
Cantora.
Estreou em disco em 1929, gravando na Odeon as canções “Caboca cheirosa”, de Valdemar de Oliveira e Raimundo Brito e “Maracatu”, de Valdemar deOliveira e Ascenço Ferreira, com acompanhamento de Nelson Ferreira ao piano. No mesmo ano, gravou, também com acompanhamento de Nelson Ferreira ao piano a toada “Foi na beira do rio”, de Valdemar de Oliveira e Samuel Campelo, as canções “Carta de Mané Trapiá” e “Os crisântemos”, de Nelson Ferreira e Osvaldo Santiago e o poema “Sertão”, de Ascenso Ferreira e Valdemar de Oliveira. Gravou também as valsas “Sublime provação”, de Eduardo Souto e “Amor”, de Sivan Castelo Neto. Nesse ano, gravou na Parlophon com acompanhamento da Simão Nacional Orquestra a valsa “Melodia do amor”, de Nelson Ferreira e a valsa-lenta “Veneno louro”, de Nelson Ferreira e Osvaldo Santiago.
Gravou em 1930, com acompanhamento da Orquestra Rádio Central a valsa “Viver, morrer por um amor”, de Eduardo Souto e Osvaldo Santiago que fez parte do filme “Independência ou morte”. Nesse ano, gravou também com a Orquestra Rádio Central a valsa-lenta “Castelo de luar”, de Joubert de Carvalho e S. Rezende e a canção “A praia do Leblon”, de Vicente Lima.
Tranferiu-se para a gravadora Victor em 1932 estreando com a valsa “Canção de amor cubano”, de Fields, Mc Hugh e Stothart, com versão de Ari Kerner, para música do filme “Melodia cubana” e, “Eis Nova York”, de Murray, Travers e Oakland, também com versão de Ary Kerner, disco que teve acompanhamento de Harry Kosarin e seus Almirantes. Nesse ano, gravou, também com Harry Kosarin e seus Almirantes as valsas “Sônia”, de J. Thomas e Orestes Barbosa e “Canção do abandono”, de Joubert de Carvalho e Olegário Mariano.
Em 1933, gravou as valsas “Mal de mor”, de Vicente Paiva e André Filho e “Sempre sonhando”, de V. Spillman com versão de André Filho, também com acompanhamento de Harry Kosarin e seus Almirantes. Nesse ano, gravou as canções “Papai Noel”, de Amélia Brandão Nery, a Tia Amélia e “Um pouquinho de amor”, de Chiquinha Araújo e João Ribeiro dos Santos com acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira. No ano seguinte alnçou as valsas “Meu amor”, de Valdemar Henrique e “Tarde rosada”, e Bonfiglio de Oliveira e Zeca Ivo, também com acompanhamento da Orquestra Victor Brasileira. Ainda em 1934, gravou seus dois últimos discos, ainda com a Orquestra Victor Brasileira com a valsa “Teus lábios fugiram dos meus”, de Sivan Castelo Neto e as canções “Diga-me outra vez”, de Gentner e versão de Sivan Castelo Neto, “Tão fácil a felicidade”, de Valdemar de Oliveira e “Exaltação”, de Valdemar Henrique e Valentina Biosca, que lhe valeu uma premiação da gravadora Victor.
Ao longo de uma curta carreira gravou 21 discos pelas gravadoras Odeon, Victor e Parlophon. Segundo o pesquisador Ary Vasconcelos alcançou certo prestígio em sua época. Em 1998, o selo Revivendo lançou o CD “Grandes versões volume 2” no qual aparece sua interpretação de “Canção de amor cubano”, de Stolhart, McHugh e Fields, com versão de Ary Kerner.
Em dueto com César Pereira Braga
AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
VASCONCELOS, Ari. Panorama da música popular brasileira – volume 2. Rio de Janeiro: Martins, 1965.