
Cantor. Um dos pioneiros do disco no Brasil.
De carreira desconhecida, sabe-se que gravou alguns discos pela Odeon e pela Phoenix. Sua primeira gravação foi feita em 1913, quando registrou, pela Odeon, a canção “Versos de um viajante”, de Castro Alves. No mesmo ano, gravou as modinhas “Moreninha”, de Casimiro de Abreu; “A morena” e “O sinal da bela (Iaiá), de Augusto Brandão; “Serenata”, de A. Darville, e “Flor amorosa”, de Catulo da Paixão Cearense e Joaquim Callado. Nesse período, registrou, a cançoneta “Ai! Mulata!”, de autor desconhecido, uma paródia de “Ai! Maria”, de E. di Capua e Russo, que fez sucesso na época, na gravadora Phoenix, que fazia gravações em uma só face fabricados exclusivamente para a Casa Edson por Saverio Leonetti, de Porto Alegre. Pouco depois, gravou, acompanhado ao piano, a cançoneta “Carestia”, de autor desconhecido. Sua última gravação, talvez em 1914, foi a cançoneta “Mututo no cinema”, de autor desconhecido. Deixou nove músicas gravadas, entre elas a que seria a primeira gravação da versão cantada do choro “Flor amorosa”, de Joaquim Callado, com letra de Catulo da Paixão Cearense.