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Nome artístico
Célio Albuquerque
Nome verdadeiro
Célio Albuquerque
Data de nascimento
29/12/1960
Local de nascimento
Rio de Janeiro, RJ
Dados biográficos

Jornalista, pesquisador, escritor, roteirista e produtor cultural, Célio Albuquerque desenvolveu, desde os anos 1980, trabalhos voltados à documentação, pesquisa e divulgação da música popular brasileira. Sua atuação reune jornalismo cultural, produção fonográfica, organização editorial e pesquisa histórica sobre a MPB.

Atuou na área de jornalismo náutico, como colunista do Jornal do Brasil, repórter da Revista Náutica, editor da Revista Mar & Mar e integrante da equipe do programa televisivo Mar e Mar, exibido pela ESPN. Desde 2010 exerceu função de assessor de comunicação do Conselho Regional de Serviço Social do Rio de Janeiro (CRESS-RJ).

Dados Atividade Específica

Iniciou carreira na imprensa especializada colaborando com publicações dedicadas ao mercado fonográfico, entre elas Revista do CD, Shopping Music e International Magazine.

Durante a década de 1980 idealizou e realizou a pré-produção do projeto Cantando Drummond, que tinha como proposta reunir compositores brasileiros para musicar poemas de Carlos Drummond de Andrade. Roberto Menescal foi convidado para a produção artística do projeto, que contou com a participação de compositores como Lenine, Ana Carolina, Jards Macalé, João Ricardo, Paulo Diniz, Francis Hime, Geraldo Azevedo, Danilo Caymmi, Roberto Menescal e Orlandivo, entre outros. Embora o projeto não tenha sido concluído, algumas das composições produzidas para ele vieram a ser lançadas posteriormente de forma independente, entre elas obras de Rildo Hora, Adriana Calcanhotto e Tunai.

Em 2012 coproduziu, ao lado de André Agra, o álbuns Futebol Musical Brasileiro Social Clube, do cantor Pedro Lima,

Em 2013 produziu, também com André Agra, A Galeria do Menescal, reunindo Wanda Sá, o grupo BeBossa e Roberto Menescal.

Como pesquisador e organizador editorial, tornou-se conhecido pela coordenação de obras coletivas dedicadas à história da música popular brasileira a partir de anos específicos considerados marcantes para a produção fonográfica nacional.

Em 2013 organizou 1973 – O Ano que Reinventou a MPB (Sonora Editora), reunindo dezenas de jornalistas, músicos e pesquisadores para analisar os principais discos lançados naquele ano.

A obra gerou a série documental MPB 73 – O Ano da Reinvenção, produzida pela Cinemar e exibida pelo Canal Brasil. Na produção, exerceu as funções de roteirista, pesquisador e editor de conteúdo. A série contextualizou o cenário político, social e cultural de 1973 e discutiu temas como a censura durante a ditadura militar, a renovação da bossa nova, o crescimento do samba, o rock brasileiro, a produção musical fora do eixo Rio–São Paulo e a importância gráfica das capas de discos, reunindo depoimentos de músicos, produtores e pesquisadores.

Em 2022 organizou 1979 – O Ano que Ressignificou a MPB, editado pela Garota FM Books, reunindo mais de uma centena de colaboradores.

Em 2023, em parceria com Hildo Hora e Marcia Tauil, compôs e lançou nas plataformas de streaming de música a canção O dia em que vi Caymmi.

Em 2025 lançou 1985 – O Ano que Repaginou a Música Brasileira, também pela Garota FM Books, dedicado à produção fonográfica daquele ano, analisando LPs, álbuns e compactos representativos do período.

Como articulista e pesquisador, construiu produção voltada à memória da música brasileira, publicando textos sobre artistas, discos e episódios da história da MPB. Também colaborou como colunista do Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB), escrevendo artigos dedicados à preservação e difusão da cultura musical brasileira.