5.001
Nome Artístico
Zé Pité
Nome verdadeiro
José Carlos Pité
Data de nascimento
25/2/1944
Local de nascimento
Rio de Janeiro, RJ
Dados biográficos

Pianista.

Nasceu no Rio de Janeiro na rua Frederico Pamplona, em Copacabana.

Filho de José Pité, industrial português, e da também pianista mato-grossense, Aryella Rodrigues.

Mudou-se, ainda menino, para a Urca, onde, com a única irmã, Maria Catharina, iniciou, aos sete anos, estudos de piano e mais tarde de teoria musical com a própria mãe. Já adolescente, a família transferiu-se para o bairro do Leme.

Formou-se pela Escola de Música Villa-Lobos.

Trabalhou na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, abandonando o mercado financeiro para dedicar-se à carreira musical.

Dados artísticos

No início da carreira, ainda rapaz, apresentava-se ao lado de Sacha Rubin, na boate Sachas.

No início da década de 1970 atuou como pianista na boate Vivará, no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro.

A partir de 1971, apresentou-se em outras casas noturnas cariocas e paulistas: Club 21, Viva Maria, O Beco, Privê, Le Bec Fin e Chicos Bar, entre outras.

No ano de 1973, com Hélio Delgado, inaugurou a boite Le Pirrat, em Búzios. Por essa época, participou de shows de bossa-nova, ao lado de João Donato e Eloir de Moraes. No ano seguinte, convidado pelo jornalista e cantor José Antonio Nonato, incorporou-se ao conjunto Coisas Nossas, juntamente com Luita (Aluísio Didier/ violão e voz), Beto Cazes (Humberto Cazes/percussão e voz), Caola (Carlos Didier/ violão e voz), Dazinho (Edgar Gonçalves/flauta, sax e voz), Henrique Cazes (cavaquinho e voz) e Oscar Bolão (Oscar Luiz Werneck Pellon/pandeiro e voz). Com formação de regional com percussão e canto, o grupo apresentou-se pela primeira vez no dia 13 de outubro de 1975, na fundação do Musiclube Ernesto Nazareth, no auditório da PUC-Rio, com o espetáculo “Noel Rosa”, dedicado à obra do compositor carioca. Ainda no ano de 1975, o conjunto apresentou o espetáculo “Noel Rosa” em algumas escolas públicas e no Centro Educacional da Lagoa, no Rio de Janeiro. No ano seguinte, fazendo parte do Coisas Nossas, participou do espetáculo “Novos músicos tocam velhos mestres”, com composições de Pixinguinha, Noel Rosa e Ary Barroso, inaugurando o Museu de Arte de Campo Grande, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Em 1977, estrelou campanha publicitária na TV para o jornal O Globo, com a composição “Conversa de botequim”, de Noel Rosa. Neste mesmo ano, integrando o Coisas Nossas, participou do “Projeto Seis e Meia”, ao lado de Marlene, com direção de Sérgio Cabral, no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. A partir desta data, o grupo incorporou esquetes teatrais aos seus espetáculos, mesclando músicas cariocas das décadas de 1920 e 1930 com composições próprias e brincadeiras cênicas.

Em 1978, com o Coisas Nossas, participou da trilha sonora do filme “Cidade Mulher”, de Humberto Mauro. Neste mesmo ano o grupo apresentou o espetáculo “Homenagem ao Sinhô”, na Cinelândia e na Praça Tiradentes, pelo Projeto Seis e Meia.

No ano de 1980 lançou o LP “Coisas nossas”.

Em 1982, o Coisas Nossas, ao lado de Marlene, apresentou o espetáculo “Na boca do povo”, com roteiro e direção de Ricardo Cravo Albin, na Sala Funarte, no Rio de Janeiro. O espetáculo foi considerado o melhor pocket-show do ano pela crítica. No ano seguinte, integrando o Coisas Nossas, lançou o LP “Noel Rosa – Inédito e desconhecido”, pela gravadora Eldorado. Neste mesmo ano, apresentou o show “Aracy de Almeida e Coisas Nossas”, com direção de Albino Pinheiro, no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. Ainda em 1983, o conjunto, juntamente com João de Barro e Miúcha, apresentou o show “Viva Braguinha”, com direção e roteiro de Ricardo Cravo Albin, na Sala Funarte.

