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Sólon Sales

Sólon Hanser Sales
5/12/1923 Sorocaba, SP

Dados Artísticos

Formou com um amigo a dupla caipira "Samburá e Chapinha" na qual era o Chapinha. A dupla apresentou-se na Rádio Bandeirantes, sendo a partir de então convidados a participar de uma novela sertaneja realizada pela Rádio Cultura. Desfeita a dupla , deu continuidade à sua atividade artística. Em 1948, gravou seu primeiro disco, pela Continental com o tango canção "Segue teu caminho", de Arlindo Pinto e Mário Zan, que fez grande sucesso e a valsa "Belo Horizonte", de Anacleto Rosa Jr. e Arlindo Pinto. No ano seguinte, obteve mais dois sucessos, com dois baiões, no apogeu do gênero: "Quixabeira", de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira e "Juazeiro", de Humberto Teixeira e Cícero Nunes, ambos com acompanhamento musical de Rago e seu conjunto. No mesmo ano, gravou o balanceio "Cabeça inchada", composiçaõ de Hervé Cordovil sobre motivos mineiros e o tango "Perambulando", de Mário Zan e Arlindo Pinto. Atuou nas emissoras Mundial, Nacional, Mayrink Veiga e Excelsior.

Em 1950, gravou as valsas "Mentira", de Mário Zan e Geraldo Costa e "Beijinho doce", de Nhô Pai e a canção "Parque de diversões", de Hervé Cordovil. No ano seguinte, gravou o bolero "Em tuas mãos", de Antônio Rago e Ribeiro Filho e o valseado "Tristeza", de motivo popular com arranjos de Luiz Alex e Américo Campos. No mesmo ano, gravou a primeira composição de sua autoria o samba canção "Lencinho branco", parceria com Dilermano dos Santos. Também no mesmo período gravou os baiões "Tem pena de mim" e "Cada moça que eu conheço", de Hervé Cordovil. Em 1952, gravou o baião "Peixinho do mar", de motivo popular com arranjos de Américo de Campos, o bolero "Por toda a vida...", de Antônio Rago e Ribeiro Filho e o samba "Ela é solteira...", de sua autoria e Américo de Campos. Em 1953, gravou o bolero "Mulher sem alma", de Plínio Cará e Américo de Campos e o tango "Rua da solidão", de Aloísio Figueiredo e Nelson Figueiredo.

Em 1954, ingressou na Odeon e lançou a marcha "Cidade arranha-céu", de Alvarenga e Edgar Cardoso e o baião "Eh! Eh! São Paulo", de Alvarenga. Gravou no mesmo ano o samba canção"Um caboquinho", de Hervé Cordovil e Luiz Peixoto e o bolero "Beijos nos olhos", de Portinho e Wilson Falcão. Em 1955, gravou o samba canção "Deixa falar quem quiser", de Américo de Campos e Antõnio Pacheco e o bolero "Voltarás a mim", de Antônio Rago. Em 1956, gravou três composições do renomado compositor sertanejo João Pacífico: o bolero "Lágrimas de amor" e marcha "Meu São João", parcerias com Antônio Rago e a clássica toada "Chico mulato", parceria com Raul Torres. Em 1957, registrou o samba "O sol nasceu para todos", de Lamartine Babo e o bolero "Meu querido amor", de Antônio Rago e Mário Vieira. Em 1958, gravou a cançãos "Serenata do adeus", de Vinícius de Moraes e no ano seguinte, o samba canção "Neste mesmo lugar", de Klécius Caldas e Armando Cavalcânti e "A noite do meu bem", de Dolores Duran em ritmo de marcha rancho. Em 1960, gravou duas composições de sua autoria: o samba "Meu samba antigo" e o charleston "Recordando o charleston". No ano seguinte, gravou o último disco pela Odeon com a valsa "Novo céu", de Ted Moreno e Fernando César. No mesmo ano, foi para o pequeno selo Orion e lançou a guarânia "Orgulhosa", de Mário Zan e Nhô Pai e a toada "Cabocla Tereza", de Raul Torres e joão Pacífico. Em 1962, lançou mais um disco pela Orion com a toada "Pingo d'água", de Raul Torres e João Pacífico e a valsa "Retalhos de amor", de Zé Fortuna.

Lançou ainda um único disco pela Chantecler, em 1964, com o rasqueado "Você diz que não me ama", de Américo de Campo e o maxixe "Chuva miúda", de Sílvio Caldas e Frazão. Foi pioneiro da televisão brasileira, de onde veio seu slogan "O seresteiro da paulicéia". Intérprete seguro, em seu repertório destacam-se principalmente canções românticas, valsas, boleros, etc. Gravou 36 discos em 78 rpm, contabilizando um total de 72 músicas.

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