
Cantor. Compositor.
Nascido no bairro Mercês, de Curitiba.
O pai era carioca e reunia a família para cantoria caseira. Aos 11 anos, tocava pandeiro no “Programa Ciranda Infantil”, ao lado do Regional do Zé Pequeno, na Rádio Marumbi.
Em 1958, formou com alguns amigos o grupo Tryanon, que se apresentava em clubes do bairro em que morava.
Em 1961, entrou para os Correios e Telégrafos.
Segundo João Carlos de Freitas, em texto da Revista Música Brasileira nº 16: “a origem do apelido de Lápis deve-se ao fato de que era preto e fino”.
No ano de 1967, formou o Grupo Bitten IV ao lado de Anadir, Daltron e Fernando Maluco. Após o êxito do grupo em Curitiba, os integrantes resolveram tentar a sorte no Rio de Janeiro. Levados pelo empresário Aderbal Guimarães, o grupo gravou um compacto simples com as músicas “Vestido branco e Paticumbá. Neste disco, o grupo contou com as participações de Erlon Chaves, Wilson das Neves, Copinha, Ed Maciel, entre outros. Ainda no Rio de Janeiro, o grupo participou de programas de rádio, televisão e shows. Por essa época, obtve o 8º lugar com a música “Dia de arlequim”, de sua autoria em parceria com Paulo Vítola, no “Festival de Música de Carnaval do Rio de Janeiro”, organizado por Ricardo Cravo Albin. O grupo se desfez e Lápis ficou no Rio de Janeiro. Trabalhou com Eliana Pittman, que gravou de sua autoria “Meu novo amor”.
Seu samba Paticumbá”, foi gravado pelo Conjunto Os Originais do Samba. Por essa época, Sérgio Cabral o colocou ao lado de Rosinha de Valença no palco do Teatro Casa Grande.
Em meados da década de 1970, voltou para Curitiba.
No ano de 1976, musicou a peça “Funeral para um rei negro”, que fez grande sucesso nos teatros curitibanos.
Em 2014 a cantora Ana Cascardon regravou “Paticumbá” no CD “Ana Cascardo Convida Trio Bonsai”.
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
FREITAS, João Carlos de. Revista Música Brasileira. Número 16. Rio de Janeiro: Editora Myrrha Comunicações, 1998.