Em 1985 com o grupo gravou o disco “A noiva do condutor” e voltou à Sala Funarte, desta vez com o show “Noel Abraça Ismael”, dirigido por Haroldo Costa. Neste mesmo ano, o espetáculo “Viva Braguinha” foi apresentado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, na entrega do Prêmio Shell ao compositor. O espetáculo teve a participação de João de Barro, Miúcha e Eduardo Dusek, com direção e roteiro de Ricardo Cravo Albin.

Em 1986, acompanhou ao piano Elizete Cardoso na faixa “Errei sim”, de autoria de Herivelto Martins, no disco “Leva meu samba”. Neste mesmo ano de 1986, pela gravadora Eldorado, o Coisas Nossas lançou o LP “Custódio Mesquita – Prazer em conhecê-lo”. Por essa época, atuou no disco “Bossa”, de Elizete Cardoso sobre a obra de Tom Jobim.

No ano de 1987, ainda integrando o Coisas Nossas, apresentou o show “Noel Rosa não morre tão cedo”, em homenagem aos 50 anos de morte do compositor, na Sala Funarte Sidney Miller. Em 1989 integrou o grupo Old Friends Jazz Band, ao lado de Alexis Andrade (trompete), Norato (trombone), Bijou (clarineta e sax-tenor), Pedro Amorim (baixo) e Jorge Martinho, na bateria.

Com a cantora Lynn Neah, montou, em 1990, o show “Tributo a Louis Armstrong”, que estreou com sucesso no Rio Jazz Club, seguindo longa temporada de quase um ano, no bar Jakui do Hotel Inter-Continental Rio. No mesmo ano, participou como pianista e ator da novela “Olho por Olho” da TV Manchete. Logo depois recebeu convite do empresário Pedro Paulo Machado para que integrasse, ao lado de Osmar Milito, o lugar de atração principal do Mistura Fina, na Lagoa.

No ano 2000, formou o Zé Pité Trio, com Jimmy Santa Cruz no baixo e Otávio Garcia na bateria. Liderando este trio, gravou o CD “Céu e Mar”, fazendo releitura de sucesos da bossa-nova. Trabalhou com vários artistas da MPB, entre eles, Zezé Motta, Eduardo Dusek, Emilinha Borba, Helena de Lima, Marlene, Moreira da Silva, Braguinha e Miucha.

Discografias
2000 Independente CD Céu e mar

(c/ Zé Pité Trio)

1986 Eldorado LP Custódio Mesquita. Prazer em conhecê-lo

(c/ Coisas Nossas)

1986 (participação) LP Leva meu samba
1985 Eldorado LP A noiva do condutor

(c/ Coisas Nossas)

1983 (c/ Coisas Nossas) LP Noel Rosa

Inédito e desconhecido

1980 Independente LP Coisas nossas
Shows
"Sempre Livre - um espetáculo absorvente". (Coisas Nossas)Teatro Leopoldo Fróes. Niterói, RJ,
Ademilde Fonseca e Coisas Nossas. Teatro do BNH, RJ,
Braguinha e Coisas Nossas. Teatro do Sesc da Tijuca, RJ,
Eduardo Dusek e Coisas Nossas. Teatro João Caetano, RJ.
Moreira da Silva e Coisas Nossas. Teatro João Caetano, RJ,
Show "Homens trabalhando". (Coisas Nossas)Teatro Dulcina, RJ,
Show "No tempo de Noel Rosa". (Coisas Nossas)Teatro Opinião, RJ,
Show "Noel, só Noel..." (Coisas Nossas) Teatro do Instituto de Artes Israelita, SP,
Show "O samba, a prontidão e outras bossas". (Coisas Nossas)Teatro Cacilda Becker, RJ,
Show "Vou me entupir de tucupi". (Coisas Nossas)Teatro da Paz. Belém do Pará,
Bibliografia Crítica

CABRAL, Sérgio. Elisete Cardoso – Uma vida. Rio de Janeiro: Lumiar Editora, S/D.

JAGUAR. Confesso que bebi. Rio de Janeiro: Record, 2001.

POERNER, Arthur. Leme, viagem ao fundo da noite. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999.