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Mr. Catra

Wagner Domingues Costa
5/11/1968 Rio de Janeiro, RJ
9/9/2018 São Paulo, SP

Dados Artísticos

Como violonista no início da carreira montou uma banda de rock, "O Beco" que se apresentava em festas particulares, escolas e faculdades. Considerado um dos expoentes do "Funk Proibidão" (sub-gênero que fala da violência, tráfico de drogas e é pouco divulgado fora das favelas), sendo considerado adversário do sub-gênero "Funk sensual". Por intermédio do VJ Primo Preto, de São Paulo, assinou contrato com a gravadora independente Zâmbia records, a mesma dos Racionais MCs. No ano de 1995, pela Zâmbia Records, lançou "Bonde do Justo", o primeiro CD, do qual se destacou o sucesso "Vida na cadeia" com o seguinte trecho: "A vida na cadeia não dá nem pra imaginar/acredite meu amigo, só vendo pra falar". No ano seguinte lançou, pela mesma gravadora, o CD "O segredo do altíssimo". Em 1999 a Warner Music lançou o disco "O fiel". Logo depois, afastou-se da gravadora por achar que a mesma não trabalhou o CD, executando apenas uma das faixas de apelo sensual, muito comum na época. Várias de suas composições foram incluídas nas coletâneas piratas "Proibidão do rap", por suas músicas enaltecerem facções criminosas do Rio de Janeiro. Em 2001 foi incluído na coletânea "Bonde do tesão", da gravadora Pipos Records, disco do qual também participaram Gorila e Preto, Cidinho e Doca, Equipe Pipo's, Bonde do Tigrão, MC Tati Quebra-Barraco e Lady Lú. Em 30 de dezembro de 2002 a PM carioca apreendeu mais um lote de CDs piratas da série "Probidão do rap", disco no qual constavam algumas composições de sua autoria. Versos como "Não corre/não treme/mete bala no PM" são comuns nestes discos. Em março de 2004 apresentou-se em Paris, na casa de shows "Favela Chic". Na ocasião, apresentou-se em dupla com o MC, Joe Kaps, gravando um disco independente. Neste mesmo ano, com a banda Os Apóstolos, finalizou o disco "Leões de Judá", que contou com a participação de Gérson King Combo e ainda participou da coletânea "Proibidão liberado", no qual interpretou as faixas "O lucro parte II" e "Aba roedor", em parceria com Beto da Caixa. Entre suas composições mais divulgadas estão "Cachorro", referindo-se à polícia militar (PM) na qual relata em um trecho da letra: "Cachoro (PM)/Se quer ganhar um dindin (dinheiro)/Vende o X-9 (delator) pra mim/O patrão (chefe o tráfico) tava preso, mas mandou avisar/que a sua sentença nós vamos executar/É com bala de HK (fuzil)". Por causa destes versos foi processado pela PM carioca por apologia ao crime. Para se defender alegou que "O crime faz parte da cultura da favela. Não sou cúmplice do crime, sou cúmplice da favela. Não estou fazendo apologia, estou é relatando uma realidade". Suas composições são incluídas na série de CDs piratas "Proibidão do rap", ao lado de músicas que enaltecem facções criminosas do Rio de Janeiro. Sobre essas gravações, certa vez declarou em entrevista ao Jornal do Brasil: "Aquilo não era nem pra ser gravado e comercializado. Simplesmente vamos aos bailes, às rádios e cantamos com a rapaziada". Em 2012 lançou pela internet o CD “Com todo respeito ao samba”, que contou com faixas como “Tão lindo” (Márcio Local), “Triste fim da mina” (Mr. Catra), “Mangueira é uma mãe” (Serginho Meriti), “Líquido do amor” (Mr. Catra), “Antes, durante e depois” (Mr. Catra), “Preta luxo” (Márcio Local), entre outras. Participou da coletânea “Pancadão das marchinhas” (Som Livre, 2014), produzida pelo DJ Dennis, para a qual gravou “A pipa do vovô não sobe mais” (Manoel Ferreira, Ruth Amaral e Silvio Santos) e “Índio quer apito” (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira). Fundou o projeto Mr. Catra & Os Templários, banda de rock na qual atuou como vocalista ao lado dos músicos Marcello Nunes (bateria), Stanley Zvaig (baixo), Reinaldo Gore Doom (guitarra), Wellington Coelho e Morgan Stern (Percussão). Em 2015 participou do show de Lulu Santos apresentado no Palco Mundo, o palco principal do festival “Rock in Rio”, sendo o primeiro artista do funk a participar do festival. Em 2016 apresentou o programa “Bagulho louco com Mr. Catra”, exibido ao vivo pelo canal Multishow, no qual recebeu convidados como Caetano Veloso, Lulu Santos, Xande de Pilares, Marcelo D2, Preta Gil. Seu filho Lucke atuou como DJ do programa. Regravou em ritmo de funk a marchinha “Eu dei” (Ary Barroso), a convite de Marília Bessy, para o CD da cantora.

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