contoiu com as participações especiais de Marcelo Jeneci (sanfona e teclados) e de Márcia Xavier (projeções).

No ano de 2015 lançou, em show no Circo Voador, no Rio de Janeiro, seu 16º disco solo de carreira intitulado “Já é”, produzido por Kassin. Entre as inéditas incluídas no CD constam “O meterologista”, “Na fissura”, “Põe fé que já é”, “Se você nadar”, “Antes”, “Saudade farta” e “Peraí, repara”, gravada em dueto com Marisa Monte. Também foram incluídas as composições “As estrelas sabem” (c/ Zé Miguel Wisnik)  e com a participação especial de Jaques Morelembaum (violoncelo) e Zé Miguel Wisnik (piano); “Dança” (c/ Marisa Monte) e participações especiais de Kassin (arranjo), Marcelo Jeneci (teclados) e Pedro Sá (guitarra); “Aqui onde está”, em parceria com sua esposa, a artista plástica Márcia Xavier, além de “As estrelas cadetes”, também em parceria com Zé Miguel Wisnik.

Em 2016 fez o show “A casa é sua” no Espaço Caixa Cultural, no Rio de Janeiro, acompanhado por Chico Salem (violão e guitarra) e André Lima (teclados e sanfona). No espetáculo interpretou composições de várias fases da carreira, entre os quais “Não vou me adaptar”, “Saiba”, “Meu coração” e “Muito muito pouco”, além de composições com Paulo Miklos (Fim do dia), Marisa Monte e Carlinhos Brown (Consumado), Liminha (Invejoso) e Alice Ruiz (Socorro), entre outros parceiros, como Carlinhos Brown e Marisa Monte. Neste mesmo ano apresentou a exposição “Palavra em Movimento”, com curadoria de Daniel Rangel, no Centro Cultural Correios, no Centro do Rio de Janeiro, na qual reuniu diversos trabalhos, de artes plásticas (vídeos, fotografias, objetos, instalações, monotipias, som, colagens, voz) anteriores, tais como “Oráculo” (1981) e “Mar Mel” (2008).

No ano de 2018, em show no Circo Voador, na Lapa, lançou o CD “RSTUVXZ”, do qual se destacaram as faixas “A samba”, “Serenata de domingo”, “De trem, de carro ou a pé”, “Orvalhinho do mar”, “Se precavê” (c/ Marcelo Frommer) e “Amanhã só amanhã”. O disco, produzido por Curumim, contou com acompanhamento de uma banda fixa integrada por André Lima (teclados), Betão Aguiar (baixo e violão), Chico Salem (guitarra, violão e cavaquinho), Edgard Scandurra (guitarra, violão e violão de 12 cordas), além de Curumim (bateria, programação de ritmos e percussão). Entre os parceiros deste discos constam Cézar Mendes, Marcelo Jeneci, Ortinho, Marcelo Frommer, Paulo Miklos e seu filho Brás Antunes.

Suas composições foram gravadas por diversos artistas da MPB,  entre os quais Paulinho da Viola (“Talismã), Demônios da Garoa, Elza Soares em “Eu vou ficar aqui”; “Lua vermelha”, parceria com Carlinhos Brown, gravada por Maria Bethânia no CD “Âmbar” (1996), “Eu não sou da sua rua”, parceria com Branco Mello, gravada por Marisa Monte no CD “Mais” (1990); “As coisas”, parceria com Gilberto Gil, gravada pelo parceiro em dueto com Caetano Veloso no disco “Tropicália 2” (1993) e ainda “Sem você”, gravada pelo parceiro Carlinhos Brown em 1998 no CD “Omelete Man”, esta regravada pelo próprio em dueto com Arto Lindsay e Davi Moraes para a coletânea “Red Hot Lisbon”, lançada no exterior, além de Roberta Sá, no CD “Delírio”, de 2015, na composição “Se for pra mentir” (c/ Cézar Mendes), gravada em dueto com Chico Buarque.

