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Nome artístico
Flávio Cavalcanti
Nome verdadeiro
Flávio Antônio BarbosaNogueiraCavalcanti
Data de nascimento
15/1/1923
Local de nascimento
Rio de Janeiro, RJ
Data de morte
26/5/1986
Local de morte
São Paulo, SP
Dados biográficos

Apresentador. Jornalista. Compositor.

Aos 22 anos começou a trabalhar no Banco do Brasil, ao mesmo tempo que estreou como repórter no jornal carioca A Manhã. Posteriormente chegou a ser funcionário da Alfândega do Rio de Janeiro, de onde se desligou em 1964. Casou-se com Belinha, com quem teve três filhos, um dos quais, Flávio Cavalcanti Júnior, executivo da área de telecomunicações. Como jornalista, fez históricas entrevistas com Tenório Cavalcanti, em sua fortaleza no bairro carioca de Caxias e com o presidente Kennedy, na Casa Branca. É nome de rua em Petrópolis, município serrano do Rio de Janeiro onde viveu grande parte de sua vida e onde foi sepultado. Faleceu em São Paulo, de infarte, depois de apresentar seu último “Programa Flávio Cavalcanti”, no SBT de São Paulo. Alimentou polêmicas públicas com personalidades diversas como Almirante e Sérgio Porto.

Dados Atividade Específica

Um dos mais famosos apresentadores de programas de calouros da TV brasileira. Foi o criador do primeiro júri da TV brasileira. Também compôs algumas músicas. Grandes artistas, hoje consagrados, tiveram sua primeira oportunidade em seus programas. Seu estilo polêmico fez história. Denunciava letras de músicas que considerava medíocres, quebrando os discos que achava ruins e criando uma “caricatura” que o fez famoso: o gesto da mão direita estendida, pedindo para que o maestro parasse de tocar. O “tira e bota” dos óculos foi mais um de seus recursos expressivos. Seu primeiro programa foi “Discos impossíveis” na Rádio Tupi. Em 1951, compôs sua primeira música, “Mancha de batom”, em parceria com seu irmão Celso, gravada pelo conjunto Os Cariocas. Em 1952, estreou “Discos impossíveis” na Rádio Mayrink Veiga do Rio de Janeiro. Nesta época, iniciou amizade com Dolores Durán, que anos depois chegou a gravar sua música mais famosa, “Manias”, que compôs com o irmão Celso. Foi na casa de Flávio que a compositora escreveu a antológica “Noite do meu bem”. Belinha, esposa de Flávio, chegou a emoldurar a letra da canção, datada de 4 de julho de 1959, em quadrinho que acompanhou o casal por toda a vida. Em 1955, com Jacinto de Thormes, estreou o programa “Nós os gatos”, na Mayrink Veiga. Em 1957, seu programa “Um instante, Maestro!”, estreou na TV Tupi. Em 1965, lançou na TV Excelsior o primeiro júri de TV no seu programa “Um instante, Maestro!” No ano seguinte, reeditou o mesmo programa na TV Tupi, lançando mais dois programas na mesma emissora: “A Grande Chance” e “Sua Majestade é a Lei”. Em 1967, foi realizada a primeira final de “A Grande Chance” no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1968 realizou o programa “A Grande Chance” em Portugal. Em 1970 estreou o “Programa Flávio Cavalcanti” na TV Tupi do Rio. Em 1973 teve seu programa suspenso pela censura militar, mesmo sendo considerado amigo e aliado da chamada “Revolução de março”. Em 1976, reeditou “Um instante, Maestro!” no Canal 11 (TVS), do Rio. Em 1977, trabalhou na Rádio Mulher paulista em programa diário. Em 1978 voltou a fazer seu “Programa Flávio Cavalcanti” na TV Tupi Carioca. Em 1982 foi para a TV Bandeirantes de São Paulo, onde realizou o “Boa-noite, Brasil”. Em 1983, estreou o “Programa Flávio Cavalcanti”, no SBT paulista, que ficou no ar até sua morte. Por seus programas passaram vários nomes consagrados da crítica musical e do meio artístico brasileiro, como: Sérgio Bittencourt, Nélson Motta, Leila Diniz, Mister Eco, José Messias, Maestro Cipó, Osvaldo Sargentelli, Marisa Urban, Erlon Chaves, Márcia de Windsor, Raul Giudicelli e Carlos Renato, entre outros.