3.002
Nome do Grupo
Orquestra Colbaz
Componentes

Gaó

Jonas Aragão

Zé Carioca

Hudson Gaya

José Rielli

Atílio Grany

Dados Históricos e Artísticos

Orquestra criada no início da década de 1930, em São Paulo e cujo nome era referente ao endereço telegráfico da gravadora Columbia no Brasil, com seus estúdios em São Paulo. Foi criada e dirigida pelo maestro Odmar Amaral Gurgel, conhecido como Maestro Gaó, também pianista, e era composta por Jonas Aragão na clarineta, Zé Carioca no violino, Hudson Gaya, o Petit no violão, José Rielli no acordeom, e Atílio Grany na flauta. Este grupo por sinal daria origem a famosa Orquestra Columbia, também dirigida pelo maestro Gaó.

Gravou o primeiro disco em 1930, com as valsas “Nosso choro”, de Jonas Aragão, e “Implorando”, de A. Giordano. No mesmo ano, a orquestra gravou mais três discos interpretando seis valsas: “Uma noite sonhando”, e “Adoração”, de V. Giordano, “Martírio de um coração”, e “Lágrimas que torturam”, de Amadeu D Annibale, “Gaúcha”, de Vito Coluna Neto, e “Alma brasileira”, de Fernando Magalhães. Em 1931, foram gravados os choros “Arreliento” e “Suspirando”, de Gaó, “Não estrila” e “Surpresa”, de Atílio Grany, “Voando sem asas”, de Hudson Gaya, e “Galo constipado”, de Domingos Pecci; a marcha “Noites de alegria”, de Zequinha de Abreu, e as valsas “Amo-te”, de Sílvio Perazzini, “Rapaziada do Bom Retiro”, de Getúlio Negrini, “Unidos pelo amor”, de Luiz Rodrigues Alves, e “Saudades que voltam”, de Roberto Splendore. Ainda em 1931, a orquestra lançou dois outros futuros clássicos de Zequinha de Abreu, a valsa “Branca”, e o choro “Tico-tico no fubá”, este último, gravado pela primeira vez, quatorze anos depois de sua composição. Em 1932, a orquestra lançou a rancheira “Cravos do sul”, de Atílio Grany, e a valsa “Nossa padroeira”, de Zequinha de Abreu. Ainda nesse ano, a orquestra fez com sucesso o primeiro registro do posteriormente clássico choro “Os pintinhos no terreiro”, de Zequinha de Abreu. Em 1933, gravou a valsa “Vaga esperança”, de Hudson Gaya, e o choro “Talvez vá”, de Atílio Grany.

Em 1943, foram gravadas as valsas “Amor perfeito” e “Rapaziada da Vila Velha”, ambas de Porfírio Damasceno. Em 1946, já na Continental, a orquestra gravou as valsas “Mocidade de bocaina”, “Ao cair das folhas”, e “Ao ressurgir da manhã”, de Ângelo Piragine, e “O despertar de um coração”, de Ramiro Costa e Ângelo Piragine. Em 1950, a orquestra lançou as valas “Sarah”, de Juraci Rago e Arlindo Pinto, e “Santalina”, de Miguel Leusi. Contando com importantes músicos, a orquestra gravou um total de dezenove discos incluindo os choros “Pintinhos no terreiro” e “Tico-tico no fubá”, e a valsa “Branca”, todas de Zequinha de Abreu em seus primeiros registros fonográficos. Em 2004, a gravação do choro “Os pintinhos no terreiro” foi relançada pelo selo Revivendo no CD “Revivendo o choro”.

Discografias
1950 Continental 78 Sarah/Santalina
1946 Continental 78 Ao cair das folhas/Ao ressurgir da manhã
1946 Continental 78 Mocidade de bocaina/O despertar de um coração
1943 Columbia 78 Amor perfeito/Rapaziada da Vila Velha
1939 Columbia 78 Branca/Tico-tico no fubá
1933 Columbia 78 Vaga esperança/Talvez vá
1932 Columbia 78 Cravos do sul/Nossa padroeira
1932 Columbia 78 Os pintinhos no terreiro
1931 Columbia 78 Amo-te
1931 Columbia 78 Arreliento/Suspirando
1931 Columbia 78 Branca/Tico-tico no fubá
1931 Columbia 78 Galo constipado/Saudades que voltam
1931 Columbia 78 Noites de alegria
1931 Columbia 78 Rapaziada do Bom Retiro/Não estrila
1931 Columbia 78 Surpresa/Unidos pelo amor
1931 Columbia 78 Voando sem asas
1930 Columbia 78 Gaúcha/Alma brasileira
1930 Columbia 78 Martírio de um coração/Lágrimas que torturam
1930 Columbia 78 Nosso choro/Implorando
1930 Columbia 78 Uma noite sonhando/Adoração
Bibliografia crítica

AZEVEDO, M. A . de (NIREZ) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.