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Nome Artístico
Duduca do Salgueiro
Nome verdadeiro
Eduardo de Oliveira
Data de nascimento
8/6/1926
Local de nascimento
Rio de Janeiro, RJ
Data de morte
29/6/1978
Local de morte
Rio de Janeiro, RJ
Dados biográficos

Compositor. Gráfico de profissão.

Aos sete anos de idade, foi morar no Morro do Salgueiro.

Anteriormente sua família morava na Chácara do Vintém, de onde foi despejada pelo calabrês Emílio Turano, o mesmo que, anos mais tarde, tentou despejar os moradores do Morro do Salgueiro.

Desde menino desfilava na Escola de Samba Depois Eu Digo, da qual seu pai, Paulino de Oliveira, foi presidente. A escola era uma das três existentes no morro, juntamente com a Unidos do Salgueiro e a Azul e Branca. Com a união dessas três escolas, surgiu a Escola de Samba Acadêmicos do Salgueiro, tendo como seu primeiro presidente Paulino de Oliveira.

Tocava tamborim e outros instrumentos de percussão. No dia 3 de março de 1953, participou da fundação da Acadêmicos do Salgueiro ao lado de Geraldo Babão, Casemiro Calça Larga, entre outros.

Faleceu em 1978, quando ainda estava em plena criação artística.

Dados artísticos

Aos 17 anos compôs o seu primeiro samba para uma namorada chamada Elza e, ao mostrá-lo para o compositor Matinadas, da Escola de Samba Depois Eu Digo, foi convidado pelo mesmo a compor para esta escola, chegando ao cargo de diretor de harmonia, que manteve mesmo com a fusão das três escolas.

Em 1954, foi um dos autores, juntamente com Abelardo e Juca, de um dos primeiros sambas-enredo do Salgueiro “Romaria à Bahia”, com o qual a escola classificou-se em 3º lugar do Grupo 1no desfile daquele ano. No ano seguinte, em 1955, compôs “Epopéia do samba”, com Juca e Bala, alcançando o quarto lugar do Grupo 1no desfile das Escolas de Samba. O samba-enredo foi composto em homenagem ao ex-prefeito Pedro Ernesto Batista, um entusiasta das escolas de samba, um dos primeiros a trabalhar para que o desfile torna-se uma atração turística mundial.

Em 1961, compôs “A vida e a obra de Aleijadinho”, em parceria com Bala, classificada em segundo lugar no desfile.

No ano de 1964, assumiu o cargo de presidente da Ala dos Compositores da Acadêmicos do Salgueiro, que ocupou até a sua morte.

Em 1974, Elza Soares gravou em LP uma composição sua, “Nem vem”, em parceria com Noel Rosa de Oliveira e José Alves.

Obras
Epopéia do samba (c/ Bala e Juca)
Exaltação a Debret (c/ Djalma)
Nem vem (c/ Noel Rosa de Oliveira e José Alves)
Romaria à Bahia (c/ Abelardo e Juca)
Vida e obra de Aleijadinho (c/ Bala)
Bibliografia Crítica

ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.

AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008; 2ª ed. Esteio Editora, 2009.

ARAÚJO, Hiram. Carnaval – Seis milênios de história. Rio de Janeiro: Editora Gryphus, 2000.

CABRAL, Sérgio. O ABC de Sérgio Cabral – Um Desfile de Craques da MPB. Rio de Janeiro: Editora Pasquim/Codecri, 1979.

História das Escolas de Samba. Rio Gráfica Editora, 1976.

MARCONDES, Marcos Antônio. (Ed.). Enciclopédia da música Brasileira – erudita, folclórica e popular. 3. ed. São Paulo: Arte Editora/Itaú Cultural/Publifolha, 1998.

MARCONDES, Marcos Antônio. (Ed.). Enciclopédia da música brasileira – erudita, folclórica e popular. 2 v. São Paulo: Arte Editora/Itaú Cultural, 1977.