
Cantor. Compositor.
Freqüentador dos circuitos da boêmia do Recife onde costumava cantar canções e modinhas.
No início de sua carreira artística participou de um conjunto regional sob o comando de Pedro Alves. Sua voz ficou afetada por complicações de saúde e por isso viu-se obrigado a mudar de estilo. Passou a cantar emboladas. Aprendeu a cantá-las com Manezinho Araújo, que conheceu numa festa na Casa Amarela e com quem realizou algumas apresentações. Em 1927, passou a integrar o conjunto “Voz do sertão”, organizado pelo bandolinista Luperce Miranda. Também faziam parte do conjunto o violonista Meira, José Ferreira no cavaquinho e Robson Florence no bandolim. Em 1928, mudou-se para o Rio de Janeiro acompanhando o conjunto “Voz do sertão”. No mesmo ano, gravou com este grupo diversas composições, entre as quais os sambas “Sacode a saia morena” e “Samba da meia-noite” e a embolada “Minas Gerais”, todas em parceria com Luperce Miranda. Em 1930, gravou a composição “Dedé”, de Nelson Ferreira. No mesmo ano, gravou pela Parlophon as emboladas “Passarinho molhado”, de Francisco Santoro, “Oiá lá”, de Altamiro Carrilho, e “Amor da cabocla”, “Ai seu Mané”, “Chô, bicho” e “O perigo da muié”, todas de sua própria autoria. No mesmo período gravou na Victor, de sua autoria, as emboladas “Comigo não João” e “Cajueiro”. Ainda em 1930 participou do grupo Desafiadores do Norte, com quem gravou a embolada “O trem vai chegá” e a marcha lundú “Meu girassol”, de sua autoria. Outra composição sua que alcançou destaque foi “Sertão do Surubi”, em parceria com Luperce Miranda. Devido à sua saúde altamente debilitada, foi obrigado a retornar para o Recife, onde faleceu em 1936.
AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.