No ano de 2020 lançou o CD “O real resiste”, no qual gravou suas composições “Língua índia”; “Dia da oca”; “Termo morte”; “De outra galáxia” (c/ Márcia Xavier), com a participação da parceira, a esposa artista plástica Márcia Xavier; “Onde foi parar o meu coração”; “Devagarinho”, além da faixa-título “O real resiste” e  “João”, em parceria com o violonista baiano Cézar Mendes, composição em tributo a João Gilberto, apresentada pelos autores ao cantor pouco antes de seu falecimento. Segundo Arnaldo Antunes:

 

“Fiquei muito grato por ter feito esta homenagem e ter conseguido mostrar a ele.”

 

No disco contou com a participação da filha, a cantora  Celeste Antunes e ainda da banda com a qual gravou todo o trabalho, composta por Cézar Mendes (violão de nylon), Daniel Jobim (piano), Dadi Carvalho (guitarra, baixo e ukulelê) e Chico Salem (guitarra e violões de aço e nylon).

Discografias
2020 CD O real resiste
2018 CD RSTUVXZ
2016 Selo Rosa Celeste CD Já é
2015 CD Já é
2013 CD Disco
2012 Selo Rosa Celeste/Especial CD A curva da cintura

(c/ Edgard Scandurra e Toumani Diabaté)

2012 Blu-ray Acústico MTV
2012 CD Acústico MTV
2012 DVD Acústico MTV
2011 Selo Rosa Celeste CD A curva da cintura

(c/ Edgard Scandurra e Toumani Diabaté)

2007 Biscoito Fino CD/DVD Ao vivo no estúdio
2007 Gravadora Biscoito Fino CD Qualquer
2006 Rosa Celeste/Biscoito Fino CD Qualquer
2004 Selo Rosa Celeste CD Saiba
2004 Selo Rosa Celeste/BMG CD Saiba
2002 Som Livre CD Eu e meu guarda-chuval

(vários)

2002 EMI Music CD/DVD Os tribalistas

(c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)

2001 BMG CD Paradeiro
2001 Gravadora BMG CD Paradeiro
2000 CD O corpo

trilha sonora para o balé Grupo O Corpo

1998 BMG CD Um som
1998 Gravadora BMG Brasil CD Um som
1996 BMG CD O silêncio
1996 Gravadora BMG Ariola Disco Ltda. CD O silêncio
1995 BMG CD Ninguém
1993 Gravadora BMG Brasil CD Nome
1993 RCA CD Nome
1992 WEA LP Tudo ao mesmo tempo agora

(c/ Titãs)

1989 WEA LP Ô blésq blom
1988 WEA LP Go back
1987 WEA LP Jesus não tem dentes no país dos banguelas

(c/ Titãs)

1986 WEA LP Cabeça dinossauro

(c/ Titãs)

1985 WEA LP Televisão

(c/ Titãs)

1984 WEA LP Titãs

(c/ Titãs)

