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Nome Artístico
Francisco Malfitano
Nome verdadeiro
Francisco Malfitano
Data de nascimento
31/7/1908
Local de nascimento
Peruíbe, SP
Data de morte
24/1/2011
Local de morte
Rio de Janeiro, RJ
Dados biográficos

Compositor. 

Ainda garoto já tocava no grupo de seu tio, o clarinetista Alfredinho. Aos 15  anos começou a compor, fazendo música para o grupo de escoteiros do qual  participava. Estudou com o maestro Antão de Oliveira, mas só tocava de ouvido. Em 1936, transferiu-se para São Paulo, como redator de textos de publicidade, na Rádio Record. Por essa época, convidado para organizar o elenco da Columbia, reuniu vários cantores, entre os quais Nuno Roland e  Deo. Em 1942, foi um dos fundadores da UBC (União Brasileira de Compositores). Em julho de 2010, aos 95 anos, deu entrevista à Revista da UBC na qual falou sobre a fundação da entidade: “Naquela época, havia a Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT), que tinha um setor para administrar obras musicais. Em 1938, foi fundada a Associação Brasileira de Compositores e Autores (ABCA), da qual meu parceiro Eratóstenes Frazão era presidente. Mais tarde, em 1942, os esforços do departamento musical da SBAT e da ABCA se uniram, e fundamos então a UBC, presidida pelo Ary Barroso”. Casou-se em 1943, passando então a se dedicar ao comércio, abandonando paulatinamente a carreira artística. Faleceu no Rio de Janeiro aos 95 anos de idade.

Dados artísticos

Iniciou a carreira de compositor em  1937, quando, em parceria com Aluísio Silva Araújo, lançou diversas músicas. Os sambas “Onde vais, Guiomar?” e “Sinto lágrimas” foram gravados por  Deo, sendo este último um dos maiores sucessos de sua carreira. Em 1938, foi premiado pela Broadcast Music Inc. por suas versões para duas músicas italianas – “Vivere” e “Torna” -,  grandes sucessos na voz de Tito Schipa,  denominadas “Teu viver” e “Volta, minha querida”, na versão brasileira gravada pelo cantor Cândido Botelho.  Nesse mesmo ano, Sílvio Caldas lançou com sucesso o samba-canção “Mentes ao meu coração”.

Em 1939, compôs com Frazão o samba “Vais te cansar”, gravado por Aracy de Almeida, e a marcha “Quem é essa morena?”, gravada por Nílton Paz, na Columbia. Em 1940, os Anjos do Inferno, a seu convite, estrearam na Columbia gravando “Bahia, oi… Bahia” e “Duas chaves”. Neste mesmo ano, lançou com Zilá  Fonseca as marchas “A charanga do Oscar” e “Pigmalião”. Em 1941, deixou a Rádio Record e começou a trabalhar como representante de Walt Disney no Brasil.  Lançou ainda para o carnaval as marchas “Princesinha”, registrada por Deo, na Odeon, e “A voz  do povo”, grande sucesso na voz de Orlando Silva. Em 1943, dedicou-se ao comércio e aos poucos foi abandonando a carreira artística. Em 1946, compôs “Desenho animado”, sucesso infantil baseado no seu trabalho com Walt Disney. Em 1975, Paulinho da Viola gravou, no LP “Memórias- Cantando”, o samba-canção “Mente ao meu coração”. Em 2007, seu samba “Mente ao meu coração” foi gravado pela cantora Maria Rita no CD “Samba meu”.

Obras
A charanga do Oscar (c/ Aluísio Silva Araújo)
A volta, minha querida
A voz do povo (c/ Frazão)
Bahia, oi... Bahia (c/ Vicente Paiva e Augusto Mesquita)
Coitadinho do paxá
Desenho animado
Duas chaves (c/ Ari Machado)
Em sua homenagem (c/ Frazão)
Eu sou celibatário
Maria Teimosa
Mente ao meu coração
Onde vais, Guiomar
Pigmalião (c/ Frazão)
Princesinha
Quem é essa morena? (c/ Frazão)
Sinto lágrimas (c/ Aluísio Silva Araújo)
São Paulo grandioso
Teu viver
Vais te cansar (c/ Frazão)
Bibliografia Crítica

AZEVEDO, M. A. (Nirez) A História Cantada em 78 Rotações, Fortaleza, Edições UFC, 2012.

MARCONDES, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.