
Compositor. Violonista autodidata. Cantor. Servente de obras na Prefeitura do Rio de Janeiro.
Em 1924, aos 12 anos, foi morar no Morro da Mangueira, mas só em 1930 conheceu Cartola, logo se tornando seu parceiro e amigo.
Fundador da Ala dos Compositores da Mangueira e da Galeria da Velha Guarda, foi também presidente da Escola.
Casado com Tia Zélia, também compositora e uma das pastoras da Escola, foi chamado de”Professor” por ter ensinado violão a vários compositores, entre eles Nelson Sargento e Geraldo Pereira.
Nas décadas de 1930 e 40, compôs inúmeros sambas de terreiro que foram cantados na Escola de Samba Mangueira.
Em 1932, formou com seu irmão Silvio e outros amigos, o conjunto “Com que Roupa”, no qual Cartola, mesmo não sendo membro efetivo, dava sempre uma “canja”, tocando cavaquinho.
No ano de 1938, mudou-se com a família para o bairro de Inhaúma e, no ano seguinte, foi morar no Méier, subúrbio carioca.
Em 1974, Cartola gravou pelo selo Marcus Pereira “Ordena e farei”, parceria de ambos. Com o falecimento do parceiro, compôs com Fernando Pimenta um samba em sua homenagem, “Um violão silenciou”, ainda inédito.
No ano de 1984 interpretou “Não” (c/ Cartola) no CD “Cartola entre amigos” lançado pelo selo Funarte.
Por volta de 1986 teve a idéia de fundar a Velha Guarda da Mangueira. Dois anos depois, o grupo já se apresentava em shows na quadra da escola.
No ano de 1989, Katsonuri Tanaka produziu para o mercado japonês o disco “Mangueira chegou” (selo Office Sambinha). Neste CD, além de tocar violão em várias faixas, ainda interpretou “Meu amigo, violão” de sua autoria, “Exaltação à Mangueira”, parceria com Enéias Brites, a inédita “Pedi perdão” (Cartola) e em dueto com a pastora Creusa, filha de Cartola, interpretou a faixa “O amor é isso?”, parceria com Cartola.
Em 1998, a cantora Dorina gravou no disco “Casa da Mãe-Joana” a música “Eu e meu violão”, de sua autoria.
Parceiro de Cartola em “Meu primeiro amor”, “Ingratidão”, “Justa razão”, “Eu e a lua”, “Dois bicudos” e “Amor proibido” e ainda em “Acabaram de ouvir” (c/ Cartola, Carlos Cachaça e Manuel da Leiteria), ainda inéditas e em “Se o amor é isso”. Esta última foi gravada no ano 2000 no CD duplo “Mangueira – sambas de terreiro e outros sambas”, produzido pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro em homenagem aos compositores da Escola de Samba Mangueira. Neste mesmo ano de 2000, a gravadora Nikita Music lançou para o mercado brasileiro o disco “Mangueira chegou”.
(participação)
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2009.
ARAÚJO, Hiram. Carnaval – Seis milênios de história. Rio de Janeiro: Editora Gryphus, 2000.
FILHO, Arthur de Oliveira, CACHAÇA, Carlos e BARBOSA, Marília T. Fala Mangueira. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1980.
SILVA, Marília T. Barboza da, e OLIVEIRA, Arthur L. Os Tempos Idos. Coleção MPB. Rio de Janeiro: Editora Mec/Funarte, 1997.