Obras
Acordo
Alma (c/ Pepeu Gomes)
Alta noite
Anjo da guarda (c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)
Armazém (c/ Arto Lindsay)
Atenção (c/ Alice Ruiz e João Bandeira)
Bichos escrotos (c/ Sérgio Britto e Nando Reis)
Cabeça dinossauro (c/ Paulo Miklos e Branco Mello)
Campo
Carnalismo (c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)
Carnaval
Carnavália (c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)
Cidade
Consumado (c/ Marisa Monte e Carlinhos Brown)
Cultura
De outra galáxia (c/ Márcia Xavier)
Debaixo d'água
Dentro
Devagarinho
Dia da oca
Dia da oca
Diferente
Direitinho
Do vento
Elizabeth no Chuí (c/ Carlinhos Brown)
Entre (c/ Péricles Cavalcanti)
Escuríssimo
Esperando para atravessar a rua (c/ Tony Bellotto e Charles Gavin)
Essa mulher (c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)
Eu vou ficar aqui
Faculdade (c/ Nando Reis, Branco Mello, Paulo Miklos e Marcelo Fromer)
Fênis
Gera (c/ Edgard Scandurra)
Grávida (c/ Marina)
Imagem (c/ Péricles Cavalcanti)
Insônia (c/ Zé Renato)
João (c/ Cézar Mendes)
Já sei namorar (c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)
Lembrança vó
Lugar nenhum (c/ Charles Gavin, Marcelo Fromer, Sérgio Britto e Toni Bellotto)
Luz
Lá de longe (c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)
Língua índia
Mary Cristo (c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)
Medo (c/ Antonio Belloto e Marcelo Fromer)
Meio fio (c/ Rita Lee e Roberto de Carvalho)
Miséria (c/ Sérgio Britto e Paulo Miklos)
Na massa (c/ Davi Moraes)
Nome
Nome aos bois (c/ Nando Reis, Marcelo Fromer e Toni Bellotto)
Nome não
Não tem que
Não vou ficar aqui
Não vou me adaptar
O amor é feio (c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)
O engano do humano (c/ Ortinho e Antônio Risério)
O macaco
O mosquito
O pulso (c/ Marcelo Fromer e Toni Bellotto)
O real resiste
O silêncio (c/ Carlinhos Brown)
Onde foi parar o meu coração
Paradeiro
Paraíso eu
Passe em casa (c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)
Pavimentação (c/ Paulo Miklos)
Pecado (c/ Edgard Scandurra)
Pecado é lhe deixar de molho (c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)
Perigo (c/ Edgard Scandurra)
Por que não? (c/ Lô Borges)
Pouco
Quem me olha só (c/ Roberto Frejat)
Racio símio (c/ Marcelo Fromer e Nando Reis)
Saiba
Santa
Se não se
Se tudo pode acontecer
Senhora e senhor (c/ Paulo Miklos e Marcelo Fromer)
Soneto
Sozinho sem solidão (c/ Jair Oliveira)
Talismã (c/ Paulinho da Viola e Marisa Monte)
Tato
Termo morte
Tribalistas (c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)
Um a um (c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)
Um olho na ponta de cada dedo (c/ Edgard Scandurra)
Velha infância (c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)
Água também é mar (c/ Carlinhos Brown)
É você (c/ Carlinhos Brown e Marisa Monte)
Shows
Ao vivo no estúdio. Allegro Bistrô - Modern Sound, RJ.
Concertos MPBR. (c/ Roberto Frejat e Angela Rorô). Canecão. RJ.
Concertos MPBR. Arnaldo Antunes, Jussara e Frejat. Tom Brasil. SP.
Festival de Monteaux (c/ Os Titãs). Suiça.
Projeto São Paulo - Vanguarda Pop. Centro Cultural Banco do Brasil, RJ.
Show Paradeiro. Centro Cultural Banco do Brasil, RJ.
Show Qualquer. Circo Voador, RJ.
Show Qualquer. Espaço Tom Jobim, RJ.
Show Qualquer. Montividéo, Uruguai.
Clips
2019 O Real Resiste
2004 Alegria. Direção Monique Gadenberg. Com participação especial de Chico Buarque, Cléo Píres e Paulo José.
2004 Consumado. Direção Monique Gardenberg, com participação especial do filho Brás..
2001 Essa mulher.
1996 Silêncio (com participação especial da filha Celeste)
Bibliografia Crítica

ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.

ALBIN, Ricardo Cravo. MPB, a história de um século. Rio de Janeiro: Atração Produção Ilimitada/MEC/Funarte, 1997.

ALBIN, Ricardo Cravo. O Livro de Ouro da MPB. Rio de Janeiro: Ediouro Publicações S.A., 2003.

ALEXANDRE, Ricardo. Dias de Luta – O Rock e o Brasil dos Anos 80. Porto Alegre, Rio Grande do Sul: Arquipélogo Editorial Ltda, 2ª ed., 2013.

ALEXANDRE, Ricardo. Dias de luta: O rock e o Brasil dos anos 80. São Paulo: Editora DBA, 2002.

AMARAL, Beatriz Helena Ramos. Cássia Eller – Canção na voz do fogo. Escrituras Editora, 2002, SP.

AMARAL, Euclides. A Letra & a Poesia na MPB: Semelhanças & Diferenças. Rio de Janeiro: EAS Editora, 2019.

AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2009.

CHAVES, Xico e CYNTRÃO, Sylvia. Da Pauliceia à Centopeia Desvairada – as Vanguardas e a MPB. Rio de Janeiro: Elo Editora, 1999.

DAPIEVE, Arthur. BRock: o rock brasileiro dos anos 80. Rio de Janeiro: Editora 34, 1995.

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