Letrista. Compositor. Poeta. Cantor.
Nasceu no bairro de São Cristóvão, subúrbio do Rio de Janeiro.
Formado em Administração de Empresas e Psicologia.
Trabalhou na Telerj como técnico em processamento de dados e analista de sistemas.
Exerceu a profissão de professor, além de ter sido Conselheiro Fiscal do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro entre 1994 e 1998.
Publicou os seguintes livros:
Poesia:
“Cemitério Geral” (1974/Editora Cátedra); “Casa de Pássaros” (1979/Editora Lenda – 2ª ed, 1984/Idem); “Caminho do Meio” (1991/ Editora Cátedra); “3 x 4” (1996/Massao Ohno); “Libergrade” (2000/Papel Virtual) e “Reinventário – Antologia Poética” (2013/Oficina Ed.).
Livros Didáticos:
“História das Artes Cênicas” (c/ Beth Wrigg/4 vols); “Teatro Grego, Teatro Romano e Teatro Medieval” (2004); “Renascimento Italiano, Commédia Dell’Arte, Teatro Elisabetano, Teatro Espanhol” (2005); “Classicismo Francês, Romantismo e Teatro no Brasil, até o Império” (2006) e “Teatro Moderno e Teatro no Brasil, no séc XX” (Oficina Editores).
Literatura Infantil:
“O Dia em que o Rei foi Moleque – da série O Rei que Queria ser o que Queria” (Edições Bagaço/2004) e “O Rei das Cartas (Edições Bagaço/2008).
Prosa e Ficção – Filosofia, Ensaios, Contos, Relatos, Causos, Biografia e outros:
“Voo sem Volta – Relato de acidente Aéreo” (c/ Nilson Zille – Esteio Editora, 2015); “Velhos Quintais, Novas Molduras – Contos, Causos, Relatos e Biografia (Esteio Editora, 2016); “Alter Homo, uma Conversa com Nietzsche – Ensaio Crítico” (2004, Oficina Editores); “Alter Homo, uma Nova Conversa com Nietzsche” (Ensaio Critico – 2ª ed. revisada/2024, Oficina Editores) e “O Princípio da Incerteza” (Ensaio Crítico e Histórico/2026 – Esteio Editora).
Em 1967 criou o “Festival Estudantil de Música Popular Brasileira”, tendo a sua primeira edição no ano posterior, em 1968. O evento foi televisionado pela TV Globo, e contou com um corpo de jurados integrado por Jacó do Bandolim, Clementina de Jesus, Sérgio Bittencourt, Milton Nascimento, Luiz Bonfá, Ricardo Cravo Albin, Eumir Deodato, Marcos Vale, Maestro Gaia, Ary Vasconcelos, entre outros.
No ano de 1968, no “IV Festival Universitário da TV Tupi” concorreu com a composição “Curvas e planuras”, em parceria com Sérgio Marcelo.
Teve gravada a primeira música, “Ele e ela” (c/ Octávio Burnier) em 1972, por Luiz Antônio. Neste mesmo ano, de 1972, participou do “III Festival da Universidade Gama Filho”, tornando-se vencedor com a composição “É isso aí”, (c/ Cláudio Jorge e Ricardo Neves Netto), interpretada pela cantora Fabíola.
No ano de 1978 musicou, com Octávio Burnier, a peça infantil “Revolução dos Patos”, encenada por Grande Otelo e Ruth de Souza, que contava também com músicas inéditas de Chico Buarque. No ano seguinte, em 1979, Fafá de Belém gravou “Moça do mar” (c/ Octávio Burnier). Ainda em 1979, classificou, em parceria com Cláudio Jorge, a composição “Se não chover”, no “I Festival de Música Popular da TV Tupi”, de São Paulo, interpretada por Cláudia.
Em 1980, no “Festival Abertura”, da TV Globo, concorreu com “Um dia em teu olhar”, em parceria com Tavinho Bonfá, interpretada pela cantora Ilka Lisieux. No ano posterior, em 1981, no “Festival MPB/Shell”, TV Globo, concorreu com a composição “Águas da vida”, em parceria com Oscar Henriques.
Teve várias de suas composições gravadas pela dupla Burnier & Cartier em seus diversos discos, inclusive, no LP “Brazilian Connection”, do qual duas de suas composições, “A Lenda das Amazonas” e “Elogio da Loucura” foram gravadas por Don Borrows, na Austrália. Neste mesmo ano de 1979, Elizete Cardoso, no LP “O Inverno do Meu Tempo”, incluiu de sua autoria “Por quase nada” (c/ Otávio Burnier). Sua música em parceria com Octávio Burnier, “A vida não pode parar”, foi apresentada no programa “Fantástico”, da Rede Globo, como tema de fechamento da década de 1970.
Em 1990 o parceiro Tico da Costa gravou “Pés no chão”, pela Music of the World, nos Estados Unidos.
No ano de 2004 Sidney Mattos, no CD “Boas Novas”, gravou de sua autoria “Porta aberta” (c/ Sidney Mattos), “Belarina” (c/ Sidney Mattos e Euclides Amaral) e “Vivo”, também em parceria com Sidney Mattos.
