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Nome artístico
Mario de Aratanha
Nome verdadeiro
Mário Ribeiro Albano de Aratanha
Data de nascimento
4/2/1945
Local de nascimento
Rio de Janeiro, RJ
Dados biográficos

Produtor Musical. Animador Cultural. Jornalista formado pela PUC-Rio.

Iniciou sua carreira profissional no “Jornal do Commercio”, transferindo-se, em seguida para “The Associated Press”, trabalhando no Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires e Washington.

Em 1969, foi para a “Agência JB” e, em seguida, para o “Jornal do Brasil”, tendo atuado na função de repórter especial e coordenador de artes e entretenimento até 1974. Nesse ano, passou a dividir-se entre a agência Aulus de espetáculos e o Ballet Stagium de São Paulo, tendo produzido as turnês da companhia de dança por todo o Brasil.

Trabalhou com artistas do jazz, como Sarah Vaughan, Oscar Peterson, Carmen McRae e Earl Hines, da área erudita, como Lorin Maazel, Isaac Stern, Claudio Arrau e Narciso Yepes, e da dança, como Maurice Béjart, Alvin Nikolais e Jorge Donn.

Em 1977, em sociedade com o já falecido fagotista Airton Barbosa e com a artista plástica francesa Janine Houard, fundou a gravadora Kuarup Discos, à frente da qual produziu turnês de Astor Piazzolla, Mercedes Sosa, Atahualpa Yupanqui, Paco de Lucia, Egberto Gismonti e Arthur Moreira Lima. Os primeiros discos lançados pela gravadora definiram a linha-mestra de trabalho a que se propõe: Os Choros de Villa-Lobos, Moreira Lima com Abel Ferreira e Época de Ouro, Túribio Santos com Raphael Rabello.

Na década de 1980, o catálogo da empresa recebeu a adesão de Paulo Moura, Chiquinho do Acordeon, Henrique Cazes, Elomar, Xangai, Geraldo Azevedo e Roberto Szidon, entre outros.

Nos anos 1990, o cast foi acrescido com a participação de Sivuca, Cida Moreira, Renato Teixeira, Pena Branca e Xavantinho, Antonio Guedes Barbosa, Quartetos Bessler-Reis e Amazônia, Paulo Sérgio Santos e Carlos Poyares, entre outros.

Até 2002, 17 lançamentos de sua gravadora haviam sido contemplados com o Prêmio Sharp, nove dos quais dedicados a produções ou co-produções sob sua assinatura. Sua antologia de choro “Noites Cariocas” recebeu o Prêmio do Disco da Alemanha e o CD de abertura da série completa dos Quartetos de Cordas do Villa-Lobos foi apontado pela publicação norte-americana “The New York Times”, como um dos melhores lançamentos de 1989.

Foi contemplado com dois prêmios da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), pela produção do CD “Ao Vivo em Tatuí” e pelos Quartetos de Villa-Lobos. Sua produção do CD “Semente Caipira”, de Pena Branca, recebeu o Grammy Latino, em 2002.

Bibliografia Crítica:

ALBIN, Ricardo Cravo. Dicionário Houaiss Ilustrado Música Popular Brasileira – Criação e Supervisão Geral Ricardo Cravo Albin. Rio de Janeiro: Edição Instituto Antônio Houaiss, Instituto Cultural Cravo Albin e Editora Paracatu, 2006.

AMARAL, Euclides. Alguns Aspectos da MPB. Rio de Janeiro: Edição do Autor, 2008.