
Compositor.
Em 1919, sua família transferiu-se de Pernambuco para o Rio de Janeiro. Saía em blocos, entre os quais o extinto bloco “Vizinha faladeira”, passando posteriormente a sair em escolas de samba.
Em 1940, participou do desfile da Mangueira.
Considerado por muito compositores de renome com um grande compositor e também sem bandeira definida, atuou em diversas escola, entre elas “Aprendizes da Boca do Mato”, na qual ganhou por dois anos seguidos a disputa interna de sambas-enredos.
Foi o responsável pelo começo da carreira de compositor de sambas-enredos de Martinho da Vila.
Em 1957 retirou seu samba-enredo da disputa para que a Aprendizes da Boca do Mato desfilasse com o samba-enredo “Carlos Gomes”, de Martinho da Vila.Ao sair da Aprendizes da Boca do Mato, transferiu-se para Unidos da Capela.
Iniciou a carreira por volta de 1930, cantando e dançando em clubes e boates cariocas.
Em 1948, participou como cantor e compositor do filme “Folias cariocas”, de Manuel Jorge e Hélio Tys. No ano seguinte, desfilou pela escola do segundo grupo Unidos do Outeiro, ingressando posteriormente na Escola de Samba Unidos da Piedade, para a qual compôs três sambas que saíram vencedores nos anos de 1951, 1952 e 1953.
Em 1955, transferiu-se para a Aprendizes da Boca do Mato, vencendo com seus sambas os três carnavais seguintes.
No ano de 1961, ingressou na Unidos da Capela, para a qual compôs um samba que ficou em segundo lugar. No ano seguinte, venceu com o samba “Centenário de Rui Barbosa”, sua primeira composição gravada. Dois anos depois, conquistou mais uma vitória com o samba “Beldades da nossa pátria”, ficando sua escola com a primeira colocação do segundo grupo.
Em 1970, transferiu-se para a Portela, onde permaneceu até 1972, ano em que foi para a Mangueira.
Em 1974 a Mangueira desfilou com um samba-enredo de sua autoria “Imagens poéticas de Jorge de Lima” (c/ Mozart e Delson Tojal), com o qual a escola se classificou em 2º lugar do Grupo 1. O samba foi gravada posteriormente no LP “História das Escolas de Samba: Mangueira”, pelo selo Marcus Pereira. Este samba é considerado pelos críticos especializados como um dos melhores do gênero em todos os tempos.
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2009.
ARAÚJO, Hiram. Carnaval – Seis milênios de história. Rio de Janeiro: Editora Gryphus, 2000.