Em 2005 lançou o CD “Lenha na Fogueira”, no qual interpretou “Canta passarinho” (c/ Paloce e Carlão), “Jura jurou” (c/ Paloce), “Assim não dá” (c/ Eduardo Aragão), “Porta retrato” (c/ Paloce e Oscar Henriques), “Sem ele notar” (c/ Nalvinha Codó), “Cais da Piedade” (c/ Paloce), “A mulher que vira peixe” (c/ Paloce e Rui Malafaia), “Fósforo apagado” (c/ Paloce), “Quarenta graus” (c/ Tico da Costa) e ainda a faixa-título, “Lenha na fogueira”, também em parceria com Paulinho Paloce. O CD contou com as participações especiais das cantoras Carolina em “Naufrágio” (c/ Carlinhos Codó) e Ceiça na faixa “Brasil legal” (c/ Paloce) e ainda a faixa instrumental “Velho Chico”, de sua autoria.
No ano de 2015 lançou o CD “Um Dia Em Teu Olhar”, no qual foram incluídas as faixas com seus respectivos intérpretes: “Eterna” (c/ Rubinho Jacob), com Rubinho Jacob; “Receita de samba” (c/ Sérgio Marcelo), com Sérgio Marcelo; “O nosso caso” (c/ Paulo Paloce), com Ivan Wrigg; “Pés no chão” (c/ Tico da Costa), com Tico da Costa; “Aída” (c/ Paulo Paloce), com Ivan Wrigg; “Mais que tudo” (c/ Sidney Mattos), com Sidney Mattos; “Fruta morena” (c/ Carlinhos Codó), com Elson; “Três palmeiras” (c/ Paulo Paloce), com Sidney Mattos; “Caminhos de metrô” (c/ Carlinhos Codó), com Luna Messina; “Fio da navalha” (c/ Cláudio Jorge), com Elson; “Mar Morto” (c/ Paulo Paloce), com Ivan Wrigg; “Aos céus” (c/ Oscar Henriques), com Oscar Henriques; “Carnabaia” (c/ Carlinhos Codó), com Ivan Wrigg, e a faixa-título, “Um dia em teu olhar” (c/ Taynho Bonfá), na voz do parceiro.
No ano de 2025 álbum digital “Se Rolar, Rolou” com as faixas “A vida é um puçá” (c/ Rubens Cardoso), interpretada por Rubens Cardoso; “Não puxe a corda demais” (c/ Tico da Costa), tendo como intérprete Anna Pessoa; “Papo torto” (c/ Paulo Paloce), com a cantora Luna Messina; “Plantio” (c/ Sidney Mattos) e “À Flor da pele” (c/ Giba Nascimento), ambas com Sidney Mattos, e “Ser mulher” (c/ Giba Nascimento), interpretada por Ana Bonfá. No disco o próprio autor interpretou as composições “Casa da madrinha”, de sua autoria; “Primeiro amor” (c/ Tico da Costa); “Tamborim no céu” (c/ Paulo Paloce); “Duas Barras” (c/ Paulo Paloce); “Notícia de jornal” (c/ Olten Jorge); “Barra pesada” (c/ Paulo Paloce) e ainda, a faixa-título “Se rolar, rolou”, parceria com Paulo Paloce.
Entre os intérpretes de sua obra destacam-se Fafá de Belém, Elizeth Cardoso, Emílio Santiago, Roupa Nova, Zizi Possi, Nana Caymmi, Cláudio Jorge, Tavynho Bonfá, Ceiça, Sivuca, Anna Pessoa, Rubens Cardoso, Tico da Costa, Sebastião Tapajós, Maria Alcina, Vanusa, Ronnie Von e a dupla Burnier & Cartier.
(c/ Tico da Costa)
ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.
AMARAL, Euclides. A Letra & a Poesia na MPB: Semelhanças & Diferenças. Rio de Janeiro: EAS Editora, 2019.
AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2010. 3ª ed. EAS Editora, 2014.
AMARAL, Euclides. Diário de Bordo: Artigos, Ensaios, Letras, Matérias, Poemas & Resenhas. Rio de Janeiro: EAS Editora, 2026.
AMARAL, Euclides. O Guitarrista Victor Biglione & a MPB. Rio de Janeiro: Edições Baleia Azul, 2009. 2ª ed. Esteio Editora, 2011. 3ª ed. EAS Editora, 2014. 4ª ed. EAS Editora, 2024.
AMARAL, Euclides. Poesia Resumida – Poemas & Letras (Antologia Poética). Rio de Janeiro: Edição Casa 10 Comunicação, 2013.
AMARAL, Euclides. Quase Tudo: Poemas, Letras & Convidados. Rio de Janeiro: EAS Editora, 2023.
CABRAL, Sérgio. Elisete Cardoso – Uma vida. Rio de Janeiro: Lumiar Editora, S/D.
IGREJA, Francisco. Dicionário de Poetas Contemporâneos. Rio de Janeiro: Editora Oficina Letras & Artes, 1988.
MATUS, Moduan. Anos 90 – Poetas na Baixada – Coletânea do fanzine Desmaio Públiko. Nova Iguaçu, Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1997.
