
Cantor. Compositor.
Criado na Zona Leste de São Paulo, no bairro de Itaquera. Seu primeiro apelido foi Preto Bomba, logo depois modificado para Xis, provavelmente em homenagem ao ativista negro norte-americano Malcolm X, assassinado nos anos 60.
Marcílio, seu pai, aposentado e mãe funcionária da FEBEM.
Trabalhou como vendedor de em loja de disco de uma grande rede de São Paulo.
No ano 2000 ao lado do DJ e KL Jay (do grupo Racionais MCs) é proprietário do Eestúdio e Selo 4P Discos, pelo qual lançam revelações do universo rap e hip hop.
No ano de 2002 participou da “Casa dos Artistas”, programa da Rede SBT. Neste mesmo ano lançou a sua grife “4P” (Poder Para o Povo Preto), tatuagem que tem no braço direito.
Casado com Roberta Rosa.
Depois que apareceu no programa “Casa dos Artistas” e “Programa do Gugu”, ambos do SBT, foi acusado pela ala sectária do movimento Hip-Hop, Mano Brown do grupo Racionais MCs, entre outros, de ter se vendido ao “sistema”.
Surgiu em 1992, quando participou da coletânea de rap “Consciência black”. Logo depois formou o grupo DMN, liderado por ele, que, em 1994, lançou o disco “Cada vez mais preto”. Ainda com o grupo chegou a ser indicado para o “Video Music Brasil”, categoria rap, com a música “Aformaoriginalmental”.
Em 2000, lançou-se em carreira solo com o single “De esquina”, lançado pelo selo 4P. Neste mesmo ano, como sucesso do single, lançou o CD “Seja como for”, pela gravadora Trama. O destaque do CD foi a faixa “Us mano e as mina”, que ganhou o prêmio de “Melhor Clipe Nacional de Rap”, da MTV. Produzido pelo DJ KL Jay, um dos integrantes dos Racionais MCs, o disco manteve a mesma linha engajada com as mazelas da população da periferia de São Paulo. Na faixa “Bem pior”, por exemplo, uma contundente crítica aos políticos, são citados nominalmente Fernando Henrique Cardoso, Antônio Carlos Magalhães, Collor, Fleury e César Maia. Outro destaque do disco foi a composição futurista “2092, a lei da rua”, que contou com as participações especiais de Kid Nice, do grupo Sistema Negro, e Hébano, do Potencial 3.
Em 2001, ganhou o prêmio de “Melhor Video de Rap”, do “Video Music Brasil”, pela faixa “De esquina”. Neste mesmo ano, lançou o CD “Fortificando a desobediência”.
No ano de 2002 foi lançado pela gravadora Universal Music o disco “Cássia Eller e convidados”, no qual também foi um dos conviados. fazendo participação especial na faixa “De esquina”, de sua autoria. Por essa época, fez participação especial no disco de Maurício Manieri nas faixas “Bota pra mexer” e “Us manos e as minas” e com Pedro Luis e A Parede, participou da faixa “Nega”, de autoria de Wando, transformada em autêntico rap. Ainda em 2002 lançou a coletânea “Xis apresenta o hip-hop de São Paulo”. Neste disco foram incluídos vários rappers conhecidos na cidade, porém, ainda sem reconhecimento nacional: o rapper Da Quebrada na faixa “Todo mundo envolvido”; Branca Forte em “Aperte om play” e DaBanditi na música “O que fita”, entre outros não menos importantes.
Em 2003, ao lado de René (Rapper cubano) e David Moraes (guitarrista filho de Moraes Moreira), participou do evento “Superestéro”, montado por Lucas Santtana e Plinio Profeta, na boate Melt, no Rio de Janeiro e ainda do evento “Liga dos MCS – Primeiro Campeonato Oficial de fresstyle do Rio. L.A P A (Lugar Aberto Para Amigos)”, na Lapa, centro do Rio de Janeiro.
(participação)
(vários)
Single
(c/ Grupo DMN)
(vários)
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2009.