
O Instituto começou em 2008, quando um grupo de amigos se juntou para pesquisar, cantar, preservar e divulgar os sambas tradicionais de antigos compositores ligados às escolas de samba do Rio de Janeiro em sua fase inicial, entre as décadas de 1920 e 1960. O grupo tinha pouco mais de 20 componentes, a maioria de São Paulo, ainda que o grupo tivesse como foco as escolas de samba tradicionais do Rio de Janeiro, como Portela, Mangueira, Salgueiro e Império Serrano.
Em 2022 lançou o disco “Portela 1959” no Centro Cultural São Paulo, em São Paulo (SP). O disco foi gravado naquele ano, mas não teve lançamento comercial na ocasião. Ele foi localizado por membros do IGS no ano de 2017 com a detentora do acervo do Selo Festa, de Irineu Garcia, Gracita Garcia Bueno, sobrinha do responsável pela gravação do disco. Entre as negociações e pesquisas para descobrir os participantes da gravação, passando pela restauração do áudio, se passaram quatro anos. No repertório da gravação estavam sete sambas. Dos sete, quatro não tinham nenhuma versão gravada na ocasião do lançamento e três já foram lançados em outros trabalhos mas tiveram suas primeiras versões gravadas nele, como “Manhã Brasileira” (Manacéa); “Mulher Ingrata”, gravada com o nome “Você Não Soube Ser Mulher” em 2002 em gravação do autor Jair do Cavaquinho e “Incrível Destino”, parceria do mesmo Jair com Beatriz Lima da Silva, gravada e lançada em “Grandes Sucessos da E.S. Portela”, de 1962. O samba enredo de 1958, “Vultos e Efemérides Nacionais”, de Jorge Portela e Waldomiro, também foi colocado no álbum em vinil, assim como “Bahia”, de Chatim, e “Crepúsculo”, originalmente conhecida como “Indumentária”, de Walter Rosa. A tiragem em vinil teve 460 discos na cor preta e 40 especiais na cor branca, em um total de 500. Este foi o segundo registro gravado da Portela.